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domingo, maio 06, 2018

Dança de "Mães" com a Benção do Malhoa

Hoje fui às Caldas almoçar com a minha mãe e com o meu irmão.

Para variar passei pelo Parque, que descobri estar em festa, com a sétima edição do Festival Oeste Lusitano.

Um dos aspectos mais curiosos foi a aula de "fitness" no relvado junto à estátua e ao Museu do grande José Malhoa. Como só estavam a dançar mulheres e crianças, pensei que devia ser uma iniciativa alusiva ao Dia da Mãe.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 22, 2018

O Meu Orgulho (Artístico) Caldense...


Há vários motivos que me deixam orgulhoso de ser "caldense". O principal talvez seja a beleza da Cidade (tão esquecida e menosprezada por quem a tem governado...). 

No plano desportivo continuo a ter o cuidado de ver os resultados do meu "Caldas" à segunda-feira, ou de sorrir com o bom comportamento de outros atletas (desde o Kiko no Ténis, aos atletas do Arneirense ou do S. Caldas...). 


Mas do que me apetece falar é sobre a Arte e os nossos Artistas. Além dos excelentes escultores com belas "salas" no Centro das Artes, há duas figuras que considero únicas, os grandes Rafael Bordalo Pinheiro e o José Malhoa, e que ajudam (muito) a gostar das Caldas.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 18, 2015

«Olá Museus da minha Terra!»


Se há algo de que a minha Cidade se pode orgulhar é da existência de muitos museus, alguns com categoria internacional, como são os casos do Museu da Cerâmica e o Museu José Malhoa, onde existem muitas obras da autoria dos dois artistas mais emblemáticos das Caldas da Rainha: Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Se estivesse por aí, de certeza que entrava pelo menos no "Malhoa", para festejar este Dia Internacional dos Museus...

segunda-feira, julho 23, 2012

A Casa dos Patudos


De regresso a casa, fizemos uma pausa em Alpiarça e fomos visitar a Casa dos Patudos.

Foi uma bela surpresa, especialmente para nós que gostamos de objectos de arte, coisa que não falta no Palacete que foi propriedade de José Relvas, um dos pais da República portuguesa.

Além dos magníficos azulejos, do mobiliário, das jóias, das louças, das esculturas, há dois aspectos que merecem um relevo especial: as peças artísticas de Rafael Bordalo Pinheiro e os quadros de José Malhoa (pintor da família...).
O quadro de José Malhoa que ilustra este texto, retrata Carlos Relvas, o pai de José Relvas, famoso fotógrafo e também cavaleiro tauromáquico.

domingo, dezembro 11, 2011

Grandes Planos: O Rei


Provavelmente era republicano, mas pela sua qualidade e pelo que nos deixou, considero José Malhoa o Rei das Artes, pelo menos das Caldas da Rainha.

O seu museu continua a ser mais emblemático das Cidade, e também um dos mais bonitos do país, por estar metido dentro do Parque D. Carlos, com toda aquela envolvência florida e agradável.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Saudade...


Apetecia-me passear de sobretudo dentro do frio que encolhe as árvores, mesmo as gigantes, quase despidas do Parque.

Também me apetecia sentir a humidade do oceano, que tenta entrar dentro de nós, rente ao mar da Foz.

Fecho os olhos e quase que ouço o mar, juntamente com algumas vozes familiares, com quem é sempre um prazer trocar mais de dois dedos de conversa...

O óleo é de José Malhoa, "Outono"...

segunda-feira, novembro 07, 2011

O Grande Malhoa


Estava por ali, naquele espaço, a olhar aqueles quadros, como faço tantas vezes nas Caldas, aos domingos de manhã (agora que querem acabar com as "borlas", vai ter de ser diferente...) quando me perco no Museu Malhoa, sem me cansar de olhar as obras, que já olhei, dezenas de vezes...


Foi por isso que me apeteceu intrometer na conversa dos dois sujeitos que falavam alto sobre o naturalismo, dizendo que os tipos do Grupo do Leão deviam ter-se dedicado à fotografia e não à pintura.

Limitei-me a sorrir e a passar ao largo, agradecido ao grande José Malhoa e companhia.

terça-feira, maio 18, 2010

O Meu Museu...


No Dia Internacional dos Museus, seria imperdoável não falar do "meu museu"...

O Museu José Malhoa, que ainda por cima está instalado num sitio belíssimo, o Parque D. Carlos, da minha cidade...

