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sexta-feira, setembro 28, 2018

A Maresia da Foz do Arelho...

Alguns amigos de Almada foram até ao Oeste numa excursão organizada pela Incrível Almadense e pelo CIMO, com passagens pelas Caldas, Foz do Arelho e Óbidos.

A grande surpresa para uma boa parte deles foi o  "nevoeiro com frio" que descobriram na Foz do Arelho.

Alguns fartos deste Verão infindável, agradeceram aquela frescura atlântica, aqueles borrifos que vêm do mar e chamamos maresia... Outros nem por isso, até disseram que poderiam ter avisado, para levarem casaco...

Eu só lhes pude dizer, que se há coisa de que tenho saudades do Oeste, é do seu microclima, das temperaturas amenas e até da maresia, do céu cinzento que gosta de brincar às escondidas com o Sol e de aquele Mar único, mexido e com som, da Foz do Arelho.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 13, 2018

"Arte com História e com Gente"


Embora ainda não tenha feito a escolha final para a minha exposição de fotografia, "Arte com História e com Gente", que será inaugurada no sábado em Almada, há pelo menos meia-dúzia de fotografias já pré-seleccionadas, tiradas no sempre belo e agradável Parque das Caldas (ou do D. Carlos...)....

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Dom Rafael na Baixa...

Vejam só quem é que descobri hoje na Baixa Lisboeta...

Esse mesmo, o nosso Dom Rafael Bordalo Pinheiro!

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 08, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (3)


«Esta podia ser a esquina da rua das traseiras da casa da avó, e estes muros os dos nossos pátios, que eu e o meu irmão chegámos a caiar, para oferecer aquele branco tão característico das aldeias portuguesas, especialmente as do litoral e do Sul.
Também as vestes da senhora podiam ser as das mulheres de idade destes lugares. Normalmente sobreviviam aos maridos e faziam o luto no resto das suas vidas...
Eram aldeias a preto e branco.»

(Escrito originalmente para as "Viagens")

(Fotografia de Ramon Masats)

terça-feira, setembro 29, 2015

O "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português"


O meu amigo Luís, sempre que encontra alguma coisa sobre as Caldas lembra-se sempre de mim.

Foi desta forma que fui presenteado com três revistas (que desconhecia a sua existência...).

Duas delas são da autoria de Armando Carneiro e têm o título, "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português" e foram publicadas em Maio e Junho/ Julho de 1971.

A primeira é dedicada da primeira a última página às Caldas. Além de fazer a história da nossa Cidade, tem uma entrevista ao presidente da Câmara de então, eng, Luís de Paiva e Sousa, a reportagem da visita de Marcelo Caetano e Américo Tomás, para a cerimónia da inauguração da estátua do marechal Óscar Carmona, a 18 de Abril.

O segundo número aborda a arte cerâmica, que faz parte da história das Caldas, muito graças ao grande Rafael Bordalo Pinheiro, entre outras particularidades viradas para o futuro da região. Há também uma curiosa reportagem sobre o saudoso CCC (Conjunto Cénico Caldense).

Belas prendas que recebi!

sábado, julho 04, 2015

Cirandando pelo Oeste


Foram três dias de viagens, apesar do tempo incerto rente ao oceano (nem faltaram banhos no Atlântico gelado), de muitas conversas (mais em família que entre amigos...) O tempo nunca deu para tudo (e agora ainda é mais curto)...

O jardim dos tios Zé e Lurdes continua a ser o mais bonito de Salir de Matos.

quinta-feira, junho 11, 2015

Caldas: a Cidade Real e a Cidade Imaginária


Hoje de manhã enquanto conversava com um amigo sobre Almada começar a estar "irrespirável", disse que gostava de voltar para as Caldas, mesmo que não fosse a tempo inteiro. Até porque talvez o meio tempo fosse o ideal.

Ele disse-me que a Cidade em que eu penso, pode não existir. Isso acontece muitas vezes...

Sorri, sem querer entrar em mais pormenores ou discutir as diferenças entre a tal cidade real e a imaginária.

A única coisa que sei é que preciso de mudar, preciso de ir para um lugar onde esteja menos envolvido física e emocionalmente, onde não sinta tanto na pele as injustiças diárias protagonizadas por quem se limita a usar apenas a carapaça dos "justos".

Talvez ainda seja possível regressar a uma certa Lisboa e usar Almada quase apenas para dormir...

segunda-feira, maio 18, 2015

«Olá Museus da minha Terra!»


