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domingo, dezembro 11, 2011

Grandes Planos: O Rei


Provavelmente era republicano, mas pela sua qualidade e pelo que nos deixou, considero José Malhoa o Rei das Artes, pelo menos das Caldas da Rainha.

O seu museu continua a ser mais emblemático das Cidade, e também um dos mais bonitos do país, por estar metido dentro do Parque D. Carlos, com toda aquela envolvência florida e agradável.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Saudade...


Apetecia-me passear de sobretudo dentro do frio que encolhe as árvores, mesmo as gigantes, quase despidas do Parque.

Também me apetecia sentir a humidade do oceano, que tenta entrar dentro de nós, rente ao mar da Foz.

Fecho os olhos e quase que ouço o mar, juntamente com algumas vozes familiares, com quem é sempre um prazer trocar mais de dois dedos de conversa...

O óleo é de José Malhoa, "Outono"...

sábado, dezembro 11, 2010

As Bicicletas do Parque

Quando encontro pessoas que descobrem ocasionalmente que sou das Caldas, referem sempre qualquer pormenor pitoresco.

Um senhor dos seus sessenta anos, lembrou-se, deliciado, que tinha aprendido a andar de bicicleta no parque D. Carlos, nas Caldas. Acrescentou que durante muitos anos passou férias na Foz do Arelho.

Sorri e disse que o meu irmão também tinha aprendido a andar de bicicleta nesse lugar, onde era comum passear-se ao domingo e alugar uma bicicleta para dar umas voltas naquele espaço largo, na parte superior dos campos de ténis, em frente ao Hotel Lisbonense...

terça-feira, novembro 30, 2010

O Outono no seu Esplendor

O Outono é realmente das estações mais bonitas, apesar da melancolia que deixa no ar.
É sempre delicioso visitar um parque ou jardim "alcatifado" de folhas douradas. Então as crianças adoram correr e sentir debaixo dos pés a "música" que as folhas lhes oferecem...
Foi assim, no parque D. Carlos, nas Caldas...

domingo, novembro 07, 2010

A Biblioteca do Senhor Arménio

Quando passei com os meus filhos próximo das velhas portas altaneiras dos Pavilhões do Parque, expliquei-lhes que era ali que se situava a Biblioteca Calouste Gulbenkian, o "paraíso" dos livros sem imagens das Caldas.

O meu filho estranhou que um edifício gigantesco acolhesse uma biblioteca. Expliquei-lhe então que os históricos Pavilhões acolheram muito mais coisas, e que a biblioteca ficava-se por um espaço relativamente modesto, no primeiro piso que aparece na fotografia.

A parte de "leão" do edifício, que até já fora quartel militar, era o liceu, onde andei no ensino secundário.

Ainda bem que o senhor Calouste, em fuga da Guerra que destruiu grande parte da Europa, ficou por cá e por gostar tanto do nosso país, acabou por fazer parte da sua história, através da Fundação com o seu nome, que deu um impulso às artes e letras portuguesas, como jamais alguém tinha dado, sendo, sem sombra de dúvida, o maior mecenas que este país já teve.

domingo, julho 11, 2010

Tão Longe do Areal Pintado de Toalhas

Os domingos de Verão são os únicos dias de folga para muita gente.

Talvez seja por isso, por serem de folga, de descanso, que não percebo as filas de pessoas que encontrei na estação de comboios do Cais de Sodré, em busca de bilhete para as "praias da linha".
Da mesma forma que não percebo as filas da ponte e das estradas de areia, rente às praias da Costa de Caparica, em direcção aos parques de estacionamento, onde não há espaço nem para um "carrinho de linhas"...
E nem vale a pena falar do areal "pintado de toalhas", quase sem espaço para mais uma, nem do mar cheio de gente...
Não é que queira uma praia só para mim, mas gosto muito de estar na areia e conseguir ouvir as conversas do mar.
É por isso que aos domingos, prefiro a calma de um parque ou jardim, que poderia muito bem ser o D. Carlos, que também tem barcos...

terça-feira, maio 18, 2010

O Meu Museu...


No Dia Internacional dos Museus, seria imperdoável não falar do "meu museu"...

O Museu José Malhoa, que ainda por cima está instalado num sitio belíssimo, o Parque D. Carlos, da minha cidade...

