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terça-feira, agosto 06, 2019

As Saudades do Microclima do Oeste...

Quando li a crónica na "Sábado" de Ângela Marques (de 26 de Julho, que transcrevo uma parte), não pude deixar de sorrir e de sentir saudades do fresquinho das noites de Julho e de Agosto no meu "Oeste", quase sempre a pedir mais qualquer coisa que uma simples camisa no corpo.

«Habituámo-nos – bolas, até fizemos disso piada. Este ano, quando meti a sexta a caminho do Oeste com a mala do carro cheia porque quem sai aos seus não degenera, virei-me para a minha mãe e disse-lhe: esta terra não existe. É que enquanto o resto do País se queixava que este ano o verão anda tímido, no Oeste o sol brilhava. A minha mãe disse o que sempre disse para nos defender do medo das alterações climáticas: "É o microclima, filha".»

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 27, 2018

A Democracia nas Caldas está, no Mínimo, Constipada...


Na entrevista dada à "Gazeta das Caldas" (edição de 19 de Outubro) pelo líder local do PS, Luís Patacho, registei as palavras que mereceram a chamada para a capa. Ele diz:

«Em Ciência Política, quando uma força política está mais de 20 anos consecutivos a gerir, seja um país, seja uma câmara municipal, seja uma região autónoma, já não se considera tecnicamente uma Democracia. Chama-se a isso um regime híbrido. Porquê? Porque o próprio sistema não é capaz de se regenerar, de criar alternância e portanto a Democracia estará como um doente.
É o que acontece nas Caldas. Quantos mais anos está o mesmo partido no governo, mais difícil é para a oposição chegar lá.»

Obviamente, concordo com as palavras de Luís Patacho. E diria, que a Democracia, está no mínimo constipada nas Caldas (uma constipação a caminho da gripe...).

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, maio 14, 2016

Caldas SC: Está Quase (33)


É já amanhã, que o Caldas Sport Clube, o clube grande da minha Cidade Natal, comemora o seu primeiro centenário. 

Público a capa do pequeno suplemento fotográfico publicado na "Gazeta das Caldas" (o Caldas merecia muito mais páginas, são 100 anos de história... com boas histórias para contar de todos os tempos...).

Parabéns a todos aqueles que ajudaram a transformar o Caldas no clube de futebol mais emblemático da região.

sábado, maio 07, 2016

Vitor Damas Recebe a Baliza de Prata de José do Carmo Francisco


José do Carmo Francisco, poeta, jornalista e escritor de Santa Catarina, lançou na Biblioteca do Museu República e Resistência ao fim da tarde de 4 de Maio a biografia, "Vitor Damas - a Baliza de Prata".

Segundo o apresentador da obra, o jornalista Gonçalo Pereira Rosa:

«Há poucos nomes no jornalismo contemporâneo que se possam ufanar de ter aproximado tanto como o José do Carmo o turbilhão literário do pequeno/grande drama do desporto. De preencher esse fosso. De lhes pedir, como observadores minuciosos da realidade, que nos falem daquele momento especial, da centelha que nos faz sonhar, do dia em que, sem que uma única palavra seja expressa, 50 ou 60 mil pessoas sentem no mesmo estádio a mesma sensação de que presenciaram um momento inesquecível.

Sem pretender estragar a experiência para quem vai debruçar-se sobre este Vítor Damas, A Baliza de Prata, adianto que se trata de uma obra meticulosa, que coloca 56 anos da vida do nosso Vítor Damas debaixo do microscópio. O Eça de Queiroz chegou a queixar-se de que, aos homens célebres do seu tempo, até se publicam depois da morte as contas de alfaiate! O José do Carmo não vai tão longe – felizmente – mas analisa a biografia do Vítor Damas com minúcia e consciência crítica, convocando testemunhos oportunos de amigos, colegas de equipa, rivais, treinadores, jornalistas e meros adeptos.» 

