quarta-feira, agosto 24, 2011

As Cores e os Cheiros da Praça da Fruta


Durante o fim de semana do 15 de Agosto senti a habitual visita à Praça da Fruta das Caldas da Rainha de uma forma diferente.

Consegui tirar muitas fotografias e mesmo assim escutar a forma simpática como os vendedores (a maior parte com a idade da sabedoria...) procuravam vender a sua mercadoria, a preços que achei bastante convidativos.

Lembrei-me do meu avô Manuel Joaquim... um "super-campeão" de vendas, que chegava a casa sem sobras e a horas decentes para almoçar, para espanto da avó.

Gostei de andar por ali, misturado com as cores e com os cheiros, sempre agradáveis da fruta, dos legumes e das flores.

Até consegui esquecer por momentos a "crise"...

quinta-feira, agosto 18, 2011

O Jardim do Oriente de Bombarral





Em boa altura Joe Berardo decidiu transformar a Quinta dos Lóridos num jardim do Oriente, repleto de estátuas que retratam um pouco a Cultura Chinesa (e arredores), tornando todo aquele espaço num lugar extremamente agradável para ser visitado.

Ao decidirmos visitar o espaço no domingo passado, estávamos longe de pensar encontrar por ali milhares de turistas. Agosto é mesmo assim...

Apesar das entradas serem gratuitas, o que se saúda, há uma loja de vinhos, por onde todos temos de passar quando saímos, assim como um "comboio" pago (que leva os visitantes de visita ao Jardim), que minimizam as despesas do empresário português.

Embora possam dizer que estou a exigir demais, acho que devia ser distribuído às pessoas um pequeno folheto explicativo sobre a origem do Jardim naquele lugar e o seu simbolismo...


segunda-feira, agosto 15, 2011

A Tourada desta Ano


A Maria comentou que a Tourada de 15 de Agosto das Caldas já tinha os bilhetes esgotados.


Achei curioso o programa das festas afixado nas ruas da cidade. O Vitor Mendes (que em Espanha no seus bons tempos era "vendido" como Mendez...) regressa mais uma vez ao palco tauromático, e há uma ressalva que os bilhetes são vendidos a partir de 10 euros (espero que o tempo das "vacas magras" não se reflicta nos touros em lide, de Coimbra).

E não deixa de ser uma boa ideia a homenagem a Manuel dos Santos, um nome grande do toureio apeado, que ombreou com os melhores do mundo, no tempo dos grandes matadores espanhóis, imortalizados por Hemingway.

sábado, agosto 13, 2011

O Meu 15 de Agosto


O 15 de Agosto sempre foi um dia grande nas Caldas da Rainha, com muitos visitantes, que não queriam perder a feira anual.

A feira nesse tempo era uma "instituição" admirável, especialmente quando ocupava o coração da Mata da Rainha, num tempo quase sem lojas de bijutarias e brinquedos.

Tudo aquilo ainda me parece enorme, visto com os pequenos olhos de criança, capaz de se deslumbrar por tudo e por nada.

Uma boa parte das diversões e o circo ocupavam o pelado do campo de futebol do Caldas. Parece que ainda estou a ver os heróis do "Poço da Morte", com as suas motas, que só quando cresci mais um palmo, pude ver ao vivo e espantar-me com uma das suas "avarias": conduzir com os olhos vendados...

Nesta época alguns tios aproveitavam para nos visitar e enchiam-nos a casa, do Bairro dos Arneiros.

Outro atractivo deste dia era a imponente tourada na velha praça da Cidade. O avô, velho aficionado, raramente a perdia. Foi a seu lado que vi pela primeira vez Ricardo Chibanga tourear de joelhos e depois ficar à frente do touro, ainda de joelhos na areia mas com os braços abertos, como se estivessemos a assistir a um número de ilusionismo e não de toureio apeado, pois o animal nem se mexia.

Com o passar dos anos o 15 de Agosto perdeu fulgor, a feira andou por vários sítios. Mas sobretudo cresci e deixei escapar quase todos os toques de magia, que nos povoam o imaginário infantil...

O óleo é de Kandinsky.

terça-feira, agosto 09, 2011

A Ópera já não é só das Classes Dominantes (felizmente)


A ópera é um espectáculo muito apelativo, e até popular, mesmo que sempre tenha sido vendido ao longo dos tempos, de uma forma praticamente exclusiva, à nobreza e alta burguesia, e posteriormente aos senhores que se seguiram, que mesmo sem títulos, não deixaram (nem deixam...) de fazer vida de marqueses, condes ou barões, mesmo os que se disfarçam de democratas e nos pedem sacrifícios.


O meu pai apesar das suas origens populares gostava de ópera, como provavelmente muita gente da sua geração, mesmo que estivessem privados de entrar no "São Carlos" e afins.

Como gostava bastante da cultura espanhola, se estivesse cá, o "Barbeiro de Sevilha" era uma peça a rever, já que também vai passar pelo C.C.C. das Caldas, no dia 9 de Outubro.

segunda-feira, agosto 01, 2011

A Solidariedade não é Suficiente


Fiquei surpreendido quando ontem à noite coloquei os olhos pelos jornais que estavam na caixa do correio e descobri na "Gazeta das Caldas" que a "Livraria 107" corria o risco de fechar, devido à crise que promete continuar a fazer "miséria" pelo nosso país, nos próximos anos.


