quinta-feira, abril 19, 2018

Caldas SC: Qualidade e Dignidade


Desta vez não consegui bilhetes (a procura foi mais que muita nas Caldas e o espaço nas bancadas do Campo da Mata foi encurtado...), mas não perdi a transmissão televisiva durante os primeiros noventa minutos.

Vi o jogo na minha Incrível Almadense e achei curioso o facto de todos os espectadores estarem a torcer pelo Caldas. O "David" enfrentava o "Golias" e não se notou qualquer diferença no tempo regulamentar de jogo.

Como a sala foi enchendo para o Sporting-Porto, que se seguia (o prolongamento foi relegado para um dos outros canais da Sport tv...), fui para casa, onde assisti à reviravolta do jogo, praticamente sem imagens.

A derrota pela margem mínima não retira nada à dignidade e valentia demonstrada por uma equipa do terceiro escalão, muito menos encorpada que o adversário, que não parecia do primeiro escalão do nosso futebol, graças à réplica do Caldas, que queria muito estar no Jamor, e não foi inferior no tempo normal de jogo.

Ou seja, nem faltou muito para o sonho se tornar realidade...

Parabéns a todos. Jogadores, treinadores e dirigentes. Pintaram de dourado mais uma página da história do Caldas SC e das Caldas da Rainha.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 18, 2018

Jesus só Disse o Óbvio...


Em todos os jornais (e até na televisão) é dado realce ao facto de Jorge Jesus ter homenageado o Caldas na conferência de imprensa, pelo seu percurso durante a edição da Taça de Portugal de 2017/18.

Foi assim: «Creio que o Caldas é o grande vencedor. Parabéns aos seus jogadores pelo trabalho brilhante que têm feito. Podem não chegar à final, mas são os grandes vencedores.»

Mas não é só o Caldas e os jogadores que são vencedores. Há o treinador, José Vala, e toda a sua equipa técnica. Há o presidente, Jorge Reis, e todos os companheiros dos corpos gerentes. E sobretudo há uma massa humana que parece ter acordado e descoberto que o clube da sua terra tem uma grande equipa de futebol, praticamente amadora.

E agora só nos resta sonhar. E lutar, conseguir "cortar as asas" ao Aves e fazer a festa no Jamor.

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, abril 16, 2018

Está Quase...


A possibilidade do sonho se tornar realidade, está já a menos de 48 horas.

Como de costume, não temos nada a perder, só tudo a ganhar.

(Fotografia de Autor desconhecido)

quarta-feira, março 21, 2018

A Poesia com "A Tua Janela"


Não sou tão antigo quanto isso, mas recordo-me de um quase namoro de janela, talvez no fim da adolescência, começo de idade adulta, vivido no Bairro onde cresci.

Este poema que publico por aqui, por ser Dia Mundial da Poesia, foi escrito muitos anos depois, mas Ela também devia lá estar, no meio destas palavras...

A Tua Janela


Venho passear por aqui

Olho a tua janela
E sinto saudade de ti

Este bairro foi feito
À medida do nosso amor.

E tu foste feito

À minha medida.

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 16, 2018

Não é um Dia Qualquer...


O 16 de Março não pode ser um dia qualquer, nas Caldas da Rainha.

Em 1974 teve um significado especial, foi uma espécie de antecipação do que estava para chegar, mesmo que hoje existam versões diferentes da tentativa de golpe militar. Há mesmo quem defenda hoje a teoria do "contra-golpe", organizado para contrariar os planos do Movimento dos Capitães...

Um dia destes far-se-á a sua história, com o testemunho dos principais "actores" da intentona e com o estudo dos ínúmeros documentos existentes. 

A única coisa que sabemos é que as Caldas e o Regimento de Infantaria nº 5, fazem parte integrante desta história.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 10, 2018

A Feliz Rota Bordalina...


Sei que uma boa parte das pessoas das Caldas passam ao lado de toda a beleza artística que povoa a minha Cidade Natal. E não estou a falar dos excelentes museus que possui, mas sim das Ruas, do Parque ou até da Mata da Rainha...

É também por isso que foi uma excelente ideia criar estátuas gigantes em barro das principais personagens do universo do grande Rafael Bordalo Pinheiro e espalhá-las pelas principais artérias das Caldas, na chamada "Rota Bordalina".

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Quase um Dia Normal...

Hoje é quase um dia normal nas Caldas, se esquecermos os mais de 1.500 "malucos" que já vão a caminho da Vila das Aves, para verem o jogo histórico de futebol da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal entre o Desportivo das Aves e o Caldas Sport Clube.

Espero que os jogadores e a equipa técnica estejam como eu, completamente descontraídos, com a consciência de que tudo é possível, por que a equipa que joga na primeira divisão é a outra, são eles é que têm a pressão de ganhar. O Caldas só tem de usar e abusar dessa pressão, em proveito próprio.

