Mostrar mensagens com a etiqueta Gente das Caldas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gente das Caldas. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 03, 2012

Comadres Desavindas


Segundo li nos jornais (primeiro no "Público", depois na "Gazeta"), a saída do "Costa" do "poleiro" está a provocar uma série de jogos obscuros, protagonizados pelos seus pares, na luta pela sucessão.

As notícias indiciam que o vereador da juventude é a vitima e o alvo a abater. Como não conheço bem os actores (lembro-me do Tinta na escola, deve ter menos um ano ou dois que eu...), há sempre a possibilidade deste jovem estar a utilizar a "vitimização" para colher votos...

Não deixa de ser curioso ver PSD das Caldas a alimentar cenas telenovelescas, na sempre interessante luta pelo poder.

Ainda não percebi se o "Costa" está a assistir a tudo isto no camarote presidencial ou se vai mesmo puxar algum tapete...

O desenho é do Rui Pimentel.

terça-feira, outubro 23, 2012

Memórias das Caldas


Como acontece com a maior parte dos livros que falam das Caldas e das suas histórias, fiquei curioso com estas memórias, de Augusto da Silva Carvalho, apresentadas no passado sábado.

Espero que esta nova edição não esgote e a possa adquirir na minha próxima visita à Cidade.

sábado, outubro 13, 2012

O Cardeal, Fátima e as Manifestações


Hoje, dia 13 de Outubro, é dia de grandes manifestações.

Não estou propriamente  a pensar em Fátima, embora assim que ligasse a televisão, na  RTP1, para ver o "Jornal da Tarde", percebesse que hoje era dia de festa católica.

Além de ter mudado de canal, lembrei-me de imediato das palavras do Cardeal Patriarca, que por acaso pertence ao concelho das Caldas da Rainha, quando tentou desvalorizar as manifestações de rua, dizendo que estas não resolvem nada, nem as revoluções.

Ele lá terá as suas razões para dizer isto. Cerejeira de certeza que pensava a mesma coisa. Pelo menos aos governos de direita como o de Portugal, as manifestações religiosas e os milagres de qualquer nossa senhora, dão sempre mais jeito que as pessoas na rua a protestarem, cada vez com mais razão, pois o que estes governantes estão a fazer aos portugueses está próximo do roubo.

Esqueci-me que essas acções de massas religiosas não são manifestações, mas sim peregrinações...

terça-feira, outubro 02, 2012

Uma Boa Ideia


Não sei de quem partiu a ideia da crónica semanal, "ontem e hoje", que tem sido publicada na "Gazeta das Caldas". Sei apenas que é muito positiva e reforça o papel deste jornal regional no panorama jornalístico, que não se limita à linha do horizonte do Oeste.

As palavras são sempre "alimentadas" por duas imagens, o tal "ontem" em contraponto com o "hoje", que nos mostram o que mudou...

A Rainha das Caldas agradece, assim como os caldenses de dentro e de fora.

quinta-feira, agosto 16, 2012

O 15 de Agosto



O 15 de Agosto continua a ser um dia especial nas Caldas da Rainha.

Foi durante todo o século vinte (e parte do dezanove...)  o dia que  mais gente de fora atraía à Cidade Termal.

Os restaurantes, por exemplo, não tinham mãos a medir...

Hoje as coisas são diferentes, não apenas pela crise, mas também pelas mudanças que se têm verificado na Cidade.

Provavelmente o presidente da Câmara acha que tem feito um excelente trabalho (e tempo não lhe tem faltado...), mesmo que possa ser traído pela realidade, mais forte que a sua vaidade...

Por exemplo, se o dinheiro gasto no CCC e nas Piscinas Municipais tivesse sido investido num projecto termal moderno (também com uma sala de espectáculos e piscinas, que ainda por cima poderia ter apostado na recuperação do Casino do Parque...), as Caldas da Rainha seriam, sem qualquer dúvida, uma cidade diferente, mais à imagem da Rainha D. Leonor...

domingo, julho 29, 2012

Frederico Silva Vice-Campeão Europeu de Ténis


O caldense Frederico Silva, a grande esperança do ténis português, sagrou-se vice-campeão europeu de ténis, sub-18, na Suiça.

Grande momento para o Frederico, para o desporto da nossa Cidade e para esta família de desportistas e gente amiga, especialmente para o Isidro, que tem apoiado da melhor maneira a carreira do filho.

terça-feira, maio 15, 2012

Dia da Cidade


Hoje, dia 15 de Maio, é o dia da Cidade das Caldas da Rainha.