Não poderia deixar de dedicar algumas palavras de apreço a este jornalista e escritor amigo, natural do Concelho das Caldas da Rainha, que tanto tem escrito sobre os livros dos outros, inclusive na "Gazeta das Caldas".

quinta-feira, abril 28, 2016

Luiz Pacheco e Vergílio Ferreira nas Caldas


Ferreira Fernandes escreveu esta delícia no "Diário de Notícias" a 26 de Abril:

«Um dia, Luiz Pacheco entrou num café escuro de Caldas da Rainha e viu Vergílio Ferreira numa mesa, às gargalhadas. Nesse tempo não havia telemóveis nem Twitter e não deu para filmar e postar aquela surpresa. Pacheco, porém, escreveu um texto sobre o intolerável que era o amargo, e afinal hipócrita, Vergílio Ferreira a rir. O intolerável seria termos perdido esse maravilhoso texto de má-fé.»

Embora não saiba da veracidade da frase, acredito nas palavras do cronista. E esta, Vergílio Ferreira a rir às gargalhadas num café caldense?

(Óleo de Darnier Rappel)

sexta-feira, abril 08, 2016

Caldas SC: Duas Más Notícias na "Gazeta" (32)


Hoje a ler a "Gazeta das Caldas" fui surpreendido com duas más notícias relativas ao principal clube da Cidade, o histórico Caldas Sport Clube, cada vez mais perto de festejar o centenário.

A primeira foi sobre a Assembleia Geral Eleitoral do Clube, que apesar de estar com boa saúde financeira (as últimas direcções conseguiram reduzir o passivo...) e de estar quase em festa, não apareceram candidatos. Não deixa de ser curioso, que num momento festivo, não apareça ninguém que queira ficar "na fotografia", como o Presidente do Centenário.

A segunda notícia é de uma extrema gravidade. Um jogador da equipa dos juniores agrediu o árbitro no último jogo com uma cabeçada, após a sua expulsão. O jogo acabaria aqui (aos 40 minutos de jogo), já que o árbitro não ficou em condições físicas para continuar a partida. 

Embora o jovem jogador se tenha mostrado arrependido nas redes sociais e pedido desculpa ao juiz da partida, espero que seja punido exemplarmente.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 02, 2016

E se For Verdade?


Ontem falei com o meu irmão e ele disse-me que tinha saído uma nota de leitura na "Gazeta" sobre o meu último livro. Com um sorriso, contei-lhe que já tinha desfolhado o semanário, mas que não tinha chegado aí, tinha ficado pela notícia de capa em que dizia que a oposição se queria unir à volta da candidatura de António José Seguro à presidência da Câmara das Caldas.

O meu irmão acreditou na notícia e eu disse-lhe que havia ali um cheirinho a 1 de Abril.

É daquelas notícias que nos parecem boas demais para serem verdade. Ambos concordámos que só uma candidatura deste género conseguiria "tirar o tapete" ao PSD que se delicia no poder há quase quatro décadas, com os resultados que todos conhecemos...

domingo, janeiro 24, 2016

Caldas SC: Alguma Dor sem Doença (28)


Era bonito que o Caldas SC no ano do seu Centenário conseguisse subir à Segunda Liga.  Mas era apenas isso, bonito.

Mas ontem o Benfica de Castelo Branco acabou com as ilusões.

Quando se utilizam aves nas conversas, é comum dizer-se que o Caldas teve "o pássaro na mão" na semana passada e deixou-o fugir, no Campo da Mata.

Não sei, não vi o jogo. Apenas li a crónica de Joel Ribeiro na "Gazeta". Ao ler fiquei com a sensação que o Caldas podia ter ganho. Mas é sempre assim, só que as únicas bolas que contam são as que entram dentro da baliza. Os tais golos que são a felicidade dos radialistas e dos espectadores.

E depois é sempre mau quando ficamos a depender de terceiros (como "reza" o título da crónica)...

Mas se colocar os pés no chão, sei que mesmo que o Caldas fosse disputar a fase de apuramento da subida, não teria muitas possibilidades de alcançar a segunda divisão profissional, porque há várias equipas teoricamente superiores. Tal como aconteceu na época passada.

domingo, dezembro 20, 2015

Caldas SC: Uma Reportagem da Imprensa Desportiva na Primeira Divisão (25)


Já não sei como é que este recorte do desaparecido "Mundo Desportivo" de 9 de Janeiro de 1956 me veio parar às mãos.

A reportagem revela o "derby" que já tinha merecido a minha atenção e que acabou empatado, no Campo da Mata: Caldas - Torriense.