Se pudesse, hoje ia ai, nem que fosse apenas para uma passagem rápida, em redor de tanta coisa bonita...


sábado, setembro 27, 2008

O Outro Lado do Museu


Sei que a maior parte dos visitantes do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, não passam pelas traseiras do edifício. Acabam por ficar a perder, já que não vêm os bonitos paineis de António Duarte...

Até poderia haver um letreiro em forma de convite, na recepção do Museu, com a informação...

quinta-feira, agosto 07, 2008

As Eiras Sonoras de Agosto

Lembro-me de assistir à debulha de cereais e legumes numa das eiras (já de cimento, quase comunitária...) de Salir de Matos, fascinado pelo som daquelas varas compridas, usadas para malhar o trigo, a cevada e até o feijão seco...

Era um espectáculo impressionante para qualquer criança.
Sei que também tentei "malhar" as plantas secas, mas era pequeno demais e sem grande força e jeito para manejar a vara. Também ajudei a apanhar os "frutos" que se soltavam e depois eram peneirados pelas mulheres da família...
Agosto era um mês cheio de atractivos no campo durante a minha meninice. Isto claro, antes da adolescência, antes da praia ocupar quase todo o mês de Agosto, de deixarmos de passar semanas inteiras de férias na casa dos avós, em Salir de Matos...

Este óleo, "Milho ao Sol", de José Malhoa, mostra-nos um pouco como eram as eiras, terrenos direitos, onde se espalhavam os cereais e legumes ao sol, para depois serem debulhados...

sexta-feira, junho 20, 2008

O São João nas Caldas

Não sei porquê, mas o S. João sempre foi o Santo mais querido das Caldas da Rainha.
Aliás, penso que ainda se realiza a Feira de S. João, com as atracções do costume, embora com bastante menos povo...
Há quarenta anos esta feira era um mimo, ainda se achava graça ao circo, ao carrocel, aos carrinhos de choque, ao poço da morte, às farturas e até aos vendedores de "banha da cobra"...
Nesses tempos longínquos a feira realizava-se na Mata da Rainha, assim como a de 15 de Agosto. Era um nunca acabar de barracas de quinquilharias, de brinquedos, de roupas, de comes e bebes, e claro, a parte mágica, de diversões.
Provavelmente não era bem assim, mas estou a escrever por cima da memória da criança que olhava para tudo, quase rente ao chão, e por isso, tudo lhe parecia grandioso...

Mais um Malhoa excelentissimo, "As Padeiras"...

sexta-feira, junho 13, 2008

Quando Alberto é Nome de Poeta e de Pessoa...


Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

in "Poemas de Alberto Caeiro", obra poética de Fernando Pessoa. O óleo, "Gritando ao Rebanho" é de José Malhoa

quinta-feira, março 20, 2008

A Primavera

A Primavera sempre foi a estação do ano mais bonita e prometedora.
Os campos ficam mais verdes, floridos e musicados, com o chilrear dos pássaros de múltiplas cores e voos, que regressam sempre, de viagem.
O mar também fica mais azul, assim como o céu (muito mais estrelado à noite, longe da claridade das cidades)...
Os dias começam a crescer, como se o tempo nos oferecesse "tempo"...

O quadro, "Dar de Beber a Quem Tem Sede", é do caldense, José Malhoa...

quarta-feira, março 19, 2008

Uma Manhã de Domingo Diferente...

Às vezes ponho-me a pensar, nas coisas que herdei do meu pai. Nem tudo são "rosas", mas sei que a força de carácter, assim como a teimosia e alguma rebeldia em relação à sociedade, quase sempre demasiado castradora, vieram dele.
No entanto penso, que a coisa mais marcante que recebi dele foi o seu sentido de justiça e igualdade social. Foi bom sentir desde muito cedo, que somos todos iguais. Podemos ser ricos, pobres, brancos, pretos, grandes, pequenos, etc, mas temos (ou devíamos ter...) os mesmos direitos e deveres cívicos. Ele nunca quis ser mais que ninguém, mas também nunca quis ser menos...
Eu também sou assim.
Lembro-me muitas vezes de uma manhã de domingo, em que ele me levou à caça, rente ao nosso bairro, com a "flober" (uma arma de caça de cartuchos mais pequenos...). Graças a um pequeno incidente, percebi (sem perceber muito bem na época, devia ter seis, sete anos...) até onde chegava a "pseudo-importância" e a tentativa de intromissão na vida dos outros, de alguns sabujos...
Um sujeito resolveu implicar com o meu pai, armado em "polícia", ao ponto de chegar a ameaçá-lo, por o meu pai se recusar a identificar e a mostrar-lhe a licença de caça, já que este também não se identificou. O meu pai nunca baixou a cara, enfrentou-o sempre, olhos nos olhos. A partir de certa altura fiquei com medo, porque o outro tipo já falava em prisão...
As coisas acabaram por ficar por ali, porque o pai, disse-lhe que tinha mais que fazer que aturar "gente de merda" e virou-lhe as costas. O outro, furioso, continuou com as ameaças, que aquilo não ia ficar assim, etc.
Como o pai percebeu que eu estava assustado, animou-me, dizendo que aquilo não era nada, que quando crescesse ia descobrir que o mundo estava cheio de gajos que tinham a mania que eram "polícias". E para me fazer sentir importante, colocou a sua cartucheira cheio de pássaros à minha cintura, para que entrasse em "glória" no nosso bairro...
Quando se deu o 25 de Abril, soube de fonte segura, que o fulano que nos tinha importunado era informador da PIDE...
O meu pai já sabia disso naquele domingo de manhã, mas nem por isso, se mostrou assustado. Antes pelo contrário, deixou bem patente o asco que tinha a gente da sua laia...

