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quarta-feira, outubro 08, 2008

Os Filmes, os Livros e a Vida...

Todos nós sabemos que há muitas maneiras de se começar ou acabar uma conversa.
Nunca pensei que a nossa se iniciasse com os filmes que já não vemos, naquele reencontro próximo do Chiado.
Quando me perguntaste se ainda ia muito ao cinema, devias saber a resposta... não, claro que não.
Nem sequer me desculpei com os DVD's, com as pipocas ou com as salas minúsculas dos tempos modernos.
Pensar que o cinema foi um bom tema de conversa, para te recordar uma frase que me disseste no começo dos anos oitenta. Foi a primeira vez que me disseram, com convicção, que: «Os filmes são sempre tão diferentes da vida...». Respondi apenas, «alguns...», como tinha sido o caso do filme novelesco que tínhamos acabado de ver, no desaparecido "Estúdio Um", nas Caldas da Rainha, com um daqueles finais felizes que não há...
Ainda insisti, que sempre existiram filmes feitos de pedaços de vidas. Tu abanaste a cabeça, acrescentando: «os filmes são feitos apenas de sonhos ou pesadelos.»
Perguntei-te se ainda era teimosa. Sorriste e disseste que sim, que há coisas que não mudam...
Lembro-me bem da moça que agora é uma mulher madura, e estava ali, a meu lado, desviar a conversa para o mundo dos livros, que podiam demorar meses a serem lidos e nunca apenas a hora e meia a duas horas em que a fita era exibida na sala escura e silenciosa. Eles sim, tinham uma intensidade dramática mais próxima do nosso dia a dia, da vida...
Tu não te lembravas de nada, daquele filme e da nossa conversa.
Eu continuava a pensar que, talvez os filmes não sejam assim tão diferentes da vida. Depende apenas do realizador...
Pois, é que a vida também é feita de sonhos e pesadelos.
Tu sorriste e disseste que sim...