Vou transcrever o seu começo: «As primeiras palavras têm de ser de elogio aos jogadores do Caldas. Quando o ambiente se tornou escaldante, eles foram, a bem dizer, os únicos que se conservaram calmos, procurando jogar, e não se deixando influenciar pelos incentivos contraproducentes que de todos os lados choviam sobre o terreno de jogo.»

As palavras do jornalista Manuel Mota referem-se ao facto de o Caldas se ver a perder por dois a zero e conseguir alcançar o empate, embora merecesse bem mais que isso...

O Caldas alinhou com: Rita; Piteira, Leandro e Fragateiro; Amaro e Romero; Romeu, Orlando, Bispo, António Pedro e Lenine.

sábado, outubro 03, 2015

A Balada dos 90 Anos da "Gazeta das Caldas"


Presto aqui a minha homenagem à "Gazeta das Caldas", da qual sou assinante há já umas três décadas, pelos seus 90 anos cheios de vitalidade e bom jornalismo, com um poema da autoria do poeta caldense, José do Carmo Francisco.

Balada para 90 anos da «Gazeta das Caldas»

Na balada que é só minha
A memória é uma mistura
Estou nas Caldas da Rainha
Cruzo a Rua da Amargura
Faço exames numa escola
Em Abril e era a terceira
Num frio de usar camisola
O medo era uma torneira
Em Julho a quarta classe
O diploma vem de Leiria
E sem que eu esperasse
Tive um fato nesse dia
Nos Armazéns do Chiado
Que era na Praça da Fruta
Anos depois assustado
Eu começava outra luta
Minha prima Deolinda
Tinha manteiga no pão
Na recruta que não finda
Seu amor era oração
Reencontrei Juventino
Num café à sua mesa
Mal sabia que o destino
Me reservava a surpresa
Hoje se sou jornalista
Devo ao querer imitar
Em jornal ou em revista
Seu percurso singular
Que começou na aldeia
No Jornal Catarinense
Onde a força duma ideia
É razão que tudo vence
Foi nesta automotora
Que o Mundo cresceu
Do menino de outrora
Ao adulto que sou eu
Entre horário da carreira
E o comboio a atrasar
Já não havia maneira
De chegar ao nosso lar
Nem o Vítor da carrinha
Nem o senhor Guimarães
Resolviam à noitinha
Problema de pais e mães
Garagem dos Capristanos
Primeiro café de surpresa
E passados tantos anos
Continuamos na mesa
Noventa anos de idade
Cabeçalho dum Jornal 
Começou numa cidade
Vai ao Mundo em geral
Coração em pé de guerra
Ele chega a todo o lado
É o tempo da minha terra
Numas folhas condensado
Tenho meu nome e retrato
Treze anos de presença  
Há um secreto contrato
Que liga nossa diferença
Numa idade mais madura
Abre-se ao Mundo o jornal
A memória é uma mistura
E esta balada é plural
Nela cabem os projectos
Os sonhos e as alegrias
Os jornalistas concretos
A escrever todos os dias

José do Carmo Francisco               
     

quarta-feira, setembro 30, 2015

Os Quarenta anos da Cidade


A outra revista que me foi oferecida é uma edição da "Gazeta das Caldas", que tem como título, "Caldas da Rainha - Quarenta anos de Cidade, Cinco Séculos de História", e foi publicada em 1967.

É uma revista que aborda a efeméride, com testemunhos, algumas sínteses históricas e também homenagens a caldenses que se destacaram nesses tempos.

Um dos seus aspectos mais interessantes são as páginas de publicidade, sobre tantos lugares que já não existem...

terça-feira, setembro 29, 2015

O "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português"


O meu amigo Luís, sempre que encontra alguma coisa sobre as Caldas lembra-se sempre de mim.

Foi desta forma que fui presenteado com três revistas (que desconhecia a sua existência...).

Duas delas são da autoria de Armando Carneiro e têm o título, "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português" e foram publicadas em Maio e Junho/ Julho de 1971.

A primeira é dedicada da primeira a última página às Caldas. Além de fazer a história da nossa Cidade, tem uma entrevista ao presidente da Câmara de então, eng, Luís de Paiva e Sousa, a reportagem da visita de Marcelo Caetano e Américo Tomás, para a cerimónia da inauguração da estátua do marechal Óscar Carmona, a 18 de Abril.