Com este calor, é provável que uma boa parte dos caldenses aproveitem para ir ver o mar e refrescar o corpo e a alma, na Foz do Arelho ou em S. Martinho do Porto.

Além do concerto musical, do fogo de artificio, haverá a habitual distribuição das medalhas de mérito municipal.


E segundo li na "Gazeta", será inaugurada uma exposição de pintura do José Pires, artista caldense, no CCC. 

Por vezes os tempo de crise têm uma vantagem, recorre-se à prata da casa...

Nesta fotografia, que tirei em 2009 o José Pires está a conversar com Teresa Perdigão,  na rua das Montras, onde tinha patente uma mostra dos seus quadros. 

Não sei se a Teresa já foi distinguida pelo Município. Caso tal não tenha acontecido, já era tempo de a homenagearem, por todo o trabalho que tem desenvolvido na defesa e divulgação da cultura mais tradicional do nosso país, bem patente na sua série de quatro volumes, "Tesouros do Artesanato Português", editados pela Verbo. 

sábado, abril 14, 2012

O Palacete da Praça do Peixe


As Caldas da Rainha ainda possuem alguns palacetes, como este na antiga "Praça do Peixe".

A minha avó esteve lá "a servir" (era esta a designação que se dava às jovens que iam desde cedo trabalhar como criadas para as casas de famílias importantes).

Só lá entrei uma vez, na sua companhia. A avó aproveitou uma passagem na cidade foi visitar as senhoras (as "Pereiras", que foram donas de uma boa parte da localidade, no tempo das "quintas" que rodeavam as Caldas e onde o avô foi feitor...). Não devia ter mais onze, doze anos.

Fiquei encantado com a casa, especialmente com o seu jardim interior, onde nem faltava um pequeno lago... 

Felizmente o palacete continua com um bom aspecto exterior.

domingo, março 25, 2012

Passei pelas Caldas e... (2)


Depois de ter passado pelo parque ia até ao centro da cidade, quando vi que o Museu do Ciclismo estava aberto.

Entrei e vi uma bonita exposição fotográfica de um encontro de "velhas pastelheiras". Ainda tirei uma fotografia, antes de me informarem que era proibido "disparar", mesmo estando no Oeste...

Belo trabalho que o Mário Lino tem feito na nossa cidade, através do "mundo das bicicletas".

domingo, fevereiro 05, 2012

«Estamos "arrumados" como o Caldas.»


Esta expressão está mais actual que nunca, quer pela situação do país, quer pela classificação do Caldas no campeonato da II divisão de futebol, o primeiro a contar do fim da zona sul.

Embora sempre que procuro os resultados deste campeonato, esteja esperançado que o Clube possa ter iniciado a recuperação, a realidade futebolística diz-me que os "milagres" têm um preço demasiado elevado.

Como caldense fico aborrecido, mas percebo que deverá ser difícil fazer melhor com uma equipa jovem e barata. Como consequência dos maus resultados o treinador (Gila) - que não conheço pessoalmente, mas tenho a certeza que é um bom técnico - pediu a demissão. São situações normais no futebol português. Provavelmente já estava a ser contestado, tal como acontece com Domingos (para mim  é o melhor treinador da primeira liga...) em Alvalade e que não merecia tanto azar.

Embora distante (são mais ou menos cem quilómetros), prefiro que o Caldas continue a apostar nos jogadores da região e a fazer uma gestão rigorosa, mesmo que isso tenha custos desportivos, que a contratar "prima-donas" de segunda, para ficar a meio da tabela...

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Os Pavilhões, a Senhora do Pópulo e o Ferreira da Silva


Resolvi "ler" esta  imagem ao contrário, com o olhar preso nos Pavilhões do Parque, onde estudei no Liceu, que assim escondidos, não se percebe a sua imponência.

Pavilhões que um dia virão a baixo, pois parece que ninguém os quer...

Depois encontrei a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, que é só o monumento mais antigo, e mais importante da Cidade.

Para o fim ficou a arte do Ferreira da Silva, um artista plástico caldense que não pode dizer que "santos da terra não fazem milagres", pois está bem representado em vários locais das Caldas, inclusive o que documenta a foto, as traseiras do espaço museológico do Hospital.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Paz e Solidão


Não tenho muitas dúvidas que o Parque das Caldas nunca foi um lugar de eleição para um boa parte dos Caldenses, apesar da sua beleza. Isso talvez explique o que o Xico, um dos comentadores das "Viagens" disse, que o  Museu Malhoa é muito pouco visitado pelos locais. Infelizmente.