Fiquei triste pela notícia, pela Isabel e pelo serviço que esta "instituição" tem prestado às Caldas da Rainha.

Claro que tristezas não pagam dívidas, muito menos a solidariedade das palavras. O importante é percebermos que para que a "107" continue de portas abertas, é preciso comprarmos livros nesta livraria que é familiar, mesmo para quem lá entra pela primeira vez, graças às pessoas que estão no balcão, que entre outras coisas, gostam muito de livros.

Apenas posso prometer que quando for às Caldas, não me vou esquecer de passar por lá e trazer um ou dois livros. E dizer a quem passa por aqui e gosta de livros, para não se esquecer de passar pela livraria mais central e mais bonita das Caldas e trazer também um livro. Parece pouco, mas ajudará, de certeza.

O desenho é do Zé Rui.

sexta-feira, julho 15, 2011

Vou Para o Sul Mais uma Vez


Mesmo sentindo saudades do nevoeiro matinal e das ondas vivas da Foz do Arelho, parto mais uma vez para o Sul.

Confesso que parto convencido, porque o sítio que me espera é um lugar onde estamos de férias, de corpo e alma.

quinta-feira, julho 14, 2011

O Tempo Dá e Tira


Não sabia como explicar as diabruras do tempo à minha filhota, foi por isso que me lembrei que o meu irmão tocava viola desde a adolescência e provavelmente nunca mais dedilhou as cordas de qualquer instrumento de cordas...

O tempo vai nos afastando de coisas que gostamos de fazer e que passado tempo parece que perdemos o jeito e fingimo-nos esquecidos.

O óleo é de Eric G, Thompson.

segunda-feira, julho 11, 2011

A Placa da Rua


Gosto destas placas das ruas das Caldas, em azulejo e com o emblema da Cidade.

Faz juz ao facto de ser uma Terra de cerâmica.

sábado, julho 09, 2011

"Desmontar" a Rua Onde Cresci...


Uma das coisas que nos faz mais confusão, quando confrontamos as nossas memórias de infância com a actualidade, é a forma como tudo "encolheu". As casas, as ruas, os campos e os quintais, tornaram-se quase insignificantes...

Quando um dia destes voltei a passar pela rua onde cresci (só não nasci porque quando devia estar quase na hora fui para Salir de Matos, para ser assistido na casa da avó pela parteira da família...), voltei a estranhar tudo aquilo.

Nos anos sessenta a estrada ainda era de areia barrenta, tornando-se num autêntico lamaçal quando chovia. Próximo dos anos setenta chegou o alcatrão, mas continuava a ser uma rua "limpa" de carros (um luxo nesses tempos...), onde era comum jogarmos à bola e brincarmos à apanhada ou às escondidas...

Na época nunca questionei o seu nome, rua 26 (todas as ruas tinham um número...). Deve ter sido a forma mais fácil de organizar as artérias do Bairro dos Arneiros, que começou por ser clandestino (como quase todos...). Mas gosto muito mais de um nome. Agora é rua do Compromisso. A Maria da Ilha já deixou por aqui um comentário, em que fala do "compromisso" de D. Leonor (penso que é isso, ainda não me debrucei sobre esta parte da história das Caldas).

Hoje a rua é assim. À vista, parece que tem mais carros que pessoas, como quase todas as ruas...

domingo, julho 03, 2011

O Abandono...


Não sei porquê, sei apenas que está completamente abandonado o campo de futebol no final do Bairro dos Arneiros e era (penso que ainda deve ser...) do Futebol Clube das Caldas, a 31ª filial dos "Dragões".

Pensar que esfolei por lá os joelhos e dei cabo de algumas sapatilhas...

O mais curioso foi esta colectividade caldense não ter aproveitado o crescimento do F.C. Porto como grande potência nacional e até mundial.

quinta-feira, junho 23, 2011

O Sétimo Jogador


Ouvia-o falar e recordava uma história parecida, mas com contornos diferentes.


Ele era o imprescindível, ao contrário de mim, que poderia ser substituído por qualquer outro, com o mesmo êxito.

E isso não aconteceu apenas no futebol, também se passou no voleibol, no basquetebol e no andebol. Não passava de um jogador mediano, que normalmente fechava as equipas.

Explicações? A amizade, mas também a minha entrega. Acho que todos sabiam que se fosse preciso corria mais que eles, porque além de forte fisicamente, era extremamente generoso e solidário para com as equipas onde jogava.

Foi assim, como "sétimo jogador" que ganhei vários torneios populares de futebol de sete, para miúdos entre os doze e os catorze anos, com amigos que ainda prezo, mesmo que não os encontre há mais de duas décadas (e alguns casos três...).