Se há algo de que a minha Cidade se pode orgulhar é da existência de muitos museus, alguns com categoria internacional, como são os casos do Museu da Cerâmica e o Museu José Malhoa, onde existem muitas obras da autoria dos dois artistas mais emblemáticos das Caldas da Rainha: Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Se estivesse por aí, de certeza que entrava pelo menos no "Malhoa", para festejar este Dia Internacional dos Museus...

segunda-feira, maio 04, 2015

Olá Cidade Bela


Ontem fui às Caldas, almoçar com a minha mãe.

Como de costume fiz o passeio habitual pelo Parque e pela Praça da Fruta, para sentir os seus cheiros e olhar as suas cores. 

Desta vez também passei pelo bairro onde cresci, a procura de rastos, de lugares e pessoas...

segunda-feira, março 09, 2015

Caldas SC: O "Velho" Campo da Mata (8)


Podia chamar-lhe estádio, mas nós chamávamos-lhe o "Campo da Mata", às vezes até dizíamos com alguma ternura, o "velho" Campo da Mata...

Foi lá que vi os primeiros jogos a sério, levado pela mão do meu querido pai. Devia ter seis, sete anos.

Sei que ficávamos quase sempre na bancada central, por ficarmos perto da cabine de som, onde havia uns senhores que faziam publicidade antes do jogo e nos intervalos e também acho que gritavam "goooolloo!", quando o Caldas fazia miséria na baliza adversária.

Foi também a primeira vez que vi homens a dizerem todo o tipo de palavrões (as bancadas dos estádios também têm este atractivo...), a ameaçarem invadir o campo para se travarem de razões com o árbitro, etc.

O meu pai era um espectador sereno, além de não se exaltar como os outros homens, também não chamava nomes aos jogadores e ao homem de preto (nessa altura não existiam as variedades de cores de equipamento dos nossos dias, além do preto, acho que só havia o cinzento). Deve ser por isso que sempre fui um espectador calmo, de qualquer desporto.

Alguns anos mais tarde também pisei aquele pelado (já sou antigo, não sou do tempo do relvado...), vestido com aquela camisola alvinegra. Era um bom pelado, não tinha "areia-lixa" como outros onde joguei, em que cada queda dava direito a uma esfoladela.

Andei à procura da minha memória mais antiga de um jogo e descobri um Caldas-Benfica, em que as águias venceram por 7 a 1 (deve ter sido uma homenagem a alguém, no final da década de sessenta. Só me recordo de dois jogadores do Benfica, o Benje, que foi o guarda-redes (pela cor de pele) e o José Torres (pela altura e pelos golos que marcou...).

Como de costume não consultei "papeis", quis ser apenas fiel à minha memória.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

A Oeste Nada de Novo


Este blogue nasceu naturalmente e acabou por ser um bom pretexto para escrever sobre algumas memórias da minha infância. Das pessoas e dos lugares mais marcantes de uma infância feliz...

E também da actualidade, claro.

Nos últimos tempos as palavras foram escasseando...  e até as imagens. Acho que me tornei repetitivo.

Por outro lado, embora não esteja a pensar acabar as "Viagens", sinto que estou mais distante da minha Cidade e do Oeste. Isso até podia ser motivo para escrever, mas não...

Espero que as coisas mudem (ou seja, que eu mude...), para quebrar esta ausência.  

sexta-feira, agosto 15, 2014

O 15 de Agosto nas Caldas


O 15 de Agosto sempre foi um dia grande nas Caldas da Rainha.

Vinha gente de todo o lado, enchiam os restaurantes, as pensões, e claro, as casas de familiares. Era normal recebermos a visita de algum tio paterno, que ficava pelo menos uma noite, com a sala a transformar-se em quarto de hóspedes.

Não sei quando começou a perder importância... talvez fossem as mudanças de lugar (constantes até se fixarem no lugar actual) ou o peso do tempo. No meu imaginário, nunca existiram feiras com as realizadas na Mata da Rainha. Mas nesses tempos era pequenote e tudo o que me rodeava parecia enorme...

Ou talvez fosse a sua dificuldade em se modernizar. Embora uma feira ambulante, com estas características populares, não consiga funcionar de forma muito diferente.

Havia ainda a tourada, que o meu avô fazia questão de assistir (e de me levar algumas vezes), que felizmente permanece viva...

Infelizmente a Cidade perdeu muita da sua importância comercial e termal, por erros políticos cometidos e pela situação económica do país. E isso acaba por afectar o turismo e tudo o que o rodeia...

O óleo é de Ernest Procter.

sábado, março 29, 2014

As Caldas - Numa Única Palavra


Há "jogos" complicados, mesmo os das palavras...

Pediram-me que em apenas uma palavra, definisse as Caldas, como espaço turístico.

E claro, disseram-me também que não podia pensar, tinha uns "míseros" cinco segundos.

Podia ter dito: "Cerâmica", "Termas", "Cavacas", "Comércio", etc.