sexta-feira, abril 25, 2008

A Minha Pequena Revolução

«Apesar de ter apenas onze anos, recordo-me bem do dia 25 de Abril de 1974, «inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio», como tão bem retratou, a nossa Sophia de Melo Breyner Andresen.
Como vivia nas Caldas da Rainha, uma cidade de província notoriamente conservadora, não se sentiram grandes ecos revolucionários, pelo menos até ao fim da tarde.
Penso mesmo que a cidade viveu este dia de uma forma apreensiva, até porque um mês e alguns dias antes, os militares do RI 5 tinham saído do Quartel em direcção a Lisboa, para participar numa outra Revolução, que tinha entretanto sido adiada...
A censura tentou, e conseguiu, que o 16 de Março fosse tratado de uma forma ligeira, sem merecer grande destaque nos jornais, na rádio e televisão. O saldo desta tentativa de revolta, saldou-se pela prisão e destacamento dos militares envolvidos, para evitar males maiores.
Como é óbvio, a Cidade teve conhecimento do caso, embora a maior parte das pessoas não soubessem ao certo o que tinha acontecido. Não me lembro de ter sido tema de conversa em casa. Como eu e o meu irmão ainda éramos menores, os meus pais não falavam destas coisas à nossa frente. Mas na Escola Preparatória Rafael Bordalo Pinheiro, onde estudava, esta rebelião foi bastante falada, e até ficcionada, pela imaginação fértil das crianças de onze e doze anos, que nutrem um fascínio especial por histórias de “guerra”, entre os bons e os maus.
Um dos meus melhores amigos, filho de um militante do PCP, facto que desconhecia na época, contou-me, quase como se fosse um segredo de estado, que o pai tinha estado nesse dia com alguns amigos, a observar à distância as movimentações dentro e fora do Quartel. Munido de binóculos assistiu à saída e entrada de viaturas militares, assim como das forças da autoridade.
Felizmente, quarenta dias depois, a Revolução saiu mesmo à rua.
Militares vindos de várias regiões do país invadiram a Capital e ocuparam os lugares estratégicos da cidade. As dúvidas iniciais dos “Capitães de Abril” transformaram-se em certezas, graças ao apoio popular de milhares de pessoas, que surgiram de todos os lados, de uma forma completamente expontânea, para dar vivas à Revolução e à Liberdade.
Enquanto a multidão invadia a baixa e deixava o Largo do Chiado em estado de sitio, eu brincava no quintal da minha casa, satisfeito pelo “feriado” escolar inesperado. Assistia serenamente à troca de informações entre a mãe e uma vizinha, que não tiravam os ouvidos do rádio, que dava conta dos últimos desenvolvimentos (nessa altura já tínhamos televisão, mas as emissões deviam ter sido interrompidas, pois só me recordo da transmissão das notícias radiofónicas...) da Revolução.
O ponto alto desse dia acabou por ser a rendição de Marcelo Caetano e de todo o governo. Era o sinal mais da vitória dos Militares de Abril.
A minha mãe ficou bastante dividida nesse final de tarde, porque era uma das muitas espectadoras atentas às “Conversas em Família” do Marcelo Caetano, por quem tinha uma grande admiração, considerando-o um bom governante e um homem sério.
O meu pai, de espírito mais libertário, ficou bastante satisfeito com este desfecho. Acreditou firmemente na possibilidade de Portugal se tornar um país mais justo, tal como milhões de portugueses...
Uma das coisas que mais o chocava eram os constantes abusos de autoridade, praticados por quem detinha qualquer poder. Qualquer soldadeco da GNR ou agente de terceira da PSP, procedia como se fosse dono deste, ou de qualquer outro mundo. O pai tratava-os por “pançudos” e realmente, nessa época, eles eram todos bem anafados...
Como devem calcular, mais chocado ficava, quando sabia que alguém tinha sido preso ou interrogado, pelo simples facto de defender um Portugal mais livre e democrático.
Acabo como comecei, com as palavras de Sophia. Tenho algumas dúvidas que «esta é a madrugada que eu esperava», porque trinta e três anos não foram suficientes para nos termos tornado um país mais justo e igualitário. Claro que «livres habitamos a substância do tempo»... e a Liberdade continua a ser a herança mais preciosa da Revolução de Abril.»


Esta é a minha crónica, que consta no livro "25 Olhares de Abril", coordenado por Carlos Garrido (apresentado no próximo dia 29 de Abril, na livraria "CIrculo de Letras", em Lisboa), que me pediu para lhe contar como tinha sido o meu 25 de Abril, em 1974. Claro que é um olhar sem profundidade e sem mágoa, de alguém com onze anos, que pouco ou nada sentiu, os reflexos do salazarismo ou marcelismo. Limitou-se a ouvir falar. Mas o dia, foi assim...

quarta-feira, abril 23, 2008

Não Um, Mas Dez Livros Especiais...


(Continuação do "Largo da Memória"...)

Mais tarde ainda, antes de me cruzar com José Cardoso Pires no “Ribadouro” (e com o Fernando Lopes que adaptou o romance ao cinema, só podia ser ele...), li o “Delfim” e percebi um pouco melhor como se vivia antes de 1974, onde havia gente ligada ao regime, que era quase dona do mundo português...
Pelo meio fui transportado para a Margem Sul, onde conheço os “Bonecos de Luz” (novamente o cinema...) de Romeu Correia, que também se torna um amigo especial, e me apresenta Almada, de uma forma fascinante.
Desço um pouco mais para Sul e aparece-me, de mão beijada, “O Fogo e as Cinzas”, de Manuel da Fonseca, que me oferece um olhar especial sobre o Alentejo...
Já homem grande, ainda me consegui enternecer com a beleza das palavras de Luís Sepúlveda, em “O Velho que Lia Romances de Amor”...
O curioso em todas estas leituras, é a compulsão que sinto em ler, quase de seguida, toda a obra dos escritores que descubro e amo as palavras.
Bem... provavelmente, o melhor é ficar por aqui, tentar “desligar” a memória, antes que me apareçam mais livros e autores, a pedirem umas palavras, a recordarem-me o prazer com que li as suas “vidas de papel”...