Escolhi este desenho de José Malhoa ("O Emigrante"), porque reconheço nele, muito do que o meu pai foi, e eu também sou, sem qualquer tipo de complexos, um homem dos campos da liberdade. A cidade "asfixiante" é um acidente de percurso...

terça-feira, junho 26, 2007

Os Santos Populares do Meu Bairro


Nas Caldas da Rainha os Santos Populares eram festejados em quase todos os bairros, com a realização de bailes, organizados por colectividades e comissões de festas.
Eram a grande distracção da época e também a possibilidade de aproximação de alguns rapazolas das gerações anteriores à minha, de algumas donzelas bonitas e difíceis, que não conseguiam escapar ao aperto das músicas lentas, apesar dos olhares cortantes das mães...
Na meninice assistia aos bailes do meu bairro e já pré-adolescente, também dava um salto com o meu irmão e amigos ao Bairro da Ponte.
Lembro que nem todos os anos se realizavam estes festejos no meu bairro, talvez por não existir nenhum clube recreativo com a dimensão dos "Pimpões", colectividade do Bairro da Ponte, nosso rival das futeboladas e de tudo o que pudesse gerar competição.
O que nunca se deixou de realizar na minha rua foi a fogueira do São João, onde se saltava, desafiando as labaredas altas perfumadas com o rosmaninho que apanhávamos nos pinhais que circundavam todo o Bairro dos Arneiros e que com o passar dos anos, acabaram quase todos engolidos pela especulação imobiliária.
A fogueira era mantida acesa até ao raiar do dia...
Nas Caldas também se realizava a Feira de São João. Embora fosse mais pequena e durasse menos dias, tinha quase tudo da Feira de 15 de Agosto, desde o circo, às diversões habituais do carrocel aos carrinhos de choque. E claro, as barracas de comércio, de comes e bebes e das famosas farturas, que ainda resistem ao tempo e marcam presença em todas as festas...

"As Padeiras" de José Malhoa dão cor a este texto...

sexta-feira, maio 18, 2007

O Meu Museu Favorito...



Aparentemente pode parecer difícil escolher um, entre milhares de museus memoráveis, que nos tentam explicar e mostrar a história do mundo através dos tempos.
No entanto não tenho qualquer dificuldade em escolher o meu museu favorito.
Quem me conhece bem, sabe que só me posso estar a referir ao Museu José Malhoa, instalado no belo Parque D. Carlos I, que tem o dom de transformar a minha cidade num lugar mais calmo, fresco e colorido.
Claro que esta escolha deve-se apenas a razões afectivas... o meu Malhoa não pode, nem quer, concorrer com o Louvre ou o Prado... ou mesmo com o Museu de Arte Contemporânea da Gulbenkian...

Se não conhecem este Museu, assim que tiverem uma oportunidade de dar um salto às Caldas da Rainha, visitem-no. E já agora, passem também pelo Centro de Artes e pelo Museu da Cerâmica, que ficam nas proximidades e também oferecem muita coisa bonita para se olhar...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Árvore que Falava