Infelizmente mesmo, pois é o espaço mais bonito da Cidade.

Esta fotografia, datada de Dezembro, mostra muito do que experimento ao passear pelo Parque, Paz e Solidão. Uma solidão que não me é desagradável pois dá espaço à interioridade, ao mesmo tempo que me permite olhar com "todo o tempo do mundo" para tudo o que me rodeia, mesmo sem precisar de me sentar num dos bancos de jardim...

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Imaginem Só Quem Encontrei na Lagoa...


Quando estamos uns meses sem aparecer no Oeste, apetece-nos dar uma espreitadela a todos os lugares que nos dizem algo.

Foi por isso que durante a manhã do feriado, fui até ao coração da Lagoa de Óbidos, andando e parando, nas suas margens.

Já quase na Foz do Arelho, encontrei a "Rita Pavoni", a ser puxada para a margem por um pescador...

domingo, dezembro 11, 2011

Grandes Planos: O Rei


Provavelmente era republicano, mas pela sua qualidade e pelo que nos deixou, considero José Malhoa o Rei das Artes, pelo menos das Caldas da Rainha.

O seu museu continua a ser mais emblemático das Cidade, e também um dos mais bonitos do país, por estar metido dentro do Parque D. Carlos, com toda aquela envolvência florida e agradável.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Grandes Planos: A Rainha


Finalmente fui às Caldas!

Jantei com um bom grupo de amigos de infância, onde se soltaram muitas histórias e outras tantas personagens. O que achei mais estranho foi ouvir falar de nomes, saber da sua existência mas não lhes conseguir dar rostos...

Hoje de manhã andei pela cidade, olhei isto e aquilo, tirei fotografias aqui e ali. Olhei com atenção para a estátua da Rainha D. Leonor e achei-a serena e nada "generala", apesar de nos impor a sua presença de um forma forte...

Espero que ninguém pense em retirá-la do seu pedestal.

sábado, outubro 22, 2011

O Fim da Viagem na Linha do Oeste


Este governo vai ficar na história, de certeza.


E não será pelas melhores razões. Não se contenta com os cortes nos subsídios de férias e de natal, continua a fechar tudo o que mexe e não dá lucro.


A última notícia que li nos jornais (é capa na "Gazeta"), é o fim da viagem para os passageiros entre as Caldas e a Figueira da Foz.


O próximo passo, se continuarem no poder, será acabar com o que resta, da ligação entre a Capital e as Caldas...


Nada é feito por acaso. Desde o "cavaquismo", com a construção da A8, que o comboio foi um alvo a abater.


Quase duas décadas depois, é tempo de passarem as "certidões de óbito".


Espero que o dr. Costa esteja feliz, tal como a dra. Maria da Conceição e restante poder "laranja" local.


O óleo de Carlos Marijuan, mostra-nos a sensação bonita de vermos a terra a andar, das janelas do comboio.

segunda-feira, agosto 01, 2011

A Solidariedade não é Suficiente


Fiquei surpreendido quando ontem à noite coloquei os olhos pelos jornais que estavam na caixa do correio e descobri na "Gazeta das Caldas" que a "Livraria 107" corria o risco de fechar, devido à crise que promete continuar a fazer "miséria" pelo nosso país, nos próximos anos.


Fiquei triste pela notícia, pela Isabel e pelo serviço que esta "instituição" tem prestado às Caldas da Rainha.

Claro que tristezas não pagam dívidas, muito menos a solidariedade das palavras. O importante é percebermos que para que a "107" continue de portas abertas, é preciso comprarmos livros nesta livraria que é familiar, mesmo para quem lá entra pela primeira vez, graças às pessoas que estão no balcão, que entre outras coisas, gostam muito de livros.

Apenas posso prometer que quando for às Caldas, não me vou esquecer de passar por lá e trazer um ou dois livros. E dizer a quem passa por aqui e gosta de livros, para não se esquecer de passar pela livraria mais central e mais bonita das Caldas e trazer também um livro. Parece pouco, mas ajudará, de certeza.

O desenho é do Zé Rui.

quarta-feira, março 23, 2011

O Xico "Gago"

Vinha para casa, depois de deixar o meu filho quase à porta da escola quando ultrapassei um pai e um filho pequenote (cinco, seis anos). Vinham os dois a conversar e percebi que o menino gaguejava, algo que não interferia em nada na conversa dos dois.