Este texto tem dedicatória... é dedicado a uma senhora que talvez goste mais de livros que de gatos, a Isabel Castanheira, que me pediu um texto sobre um Livro da minha vida e recebeu mais nove...

domingo, janeiro 06, 2008

Luiz Pacheco no Oeste...

Luiz Pacheco escolheu a véspera do dia de Reis para partir, ele que sempre foi um desalinhado, preferindo sempre a "corte" dos marginalizados, à "cúria" dos hipócritas, que sempre vegetaram (e vegetam...) nos meios culturais deste curto país...
Luiz Pacheco passou pelas Caldas da Rainha nos anos sessenta. Não foi uma passagem invísivel, como muito bem nos conta João B. Serra, no seu livro de crónicas dos anos 50/60, "Continuação":
«[...] Chegou às Caldas, vindo de Setúbal, no final do ano de 1964. Hospedou-se no Hotel Lisbonense, enquanto procurava condições para instalar a família. Em Dezembro, quando editou o panfleto O Cachecol do Artista, indica já como morada a R. Rafael Bordado Pinheiro, 2 , r/c. [...] Dispunha de um curriculum apreciável quando aportou às Caldas, como editor, como tradutor e como observador crítico da vida literária e artística portuguesa. Os traços da sua personalidade intelectual estavam definidos: discernimento e ousadia raros como editor, irreverência contundente como comentador, independência e lucidez incómodas como crítico. [...]»

quinta-feira, agosto 02, 2007

As Minhas Escolhas Literárias...


A Ida lançou-me o desafio de falar sobre os livros que li e que mais me marcaram.
Pensava não serem assim tantos, mas depois comecei a pensar e apareceram títulos e autores para todos os gostos, que me obrigaram a fazer uma quase selecção. Escolhi dez, não por serem os melhores, mas sim por serem os mais marcantes, em épocas diferentes da minha vida, que passo a referir:
Engrenagem, Soeiro Pereira Gomes – A descoberta do mundo do trabalho e do falso milagre que são fábricas, no começo da adolescência;
Sinais de Fogo, Jorge de Sena – Uma história de um outro país, que em encantou no fim da adolescência;
Malhadinhas, Aquilino Ribeiro – Marcou o meu regresso à leitura e o conhecimento deste grande escritor;
O que Diz Molero, Dinis Machado – Um retrato delicioso de uma outra Lisboa, quase de banda desenhada;
Bichos, Miguel Torga – Uma fabulação encantadora com tanta bicharada;
O Delfim, José Cardoso Pires – Um outro encontro com o tal país que pensamos distante, mas que deixou para aí alguns fantasmas;
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway – Um retrato prodigioso da luta pela democracia durante a Guerra Civil de Espanha;
Bairro da Lata, Jonhn Steinbeck – Fascinante. É talvez, o único grande livro que li, que não inventa qualquer história de amor;
O Velho que Lia Romances de Amor, Luís Sepúlveda – Tão simples e tão bonita esta história de amor pelos livros;
Capitães da Areia, Jorge Amado – Um retrato genial de um Brasil cheio de filhos da rua;
E como “extras” deixo ainda a poesia, toda, de Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa, Zé Gomes Ferreira e Manuel Alegre.
Escolhi propositadamente esta escultura de Francisco Simões, uma musa com um livro nas mãos (bem podias ser tu Ida...), a única do concelho deste extraordinário artista, excluido das escolhas de Arte Pública do Município de Almada...