O meu irmão, por ser mais velho, sempre foi o mestre das traquinices em casa, embora raramente fosse apanhado, por ser mais espertalhaço e cuidadoso que eu.
Às vezes esmerava-se nos seus jogos, sem medir as consequências, como costuma ser normal na meninice...
Sempre teve um jeito especial para se empoleirar em árvores, como se quisesse imitar o Tarzan. Uma das suas brincadeiras especiais teve como protagonista uma árvore, também especial, de Salir de Matos. A árvore era enorme e ficava próximo da casa de uma das nossas tias, rente à estrada principal de alcatrão que nos levava à Santa Catarina do Zé do Carmo. Ele adorava esconder-se por entre a folhagem e pregar sustos a quem passava, com tiradas únicas. Assobiava, gritava, imitava vozes, etc. Curiosamente, as pessoas olhavam para todos os lados menos para cima.Eu quando dava pela sua falta já sabia onde estava...
Costumava ficar a apreciar o espectáculo, afastado, para não ser descoberto. Fartava-me de rir com a reacção das pessoas. Quem estivesse por perto, pensava que eu era maluquinho...
A única vez que não achei muita graça foi quando a vitima foi um senhor que conheciamos por "Ti Zei". Ele vinha sossegado na sua bicicleta e ao ouvir o seu nome, começou a ziguezaguear, até ficar estatelado no chão, uns metros mais à frente. Claro que sorri ao vê-lo andar aos ésses, mas depois de o ver cair, deu-me vontade de descer e ir ajudá-lo. Não foi preciso porque ele levantou-se rapidamente, irritado. Ainda voltou para trás, a falar alto, à procura do «cabrão que o tinha feito cair, rasgar as calças e lixar o joelho». Mais uma vez, olhou para todos os lados, menos para cima. Também se olhasse para cima não via o meu irmão, porque ele estava bem escondido por entre as folhas da amoreira.
O "Ti Zei" lá se fez à vida, com as calças rotas no joelho e sangue à vista. Caminhava direito na estrada, pelo que vi que não havia problemas de maior...
Outras vezes assobiava e era ver os carros e as motorizadas a travarem, com os condutores a olharem para todos os lados, até perceberem que tinham sido vitimas de um brincalhão...
E se ele adorava esta brincadeira...
Normalmente falava quando as pessoas iam já uns metros à frente da árvore. Um simples «boa tarde» era o suficiente para assustar as pessoas, especialmente as mulheres, que gritavam sempre: «Ai credo! Que susto»!
A melhor imagem que encontrei com árvores e um caminho, foi este óleo de Malhoa, que retrata de uma forma soberba a bonita e misteriosa "Mata das Caldas".

terça-feira, dezembro 05, 2006

Jardim da Cultura e do Lazer



O Parque D. Carlos I é um dos melhores cartões de visita (senão mesmo o melhor...) das Caldas da Rainha, pela sua grandeza e também pela sua beleza natural.
Os tons em verde e castanho das inúmeras plantas e árvores seculares, juntam-se ao colorido das flores e aos monumentos escultóricos que se encontram distribuídos um pouco por todo o parque...
E depois há o lago, onde além dos cisnes, se pode passear de barco, na Primavera e no Verão.
Os amantes de arte podem ainda deliciar-se com a visita ao Museu José Malhoa, um lugar especial, extremamente rico em qualidade e diversidade...

quinta-feira, novembro 30, 2006

Pausa para o Almoço



Lembro-me de a avó fazer o almoço para o avô, meter tudo numa cesta, tapadinho por um pano e levá-lo à cabeça, até à fazenda, onde ele estivesse a trabalhar.
Acompanhei a avó algumas vezes, nestas viagens, quase sempre enebriado pelo cheiro dos petiscos que fazia, para dar energia ao seu homem.
Quando chegávamos, eu olhava com enlevo para a comida e o avô sorria e acabava por a partilhar comigo. A avó não achava piada e chamava-me guloso, que já tinha almoçado, etc, mas aquele cheiro do farnel era mais forte que eu...
Recordo-me, que às vezes o meu pai também ia trabalhar para fora e levava almoço. Quando ele chegava adorava rebuscar a sua mala, à espera das sobras. A mãe fazia muitas vezes carne panada, e lá estava eu à espera de um panadinho...
Pois é, os petiscos são uma coisa fabulosa, especialmente os cheiros...
O óleo que ilustra este texto é a "Sesta" de José Malhoa, mas como este momento de descanso, está acompanhado da cesta do farnel, acabei por a escolher...

sábado, novembro 11, 2006

São Martinho



O dia de São Martinho é tradicionalmente uma data festiva, com a realização de magustos um pouco por todo o país. As castanhas assadas costumam ser regadas com água pé caseira, num ambiente de alegria, ao qual não falta música, conversas e até anedotas, pela noite fora.
Ainda hoje é assim...

Escolhi para ilustrar este pequeno texto o famoso quadro de José Malhoa “Os
Bêbados”, também conhecido por “Festejando o São Martinho”.