Normalmente não uso a expressão "nós" quando falo de futebol, mas hoje vou abrir uma excepção, porque nós não temos a pressão de ganhar, só a vontade, o sonho de chegar à final, no Jamor.

Sonho que é perfeitamente possível, se pensarmos que o jogo se joga onze contra onze (pois, e é bom que os árbitros não se intrometam, como gostam tanto de fazer, normalmente ajudando os mais fortes... o que só por si é um sinal óbvio da sua fraqueza), e que se joga a duas mãos.

Se há alguém que personifica todo este trajecto vitorioso, é o treinador da equipa, José Vala. É por isso que é ele a "cara da notícia" nas "Viagens" (fotografia retirada no site de "A Bola").

E como costuma acontecer nestas coisas, não estou nada preocupado que ganhe o melhor, quero sim, ver o Caldas no Jamor.

sábado, fevereiro 17, 2018

"Os Loucos de Lisboa (e "Menina Nua"...)


As "Viagens" não ficaram esquecidas nesta minha vontade de divulgar os poemas do meu caderno, "Praça Miguel Bombarda". 

Escolhi o poema, Os Loucos de Lisboa", que está ilustrado com a fotografia, "Menina Nua", do nosso Parque e da minha exposição, "Arte com História e com Gente".


os loucos de lisboa
  
no início eram apenas três
mas foram aumentando
vêm de todo o lado
até do café gelo
e de outras tertúlias
presas por um fio
ao passado

o mais giro é o pacheco
primo do rapaz dos vintes
dos livros e da comunidade.
mas todos eles escrevem poemas
e desenrascam-se bem
a pintar a realidade
com os cheiros e as cores
que só são conhecidas
pelos poetas de verdade

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Explorar a Duplicidade Artística...


Na exposição de fotografia que vou inaugurar no sábado, exploro a "duplicidade" de algumas esculturas, que estão em locais diferentes, e por vezes também com a utilização de materiais diferentes...


Há pelo menos dois casos, de duas estátuas que estão no nosso Parque e também na Capital (uma no exterior de um Museu e outra numa Avenida...). Este é um dos exemplos.

(Fotografias de Luís Eme - uma delas não faz parte da exposição, é outra quase gémea...)

terça-feira, fevereiro 13, 2018

"Arte com História e com Gente"


Embora ainda não tenha feito a escolha final para a minha exposição de fotografia, "Arte com História e com Gente", que será inaugurada no sábado em Almada, há pelo menos meia-dúzia de fotografias já pré-seleccionadas, tiradas no sempre belo e agradável Parque das Caldas (ou do D. Carlos...)....

segunda-feira, janeiro 22, 2018

O Meu Orgulho (Artístico) Caldense...


Há vários motivos que me deixam orgulhoso de ser "caldense". O principal talvez seja a beleza da Cidade (tão esquecida e menosprezada por quem a tem governado...). 

No plano desportivo continuo a ter o cuidado de ver os resultados do meu "Caldas" à segunda-feira, ou de sorrir com o bom comportamento de outros atletas (desde o Kiko no Ténis, aos atletas do Arneirense ou do S. Caldas...). 


Mas do que me apetece falar é sobre a Arte e os nossos Artistas. Além dos excelentes escultores com belas "salas" no Centro das Artes, há duas figuras que considero únicas, os grandes Rafael Bordalo Pinheiro e o José Malhoa, e que ajudam (muito) a gostar das Caldas.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 11, 2018

Crónica Fotográfica de uma Vitória Histórica

Quando cheguei ao Campo da Mata, ficou a "reinar" a incerteza, por perceber que os bilhetes estavam esgotados. Embora tivesse vindo de Almada para ver o Caldas, o grande clube da minha primeira Cidade, com o meu irmão, sabia que não era um drama do "fim do mundo" não ver o jogo (felizmente foi resolvido graças à amizade como escrevi no meu "Largo")...


Vi entrar a "claque caldense", bastante animada, e que felizmente faz do futebol uma festa, contrariando os péssimos exemplos a que assistimos nos nossos grandes jogos...


Acabei por  encontrar o adepto caldense mais bem vestido (que desconhecia mas deve ser conhecido por todos os Caldenses que gostam de futebol...), a  quem pedi para lhe tirar uma foto, que ele acedeu com toda a naturalidade...


E depois foi a festa do futebol, como devem ser todos os jogos, especialmente os da Taça de Portugal. Foi o reviver das emoções dentro de um estádio, sentir o pulsar das multidões (esta felizmente mais festiva que "cega")...



A bola ao centro, que sucedeu o "momento mágico" do jogo, o golo da vitória dos Caldenses de Pedro Emanuel. Uma vitória suada mas merecida, por uma equipa jovem, mas de grande qualidade, que conseguiu contrariar a "matreirice" e a "experiência" do adversário, o Farense, outro histórico do nosso futebol...