O guarda-redes das equipas era sempre o Xico Madeira, franzino e pequenino, mas capaz de fazer defesas "impossíveis", tal como o seu irmão Jorge, um pouco mais velho. Depois jogavam o Zé da Silva, o Xico "Gago", o Paulo Gaspar, o Rui Pedro, o Nuno, o António Carlos (apenas uma ou duas vezes, o seu individualismo não se enquadrava muito no nosso sentido colectivo, por isso é que era conhecido pela malta como o "caga-manias"...) e mais um outro amigo que agora não recordo. Eu normalmente fechava a equipa (quase nunca existiam suplentes...).

O mais giro disto tudo foi um "craque" de qualquer rua, me ter recordado que não passava do "sétimo jogador"...

terça-feira, junho 21, 2011

Olá Verão


Começa hoje o Verão, naquele que dizem ser o dia maior do ano.

Verão que já começou há meses, embora com algumas intermitências, que são sempre agrestes para algumas colheitas.


O óleo é de Gene Brown.

segunda-feira, junho 13, 2011

Barco que Partes



Navio que partes para longe,
Por que é que, ao contrário dos outros,
Não fico, depois de desapareceres, com saudades de ti?
Porque quando te não vejo, deixaste de existir.
E se se tem saudades do que não existe,
Sinto-a em relação a cousa nenhuma;
Não é do navio, é de nós, que sentimos saudade.

Alberto Caeiro


O óleo é de Luiza Caetano

quarta-feira, junho 01, 2011

Dias de Criança


Olho para trás e sinto-me um privilegiado.

Ao contrário dos meus pais e avós, fui criança em toda a sua plenitude.

A minha infância teve muita diversão e descoberta, além duma vivência cheia de variedades.

Vivia na cidade, passava temporadas no campo, na casa dos meus avós, fazia praia no mar do Oeste (acho que o iodo era o grande culpado...).

Tinha menos brinquedos que os meus filhos mas era muito mais livre (e porque não feliz?). As ruas eram minhas e dos meus amigos, assim como os campos...

O óleo é de Le Longyao.

sábado, maio 21, 2011

Gila Leva o Caldas à Segunda


Como caldense (embora afastado...) fiquei bastante feliz com as subidas do Caldas e do S.C. Caldas, à segunda divisão bê de futebol e à primeira divisão de voleibol.

Claro que a subida do Caldas tem um sentimento especial, não tivesse eu também jogado nas suas camadas jovens.

E fiquei ainda mais feliz por a equipa subir tendo o Gila como treinador, o mesmo que quase foi "escorraçado" do clube, depois de estar meses e meses sem receber ordenado, tal como os atletas, quando a equipa desceu à terceira (se há coisa que não tenho é a memória curta). Mesmo à distância pude ver os "ratos a saltarem todos do porão", deixando o Caldas quase falido.

Alguns destes "ratos" tinham responsabilidades acrescidas por ser governantes da cidade, mas o famoso "saco azul" de Felgueiras assustou todos os autarcas de Norte a Sul que financiavam o futebol, do qual estavam habituados a retirar dividendos políticos...

Parabéns ao Caldas, aos seus dirigentes, sérios e competentes, ao seu excelente treinador, e claro aos jogadores, pois são eles que vencem os jogos dentro das quatro linhas.

A fotografia é de um Caldas-Sporting, nos seus bons tempos da primeira divisão, no Campo da Mata, cheio de espectadores...

segunda-feira, maio 16, 2011

A Casa-Museu


Nas últimas vezes que visitei a casa dos avós, pelo seu espaço, pensei que poderia muito bem ser transformada em museu.


Idealismos, sonhos e tontices. Claro que não havia (nem há...) qualquer espaço museológico na aldeia, mas mesmo assim, o que se iria expor, seria um museu de quê?

A minha ideia maluca era ser um museu de tudo. Etnográfico, antropológico, artístico, etc. Ser uma casa aberta a todas as artes e ideias.

Nunca falei nisto a ninguém. E até tinha um nome bem aldeão: "Casa Manuel Joaquim".

Claro que não tinha dinheiro para me meter numa "empreitada" destas.

Foi mais uma daquelas ideias malucas que se intrometem no meio dos sonhos...

O óleo é de Kenny Harris.

sábado, maio 14, 2011

Que Seja um Bom Dia Comercial


Hoje as montras das Caldas ganham vida.


Que seja um dia de muitas vendas, sorrisos e que as pessoas deixem transparecer no rosto a vontade de voltar...


domingo, maio 08, 2011

O Oeste e a Temática


Sei que tenho deixado quase em "pousio" as Viagens Pelo Oeste, e também sei porque razão isso acontece.


Os blogues temáticos são mais dados à "fenitude" e à falta de assunto.

Como actualmente estou numa fase mais desligada do Oeste (a minha cabeça está mais ocupada com outras latitudes...), tem sido mais difícil "postar"...

Claro que isto não é um fim, é apenas uma explicação. A mesa está assim, apenas porque ainda não chegaram os convidados...


O óleo é de Dino Boshi.

segunda-feira, abril 25, 2011

Abril Continua Inesquecível



Por muitos "pontapés" que dêem à democracia, Abril continua inesquecível...