Mas disse: "Parque"... Vá-se lá saber porquê.

É uma palavra que significa beleza turística, mas não é a melhor como cartão de visita, é demasiado vaga, para quem não conheça a Cidade...

Mas foi o que saiu em cinco segundos. E como eu gosto do Parque...

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Um Mar Mais Igual que os Outros


Passei pela Foz do Arelho e quase que encontrei tudo no mesmo sitio.

Gostei especialmente da bravura e do cheiro daquele Mar, tão meu.

Claro que não andei a medir os avanços e os recuos do mar, embora soubesse que dantes a viagem até à beira-mar não era tão rápida, havia muito mais areia, muito mais praia...


E que modernos aqueles caminhos de madeira, ainda cheios de sentidos proibidos...

sábado, janeiro 25, 2014

Não Queria Voltar, Mas...


Não queria voltar, mas tinha mesmo de regressar. Não era uma vontade, era um imperativo de consciência, fosse isso o que fosse.

O único transporte que lhe dava espaço para ler, escrever e sonhar, era o comboio.

Sabia que agora tinha uma outra vantagem, podia partir de Santa Apolónia e dar quase a volta a Lisboa até descobrir a Linha do Oeste. E depois continuava a parar nas estações e nos apeadeiros.

Com sorte, talvez a viagem entre a Capital e a Cidade das Termas, demorasse mais de três horas...

quarta-feira, outubro 09, 2013

Lago com Cisne


Fui às Caldas, e para variar, passei pelo Parque...

Como gostei de ver um dos cisnes a passear no Lago, registei o momento.

sábado, setembro 07, 2013

Não Quero e Não Posso


A propósito do comentário da Rosa, ao último texto publicado, em que dava conta do "desaparecimento físico" da cada dos meus avós maternos, só posso dizer que não quero nem posso desistir de Salir de Matos.

Não são apenas as memórias que me prendem, felizmente ainda tenho por lá familiares (tios e primos). Acho que vou gostar sempre de passar por lá, mesmo que as visitas sejam cada vez mais espaçadas...

Mesmo não sendo uma certeza absoluta, penso que se a "casa da avó" (foi sempre a casa da avó e nunca do avô, vá lá saber-se porquê...) tivesse calhado em herança à minha mãe, ainda era da família e estaria habitável.

Isto não é uma crítica à opção dos meus tios, que venderam  casa à paróquia (que na altura disse o contrário do que veio a acontecer, a casa era para recuperar e não para cair em ruínas). É mais uma constatação sentimental, de um lugar com tão boas memórias...

sexta-feira, maio 24, 2013

Jardim com Artes


Amanhã será inaugurada uma exposição de retratos da minha autoria, sobre o Parque das Caldas, no "Espaço Doces da Mimi", rua da Liberdade, nº 20 A, Almada.

Chamei-lhe, "Jardim com Artes", porque o Parque D. Carlos é isso e muito mais...

A exposição será composta por doze fotografias que fui tirando durante as minhas visitas a este lugar luminoso.

Algumas delas serão expostas aqui durante a próxima semana.

sábado, maio 18, 2013

Os Excelentes Museus das Caldas


Se há algo em que as Caldas da Rainha são pródigas, é na oferta cultural através de espaços museológicos.

Ao "consagrado" e belo Museu José Malhoa, junta-se o Museu da Cerâmica, outra excelente imagem da marca da Cidade e depois os museus-ateliers  Barata-Feyo, António Duarte, João Fragoso e ainda os museus do Ciclismo e do Hospital.

Para o fim fica o Museu Bernardo, que é o exemplo de uma forma diferente de fazer  e mostrar arte.

O mais curioso, é saber que uma boa parte dos caldenses não conhece a maioria destes espaços artísticos.

Hoje é um bom dia para os visitar, e porque não, voltar...

sábado, abril 06, 2013

Voltar (ou não) aos Lugares onde Fomos Felizes


Os livros e os filmes falam sobre as nossas vidas, mesmo quando são escritos ou filmados por um japonês ou canadiano. As nossas generalidades dão quase sempre cabo das singularidades...

São eles que nos dizem, e é quase verdade (quase...), que não devemos voltar uma segunda vez aos lugares onde fomos muito felizes.

Acenam-nos de que a desilusão é certa...

Só se esquecem de um pormenor, da nossa capacidade de "ver coisas", mesmo onde elas já não existem...

(Onde me consigo abstrair com mais facilidade é nas praias que conheci na infância, algumas quase desertas e hoje têm avenidas que quase querem entrar no mar. Consigo quase sempre, ao fechar os olhos, ver os caminhos de areia que percorríamos até ao mar do nosso encantamento...)

O óleo é de Damian Elwes.