"The Possibility of Everything" ou "A Possibilidade Para Tudo" é o nome da Exposição Antológica (1989 - 1994) de João Paulo Feliciano, patente na Culturgest, em Lisboa.
O título desta mostra de arte diz quase tudo e retrata o percurso pluralista deste caldense no mundo artístico, com passagens pela pintura, escultura, música, design, multimédia e arquitectura. Ninguém diria que a sua formação é de Línguas e Literaturas Modernas.
João Paulo Feliciano não é um nome estranho para mim. Embora não troquemos qualquer palavra há mais de vinte anos, fomos colegas nos bancos de escola (não me recordo se desde o ciclo preparatório, ou apenas na secundária...) do antigo Liceu, mais tarde baptizado Escola Secundária Raul Proença.
Lembro-me que o João Paulo era bastante expansivo, inventivo e até um pouco excêntrico (as ideias já fervilhavam na sua cabeça...), além de ser bom aluno e companheiro...
Enquanto escrevo estou a recordar-me de algumas peripécias e também de alguns amigos com o Paulo Gaspar, o Zé da Silva, o Vitor "Cenoura", a Orlanda, a Paula Barreto, o Paulo Lemos, o Jorge Bandeira Duarte, o Luís Borga, o João Buiça, a Cristina Aleixo (os últimos cinco mais próximos do João Paulo). É curioso, normalmente somos conhecidos apenas por um nome, o apelido, mas ele já era conhecido entre nós como João Paulo Feliciano.
Acompanhei pela comunicação social as suas incursões musicais em grupos como os "Tina & The Top Ten", os "No Noise Reduction" e também os "Pop Dell'Arte". Nunca tive a curiosidade de assistir a qualquer espectáculo destas bandas porque o seu estilo musical dizia-me e diz-me pouco.
Posteriormente li algumas entrevistas suas, como artista plástico, pouco entusiasmado com a contemporaneidade da sua arte e com as suas ideias (ainda hoje o manuseamento dos seus objectos, como arte, diz-me muito pouco). Ninguém é perfeito...
Soube pelos jornais que era um dos responsáveis pelo excelente espectáculo nocturno "Acqua Matrix" da Expo 98, que tive a felicidade de ver no Tejo.
Ah, é verdade, estive na Culturgest...
Pois, senti-me estúpido. O defeito deve ser meu, devo ter pouca sensibilidade para a sua originalidade artistica.
Apesar de tudo, achei importante falar deste artista caldense de renome internacional, com passagens afirmativas pelos EUA, Brasil e Europa, que teve a particularidade de ser da minha turma, há uns anos que já lá vão...