Calculei que o mesmo não se passaria na escola, como é normal, não fossem as crianças umas "pestes" no uso que fazem destas e doutras fragilidades...

Foi então que me lembrei do meu amigo Xico "Gago" (que não encontro há mais de vinte anos...). Foi meu colega na escola primária e também fez parte da primeira equipa de iniciados do Caldas Sport Clube (e de outras tantas dos torneios populares). Era o armador de jogo da equipa e uma das peças fundamentais do onze do mister Santana...

O Xico tinha a particularidade de gaguejar a falar. Acho que só se esquecia deste pormenor quando dizia palavrões e quando brincávamos distraídos no recreio. Embora já não me lembre muito bem, penso que era corrigido muitas vezes pela nossa professora (que era uma querida, diga-se, pelo menos para a época, em que a "régua" reinava...) e ainda ficava mais atrapalhado, provocando a risota colectiva. O que também deve acontecer com este pequenote, porque as coisas não mudaram assim tanto, pelo menos no uso que se faz das fragilidades involuntárias que todos transportamos pela vida fora...
Na fotografia, "Os Putos", de João Martins.

sábado, março 19, 2011

A Dança das Feridas

Se para dançar o tango convenientemente são precisos dois, felizmente para escrever poesia da boa, basta uma só pessoa.
"Dança das Feridas", da autoria de Henrique Manuel Bento Fialho, um poeta grande do Oeste (até no nome), é um livro especial, cheio de encontros, dedicatórias, pedidos, e claro, muita criatividade e inspiração.

No "baile" poético de Henrique é feita uma escolha criteriosa nos pares que vão surgindo, página a página, gente grande das várias culturas do mundo.

O baile começa com um convite:

«Se eu soubesse dançar/ convidava-te para um tango,/ guiava-te nos labirintos do coração./ Voarias sobre os campos/ como num deslumbramento/ seríamos uma ameaça/ à estabilidade nacional [...]»

Mas há sempre excelentes motivos de leitura ao longo das cem páginas, com quase sete dezenas de poemas, como quando "Ian Curtis (dança com) a Annik Honoré":

[...] «Andamos sempre à procura/ de uma noite que não tem dias/ de uma noite sem sinais/ candeeiros que reflictam/ a agitação dos mosquitos à queima-roupa [..]»

Até as dimensões deste livro são giras e diferentes, tal como a capa de Maria João Lopes Fernandes.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Arte nas Caldas


Já tenho pensado várias vezes quer nasci tarde demais.

Queria ter pelo menos uns dezasseis anos quando se deu a Revolução de Abril. O mais curioso é que essa idade também me dava jeito em 1977, para assistir aos "IV Encontros Internacionais de Arte", que se realizaram nas Caldas da Rainha.

Nessa altura tinha apenas catorze anos e não me ficou qualquer registo do acontecimento.

Ao ler a "Colóquio Artes" de Outubro de 1977, fiquei pasmo com as palavras de Eurico Gonçalves, que escreveu a reportagem sobre o acontecimento com centenas de artistas nacionais e estrangeiros: [...]«Estes encontros visam, através de uma convivência necessária entre os artistas e as populações locais, uma confrontação de atitudes, ideias e opiniões, a sensibilização à linguagem dita artística»[...].

Parece que a mensagem não foi muito bem compreendida pelos caldenses, pois na reportagem ainda se pode ler: [...]«O Grupo Acre, constituído pela escultura Clara Menéres e pelo pintor Lima de Carvalho, depois de muitas horas de trabalho não remunerado, viu destruída à picareta uma escultura que quis erguer no Mercado do Peixe, em alusão ao 16 de Março de 1974, data em que um movimento militar das Caldas tentou fazer o que só foi possível um mês depois, em 25 de Abril do mesmo ano, o derrube do regime fascista em Portugal. Volvidos três anos e meio, a reacção ainda lá está e não só não permitiu tal tipo de evocação, como perseguiu à paulada alguns artistas participantes nestes Encontros e destruiu muitos objectos e símbolos de uma intensa actividade desenvolvida durante doze dias, evidenciando total desrespeito pelo trabalho não remunerado dos artistas»[...].

Não fazia ideia da coisa, nem desta "reacção", completamente conservadora, para não lhe chamar outro nome...