domingo, junho 03, 2007

Um Anjo de Farda


Antes de entrar para a escola primária frequentei uma espécie de "jardim-escola", conhecido nas Caldas da Rainha pela Escola da "Velha da Estação", graças à sua situação geográfica, já que ficava na esquina norte, junto ao largo da Estação de Caminhos de Ferro.
Fazia a viagem entre o Bairro dos Arneiros e este estabelecimento escolar, na companhia do meu irmão, dois anos mais velho, e meu grande protector pelos anos fora. A grande recomendação da mãe em termos de segurança, era a passagem de nível, embora a senhora que abria as cancelas, nossa conhecida, não nos deixasse atravessar quando se aproximava algum comboio.
Depois de descermos a rampa da estação, encontrávamos sempre vários militares, que aguardavam a passagem da carrinha que os levava para o Regimento de Infantaria 5. Neste grupo havia um homem especial, que sempre que nos via, se metia connosco e dava-me um escudo (talvez por ser o mais pequeno...). Escudo esse que gastávamos religiosamente na Cantina da Estação, na compra de um número das pequenas colecções de aventuras em banda desenhada, com os títulos "Ciclone" e "Condor Popular".

Lembro-me muitas vezes da generosidade deste senhor, que nunca soube o nome nem qualquer outro dado pessoal. Estávamos no final da década de sessenta...


segunda-feira, abril 23, 2007

Um Livro à Minha Escolha


Tinha pensado escrever sobre "Por Quem os Sinos Dobram", uma obra inesquecível de Ernest Hemingway, que nos descreve de uma forma única a Guerra Civil de Espanha. Como não encontrei na minha biblioteca a primeira edição, para digitalizar a sua capa, acabei por mudar de ideias e falar sobre o meu livro de estreia, "Bilhete Para a Violência", cuja acção se desenrola no Oeste, apesar de ter como pontos de partida e de chegada, Cacilhas.
É um romance que aborda os mundos do jornalismo e do futebol, focando algumas das suas contradições. O tema central continua bastante actual, a arbitragem do futebol, ou seja a morte de um árbitro, que irá ser investigada por um jornalista desempregado (não se assustem, é apenas ficção)...
O espaço físico centra-se no Oeste, ou seja, nas Caldas da Rainha, em Salir de Matos (Selir...), na Foz do Arelho e em Alcobaça e Óbidos.

sábado, março 10, 2007

João Garcia Esteve "Mais Além" nas Caldas


João Garcia esteve nas Caldas, no dia 8 de Março, a apresentar o seu último livro “Mais Além”, em mais um Café Literário, no Café Pópulos, organizado pela Isabel Castanheira da Livraria 107, com a colaboração do meu irmão.
Fiz questão de estar presente por ter uma admiração especial por este grande campeão, que é, sem qualquer dúvida, a maior figura do desporto-aventura português. E devo desde já dizer, que foi um serão muito bem passado, graças à autenticidade e generosidade de João Garcia, que depois do visionamento de um pequeno filme e de uma breve apresentação, não se furtou a nenhuma das muitas perguntas feitas pelas pessoas presentes, mesmo as ingratas, que lhe avivaram as partes mais tristes das expedições, a perda de dois grandes amigos.
Fico com a sensação de que só agora é que o país se apercebe do valor de João Garcia, uma das grandes figuras do alpinismo mundial, que quer escalar até 2010 as catorze montanhas mais altas do mundo.
Já só faltam seis. Força João!