Se pudesse, hoje ia ai, nem que fosse apenas para uma passagem rápida, em redor de tanta coisa bonita...


quinta-feira, março 25, 2010

O Parque Cheira a Primavera

Apesar da distância física, sei que o nosso Parque neste começo de Primavera, deve estar um espectáculo.
Aliás, o nosso Parque, é um espectáculo o ano inteiro. Nem mesmo o Inverno o dobra e o transforma num lugar feio e sem alma...

domingo, fevereiro 28, 2010

O Banco do Parque

Gosto de fotografar janelas, portas, bancos.
De preferência vazios e limpos de gente.
Não sei explicar muito bem o porquê. Acho que tem muito a ver com a diversidade e com a própria arquitetura de cada um destes objectos.
Esta imagem do nosso Parque, tem muito a ver com este tempo, cinzento, com chuva, vento, frio, muitas folhas e troncos caídos no chão.
Hoje de manhã estive no café, a conversar, a olhar e a escrever.
Um dos meus companheiros chamou-nos a atenção que as últimas grandes catástrofes no nosso país, tem acontecido em Fevereiro. Dissemos quase em coro: «o que vale é que amanhã é Março». Não confirmei os dados, mas ele disse que as grandes cheias de Sacavém, Vila Franca de Xira e arredores, que fizeram centenas de mortos e milhares de desalojados (números branqueados pela censura, que nos fizeram recordar o papel de AJJ em relação à Madeira...), o terramoto de 1969, e agora a tragédia da Madeira, são de Fevereiro...

quinta-feira, setembro 03, 2009

Setembro...

Setembro sempre foi um mês especial.

Penso que existe mesmo uma duplicidade de olhares e sentimentos em relação a este mês que funciona quase como fronteira entre as férias e o trabalho e a escola.
É por isso que é olhado com desencanto para muitos e de alivio para alguns...
Desencanto para quem adora o Verão e o tempo de férias, alívio para quem não morre de amores por esta época tão quente, movimentada e excessiva.
Mas é assim todos os anos, há algo que acaba e algo que começa...
Na minha meninice e juventude Setembro tinha também o atractivo das vindimas. Era uma aventura e pêras, seguir por aqueles caminhos, que se enchiam de lama com as primeiras chuvas.
O caminho para o "Vale da Moira" (uma das vinhas do avô...) era digno de um documentário, sobre a força dos bois e a coragem do avô, que não lhes dava tréguas, tanto na subida (que também se tornava perigossíssima a descer, com as tinas cheias de uvas ...), como na tal parte do vale, em que a estrada se confundia com um ribeiro e as pernas dos bois e até do avô quase que desapareciam no meio do lamaçal...
Sinto saudades daquela azáfama dos finais de Setembro, em que tudo era uma aventura e os perigos eram enfiados no bolso. E claro do lagar, do pisar as uvas e fazer o vinho...

Setembro continua a ser um mês especial, mesmo que as vindimas sejam só uma boa recordação...
A fotografia é do Parque das Caldas...

quinta-feira, junho 04, 2009

Caminho de Luz

Foi com grande prazer que entrei no Salão luminoso do antigo Casino das Caldas, depois de Abril, Casa de Cultura e, espaço teatral do "Teatro da Rainha".
Não custava assim tanto, renovar aquela passagem deliciosa, entre o Largo Rainha D. Leonor e o Parque D. Carlos...
Quando os "poderes" de uma cidade andam de costas voltadas, sabemos que é mais difícil acontecerem boas novas. E foi quase assim, durante vinte anos...
Não fiz nenhuma "sondagem" mas tenho a certeza que os Caldenses, os visitantes e a própria história da Cidade gostam de Luz...

quarta-feira, maio 20, 2009

Repetições...

A existência deste blogue (como de todos...) tem algumas particularidades, quase sempre deliciosas.

Tanto pode ser motivo de uma bonita reportagem, como a que foi publicada na "Gazeta das Caldas" da semana passada, pela Joana Leite Silva, como de uma conversa de café, com alguém que conhecemos mas que estávamos longe de imaginar que conhecesse bem o "Oeste"...
A região das Caldas, pela sua beleza, sempre foi um lugar de passagem de férias, especialmente de veraneantes. As praias de São Martinho do Porto e da Foz do Arelho sempre foram povoadas por lisboetas. A primeira foi mesmo a praia de algumas famílias importantes, que tiveram uma segunda habitação rente à baía, durante várias gerações. A segunda sempre foi mais selvagem, era preciso ter outro espírito para se ser seduzido por aquele mar brigão.
Falámos disto tudo, e claro, do Parque. Até porque não deve haver ninguém que não fique rendido à beleza deste grandioso espaço verde, ainda por cima decorado com autênticas obras de arte e com um Museu encantador.
Sei que me estou a repetir. O problema é que não me canso de falar das coisas deliciosas do Oeste..

terça-feira, maio 05, 2009

A Deusa do Lago

Gosto bastante desta escultura feminina, que se ergue na "ilha" do Parque D. Carlos.

Quem será? Boa pergunta...
Pode ser uma Deusa, ou uma simples Mulher, esculpida como Deus a trouxe ao mundo, quase em jeito de bailarina, pela forma como coloca as mãos.