O segundo número aborda a arte cerâmica, que faz parte da história das Caldas, muito graças ao grande Rafael Bordalo Pinheiro, entre outras particularidades viradas para o futuro da região. Há também uma curiosa reportagem sobre o saudoso CCC (Conjunto Cénico Caldense).

Belas prendas que recebi!

domingo, dezembro 14, 2014

A Vitória de Victória


A nadadora do S.I.R. Os Pimpões, Victória Kaminskaya, alcançou uma medalha de ouro e outra de prata numa prova internacional disputada na Holanda, em Amesterdão.

Não sei quase nada dela, a não ser que é uma excelente nadadora (penso que melhor em provas de fundo...), cujos pais se fixaram na sempre bonita cidade das Caldas da Rainha.

Curiosamente estive a ler uma "Gazeta" (de 5 de Dezembro), para ver se sabia mais coisas da Victória e reparo que ela (segundo a notícia...) falhara os Campeonatos Distritais de Piscina Curta por lesão, disputado na nossa Terra.

Ainda bem que não estava lesionada e que se estava a preparar para outros voos, mais internacionais.

E claro, parabéns para a Victória e para "Os Pimpões".

(foto do site da "A Bola)

segunda-feira, abril 28, 2014

O Mário foi Notícia na Gazeta


Embora continue a ser uma notícia triste, a morte do último caldense na Guerra Colonial, quarenta anos depois, não posso deixar de escrever algumas palavras sobre o Mário.

aqui tinha escrito sobre ele, há praticamente seis anos, por ser a única pessoa próxima que conheci, vitima da chamada Guerra do Ultramar (nesse tempo as colónias eram sobretudo parte do império...).
~
Apesar da confusão entre Salir de Matos e Santa Catarina, como sua terra natal, gostei da forma como foi escrita a notícia na "Gazeta das Caldas".

Do Mário "Torrelho" continuo a recordar sobretudo a alegria, o seu sorriso contagiante, as suas brincadeiras e a paciência que tinha para mim e para o meu irmão.

Do seu desaparecimento recordo o quase "luto" de toda a aldeia de Salir de Matos, o sabor a injustiça que têm todas as mortes que acontecem em guerras estúpidas.

Esta ainda é mais absurda por ter ocorrido dias depois do 25 de Abril...

terça-feira, outubro 02, 2012

Uma Boa Ideia


Não sei de quem partiu a ideia da crónica semanal, "ontem e hoje", que tem sido publicada na "Gazeta das Caldas". Sei apenas que é muito positiva e reforça o papel deste jornal regional no panorama jornalístico, que não se limita à linha do horizonte do Oeste.

As palavras são sempre "alimentadas" por duas imagens, o tal "ontem" em contraponto com o "hoje", que nos mostram o que mudou...

A Rainha das Caldas agradece, assim como os caldenses de dentro e de fora.

quarta-feira, maio 30, 2012

As Regatas Nocturnas do Parque


Nem sou muito "arrumadinho", mas achei graça à forma como os barcos do Parque das Caldas estavam atracados, em jeito de "pódio".

Por falar em pódios, li na "Gazeta" que na passada sexta (há quase quinze dias...) tinham decorrido as "Regatas  Nocturnas do Parque D. Carlos", com assinalável êxito (11 equipas e 45 participantes), que nem a chuva demoveu desta aventura.

A "Gazeta" diz que as regatas se vão repetir durante o Verão.

Isto é o que eu chamo uma boa notícia, tentar sacudir a Cidade da pasmaceira.

Quando por qualquer motivo o presidente da edilidade caldense vem á baila, lembra-me sempre um dos números dos "malucos do riso", em que alguém gritava numa esquadra, »Ó Costa! Ó Costa!». Espero que haja vários alguéns nas Caldas,  a "sucrinarem" aos ouvidos da excelência - mesmo que seja só de vez em quanto -, porque a Cidade merece muito mais do que festas brancas ou cor de rosa no areal da Foz do Arelho na época estival...

quinta-feira, abril 19, 2012

As Caldas da Rainha


Quando as Caldas da Rainha, no seu hospital termal, continuam a marcar passo, sem que exista um aproveitamento das suas valências e do seu património, foi engraçado encontrar um exemplar da revista "Arquivo Nacional", de 5 de Abril de 1939, que tem uma reportagem sobre a doença de D. João V e as suas curas nas águas da Vila das Caldas da Rainha...