sábado, dezembro 16, 2006

Últimas Palavras de um Bilhete Especial

A
s histórias nem sempre surjem quando queremos... é esta a razão de não ter dado notícias nos últimos dias.
Foi por isso que pensei em deixar aqui, o final do primeiro livro que escrevi, um romance que andou meio perdido pelo Oeste:
«Quando se preparava para partir no autocarro, Pedro olhou mais uma vez para o mar, em jeito de despedida. Descobriu ao longe um vulto. Era uma mulher que trazia na cabeça um chapéu de abas que lhe escondia o rosto do Sol e dos curiosos e no corpo um vestido leve que dançava com o vento. Passeava na areia molhada na companhia de um cão enorme. Pedro lembrou-se da Rita, a mulher que lhe escapara, e de Leonardo, o cão que fora um bom amigo.
Depois foi o regresso no comboio do Oeste. Estava meio triste, os sonhos de outros tempos iam-se distanciando do seu interior. No fundo ele sabia que eles voltariam, voltam sempre.»
Esta praia, como não podia deixar de ser, é a Foz do Arelho...
O livro em causa tem como título "Bilhete para a Violência" e é um romance sobre jornalismo e futebol. O Óleo que ilustra este texto é da autoria de João Vaz e chama-se "Manhã na Praia".

terça-feira, novembro 28, 2006

Salir de Matos na História



Hoje vou falar de um livro, que considero extremamente importante em termos históricos. Encontrei-o ocasionalmente num alfarrabista do Bairro Alto, e embora não refira o seu preço, acrescento que foi o livro que me custou mais dinheiro nestas minhas visitas pelas casas repletas de livros amarelados, com tantas histórias para contar, se falassem...
Tem o título, "O Concelho das Caldas da Rainha, Monografia Sanitária", e é da autoria do Dr. António Sampaio Madahil.
Claro que as coisas que achei mais curiosas, dizem respeito à minha Aldeia. Fiquei a saber por exemplo que Salir de Matos teve foral manuelino a 1-X-1514 e foi concelho. Este foral foi atribuído porque Salir era um povoado com sólidas e remotas tradições de existência (segundo o autor...).
Mas o que achei mais curioso (e ainda não tive tempo de confirmar...) foi que Salir de Matos é de antiga origem e de fundação romana, como se depreendeu de uma lápide com uma inscrição romana encontrada pelo Dr. Emilio Hubner, um sábio alemão que menciona este achado na sua obra "Notícias Arqueológicas de Portugal".
Por tudo o que tenho descoberto, esta obra editada em 1956, valeu o preço...

segunda-feira, outubro 30, 2006

"Católicos e Política" é Mais que um Livro...



"Católicos e Política" representa muito mais que um livro, para mim.
Ele marca o meu primeiro contacto com um país onde existiam demasiadas coisas proíbidas, como um simples livro...
Os meus pais guardavam-no num armário alto, misturado com roupas e trapos (num tempo em que se guardavam os trapos velhos...). Só saía de lá, quando era emprestado a alguém de muita confiança.
Havia bastante secretismo e muito cuidado a volta deste livro, e até medo. Este medo estava mais relacionado com os outros (as autoridades e afins, onde se incluiam os bufos da PIDE), que com o seu conteúdo. Estou a falar apenas de uma colectânea de textos escritos por católicos progressistas (merecem realce algumas cartas enviadas a Salazar), editado e apresentado pelo padre José Felicidade Alves.
Transcrevo apenas o primeiro parágrafo da sua apresentação: «Mais dia menos dia terá de se fazer a história crítica destes últimos anos da vida política portuguesa; e não deixará de ter lugar de relevo a presença ou ausência dos católicos na vida política, assim como a posição negativa ou positiva dos hierarcas e das estruturas clericais no funcionamento do sistema.»
Não sei porquê, mas a vida e obra do Padre Felicidade Alves tem passado completamente despercebida no Concelho das Caldas da Rainha. Penso que não existe qualquer artéria com o seu nome, nem mesmo em Salir de Matos, de onde é natural (ao contrário do que acontece nos concelhos de Oeiras e Lisboa), embora seja, sem margem de dúvida, a pessoa mais importante nascida nesta Freguesia, ao longo do século vinte.
O autor, infelizmente já desaparecido, foi a primeira pessoa da minha família a estar ligada ao mundo dos livros. Eu sou o segundo...
Quando saí das Caldas para a grande Capital, fui viver com ele e com a Elisete, sua esposa. Ainda hoje recordo esses momentos, com grande ternura e companheirismo.
Prometo voltar a falar do padre Zé, um dia destes...