É mais um bom motivo para visitarmos o Parque das Caldas da Rainha.

segunda-feira, abril 27, 2009

Boa Notícia

Quando estive nas Caldas gostei de ver que as obras no antigo Casino e Casa da Cultura das Caldas estavam finalmente a avançar, depois de duas décadas de total abandono.
Na sexta-feira li na "Gazeta" que a Antiga Casa da Cultura iria reabrir no dia seguinte, com um concerto da banda filarmónica de A-dos-Francos e com uma exposição de fotografia.
É uma bela forma de comemorar Abril, sem qualquer dúvida.

sábado, abril 11, 2009

A Beleza do Parque


A beleza do Parque...
as árvores, as flores,
as estátuas, o lago,
o coreto, o museu,
os pavilhões, os bancos...
as sombras...
as cores, os cheiros...
e os patos...

quinta-feira, agosto 21, 2008

viagem pelo oeste - quatro

Se há lugar que não dispenso nas minhas passagens pelas Caldas, é o Parque D. Carlos.

Mesmo sem o Museu José Malhoa (em obras há tanto tempo...) aberto ao público, não faltam atractivos, neste jardim agradável...
Como por exemplo o passeio de barco, que ficou combinado para a próxima...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Uma Fotografia, Várias Histórias

Estava à procura de uma fotografia, quando encontrei várias imagens das Caldas da Rainha, já com uns anitos.
A que me chamou mais a atenção foi a que tirei ao interior do Salão do antigo Casino do Parque, mais tarde Casa da Cultura da Cidade.
Nota-se que é uma fotografia de Outono, com o chão forrado a folhas douradas, das árvores seculares do Parque D. Carlos I.
Ao olhar para a fotografia, além do ar desolador, que se nota em cada milimetro da imagem, fixei as banheiras enormes que por ali cirandavam, meio perdidas.
Só podiam ser as banheiras do Hospital Termal, onde na minha meninice, tomei bastantes banhos de imersão, porque faziam bem à saúde. Aqueles banhos eram (e se calhar ainda são...) quase como as pomadas de "banha da cobra", vendidas nos mercados, faziam bem a quase tudo. A sua terapêutica recomendava-se para as doenças de pele, doenças respiratórias, entre outras maleitas, com nomes mais técnicos.
Eu só tinha direito a estas "borlas" de imersão, porque a minha mãe foi durante largos anos funcionária do Centro Hospital de Caldas da Rainha...
Não sei se as coisas estão iguais por aqueles lados, se as "ruínas" apresentam o mesmo ar desolador. Calculo que sim.
Nem sei como consegui tirar a fotografia, pois hoje existe um "muro", que esconde esta vergonha (os muros escondem quase sempre vergonhas...) e o desaproveitamento de um edifício histórico, que guarda tantas histórias, dentro da própria história da então vila termal, entre os finais do século XIX e a primeira metade do século XX...

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Os Pavilhões do Parque

Os velhos Pavilhões do Parque já foram tanta coisa e hoje são quase nada...
Num tempo em que nem sequer se falava de bibliotecas municipais, era a Fundação Calouste Gulbenkian que patrocinava a leitura em todo o país, nas principais cidades com bibliotecas normalizadas e nos meios mais pequenos com as suas carrinhas-bibliotecas, que eram a alegria de tanta rapaziada, nas aldeias e vilas deste país...
Li muitos livros desta biblioteca, que ficava no piso inferior dos pavilhões...
Mais tarde frequentei o Liceu (mais tarde Escola Secundária Raul Proença) nos mesmos pavilhões...
Bons tempos...
Não sei qual será o seu futuro, nem tão pouco, se têm futuro.
Mas são enormes e têm um passado riquissimo, ao serviço da Cidade das Termas...

terça-feira, setembro 25, 2007

Lugares de Outono

Um dos lugares onde melhor se sente a chegada do Outono é na Mata das Caldas da Rainha.
Andar ou correr no meio de tantas folhas caídas, ao ponto de ficarmos com os pés cobertos do "ouro", com a "música" característica do pisar das folhas secas, é normal para quem passeia neste espaço...
E quando olhamos para cima, descobrimos a nudez das árvores, que nos olham quase envergonhadas...
No Parque a tristeza é disfarçada pelas árvores que não se rendem ao Outono e permanecem imponentes, o ano inteiro...

sexta-feira, maio 18, 2007

O Meu Museu Favorito...



Aparentemente pode parecer difícil escolher um, entre milhares de museus memoráveis, que nos tentam explicar e mostrar a história do mundo através dos tempos.
No entanto não tenho qualquer dificuldade em escolher o meu museu favorito.
Quem me conhece bem, sabe que só me posso estar a referir ao Museu José Malhoa, instalado no belo Parque D. Carlos I, que tem o dom de transformar a minha cidade num lugar mais calmo, fresco e colorido.
Claro que esta escolha deve-se apenas a razões afectivas... o meu Malhoa não pode, nem quer, concorrer com o Louvre ou o Prado... ou mesmo com o Museu de Arte Contemporânea da Gulbenkian...

Se não conhecem este Museu, assim que tiverem uma oportunidade de dar um salto às Caldas da Rainha, visitem-no. E já agora, passem também pelo Centro de Artes e pelo Museu da Cerâmica, que ficam nas proximidades e também oferecem muita coisa bonita para se olhar...