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Jaime Graça (1942 - 2012)


Na segunda metade do mês de Agosto de 1991 tive o prazer de entrevistar Jaime Graça, para o "Contra-ponto", a minha página fixa dos domingos no "Record".

Descobri agora que foi a única entrevista que realizei nas Caldas, numa altura em que Jaime Graça era o treinador da equipa principal do quase centenário, Caldas Sport Clube.

Gostei bastante de falar com ele e também da forma como fui recebido no velho Campo da Mata. Voltámos-nos a encontrar mais duas vezes, uma em Setúbal e outra em Lisboa. Na Cidade do Sado foi durante um almoço, daqueles que se prolongam pela tarde fora, cheios de histórias deliciosas, muitas das quais com o selo de proibido, por se intrometerem com a "batota" que continua a existir no mundo do futebol. 

Estive a reler a entrevista, publicada a 1 de Setembro de 1991 e transcrevo apenas duas frases. A primeira é a resposta a uma quase provocação, pois ele apesar de realizar um bom trabalho por onde passava, nunca treinou nenhum clube da primeira divisão...

«Existem bons técnicos em equipas mais modestas, só que é difícil arranjar-se uma bitola para fazer certas medidas. Noto que na primeira divisão há  uma rotação entre os mesmos treinadores. Há alguns que deixam descer constantemente  equipas e continuam em voga. Faz-me lembrar a selecção do meu tempo, um jogador mesmo abaixo de forma era sempre convocado. Éramos quase sempre os mesmos.»

Também lhe perguntei o que achava das Caldas da Rainha:

«É uma cidade muito gira, é pequena, tem pouca poluição, tem um bom ambiente cultural e está cercada de uma série de vilas com interesse turístico. É uma boa cidade para se viver sem grandes vícios.»

É a minha homenagem ao Homem e ao Ídolo do futebol, sem pés de barro.

A imagem foi retirada do jornal, "A Bola", de hoje.

quarta-feira, novembro 18, 2009

As Caldas e a Cultura

Noto que nos últimos temos há uma outra dinâmica, uma outra forma de se olhar e fazer cultura nas Caldas da Rainha.

Pelo menos esta é a impressão que fica de quem acompanha a vida cultural pela "Gazeta" e por alguns blogues...
Embora não tenha a noção do êxito da "1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha", mas só o simples facto de ter sido organizado, já é uma vitória contra o conservadorismo que povoa uma cidade cheia de potencialidades.
Como estou ligado aos livros, fiquei também bastante satisfeito com a edição dos dois últimos sobre as Caldas, o romance de Carlos Querido, "Praça da Fruta" e o ensaio de Mário Tavares, "Caldas nos Tempos da II Guerra Mundial".

Que esta "febre" continue...

quinta-feira, outubro 01, 2009

Mansões Abandonadas

Gosto deste título, "Mansões Abandonadas".
Provavelmente não é inocente, acompanha o percurso do seu autor, farto de ser mais um "santo da terra, proibido de fazer milagres"...
Falo de José do Carmo Francisco, um poeta do Oeste, natural da Freguesia de Santa Catarina, no concelho das Caldas da Rainha, terra que conheço desde sempre, porque era
o destino final das camionetas de carreira que apanhava para Salir de Matos, quando ia de visita ou de férias para a casa dos meus avós maternos...
Conheci-o graças ao jornalismo no começo da década de noventa e nunca mais nos perdemos de vista.
A sua aventura literária começou em 1981, com o livro, "Iniciais", "Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores", seguiram-se mais catorze livros, em quase trinta anos de carreira literária.
A par da poesia também tem escrito em vários jornais e revistas ("Diário Popular", "Record", "A Bola", "Ler", Sporting", "Notícias da Amadora", "O Mirante", "Gazeta das Caldas", etc), e é um dos animadores do blogue "Aspirina B".
Apesar de se sentir marginalizado enquanto poeta e ter dificuldades em publicar, José do Carmo Francisco foi reconhecido recentemente além fronteiras, com a publicação de uma antologia da sua obra poética no Brasil, na colecção "Ponte Velha", que quer ser uma ponte entre a poesia portuguesa e a poesia brasileira.
Falo do tal título feliz, "Mansões Abandonadas", editado pelas Escrituras Editora, no outro lado do Atlântico.