E depois do apito final do árbitro, foi a festa. Fora do relvado de uma assistência eufórica. Dentro do relvado de um grupo unido, que trata muito bem a bola. Apesar do campo estar pesado, devido à chuva, tentavam jogar a bola sempre no relvado, com um sentido colectivo muito forte, sem "malabarismos"...

Grande Caldas! Grandes jogadores! Grande treinador! E agora é "sonhar". E porque não, chegar à final?

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Quero Estar Lá...

E sim. Força Caldas!

Que no fim vença o melhor, e que o melhor seja o Caldas.

terça-feira, janeiro 02, 2018

O Parque de Inverno...

No dia de Natal acabei por passar pelo Parque das Caldas (desta vez a pedido da minha filhota...) e fomos surpreendidos por uma decoração diferente, com muitos "bonecos de neve" (bonitos e alegres) espalhados pelas ruas mais movimentadas desde "oásis" caldense.

Espero em 2018 passar mais vezes por aqui e também me perder mais pelo Oeste, fisicamente...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 30, 2017

Caldas SC Acaba o Ano em Grande

Cheguei a casa e acabei por saber que o Caldas tinha empatado com a Académica e que o jogo iria ser decidido pelas grandes penalidades.

Minutos depois soube que o Caldas venceu por 4-2, o que demonstra a sua grande força mental, ao derrotar um histórico como a Académica (mesmo que milite na 2ª Liga), na "lotaria dos penalties". E fiquei a saber que a equipa caldense jogou toda a segunda parte com menos um jogador...

Parabéns aos atletas e ao treinador, José Vala, por terem feito história na vida do velho Caldas, conseguindo passar aos quartos de final da Taça de Portugal.

(Fotografia retirada do site de "A Bola")

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (8)

«Não me lembro de passar o Natal em Salir de Matos na infância, nem que os meus avós dessem um valor especial a esta quadra festiva, se excluir o significado religioso. Aliás, na minha infância não havia "Pai Natal", mas sim o "Sapatinho do Menino Jesus".
E realmente era muito mais fácil "acreditar" na lenda com uma criança descer pelas chaminés para deixar os presentes no "sapatinho" que na figura bonacheirona do Pai Natal, a enfiar-se na chaminé para deixar os presentes  na "árvore de natal"...
Lembro-me sim de fazermos o presépio na nossa casa, irmos aos pinhais procurar o "melhor" musgo para colocar em cima da máquina de costura fechada, onde depois colocávamos as pequenas figuras de barro (além da família tradicional com a vaca e o burro, dos três reis magos, havia os pastores, as ovelhas, um moinho, o moleiro, e mais uma ou outra figura que não recordo...). Normalmente era o pai que trazia a árvore de natal, um pequeno pinheiro natural apanhado nos pinhais que cercavam o bairro da nossa infância, entretanto engolidos pela urbanidade...
Já adulto, lembro-me de irmos passar a noite de 24 à casa dos tios de Salir de Matos e de fazermos de pais natais (levávamos presentes para a avó (o avô já partira...), para os tios, mas sobretudo para os primos, que ainda estavam na idade de esperarem ansiosamente pela meia-noite e de se deliciarem com as prendas.
Depois eles cresceram, a avó também partiu e perdeu-se este hábito familiar...»

(Fotografia de Luís Eme - Presépio junto à Igreja de Salir de Matos em 2009)

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Dom Rafael na Baixa...

Vejam só quem é que descobri hoje na Baixa Lisboeta...

Esse mesmo, o nosso Dom Rafael Bordalo Pinheiro!

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, novembro 05, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (7)


Hoje vou falar do meu avô, Manuel Joaquim, um excelente contador de histórias e homem de grande sabedoria em relação a todas as coisas da natureza.

O que não ele aprendeu nos livros que não leu (por nunca lhe terem ensinado praticamente nada do mundo das letras e das palavras escritas), numa altura em o normal nas aldeias era as crianças não colocarem os pés na escola (ajudar a família nos campos era muito mais "importante"...), aprendeu com as muitas vozes da sabedoria, que escutou aqui e ali, guardando histórias e saberes milenares dos campos, sobre a magia da natureza.

Histórias que nos contava com mestria, deixando-nos presos às suas palavras, sentados nas escadas de cimento que davam acesso à casa de fora.

(fotografia de Artur Pastor)

segunda-feira, outubro 30, 2017

«Então quer dizer que vives mesmo em Almada?»

De vez enquanto cruzo-me com um rapaz que conheci nas viagens que fazíamos de comboio entre Caldas e Lisboa, há mais de trinta anos (quando este era o transporte por excelência de uma boa parte das pessoas do Oeste, porque o "expresso" saia à tarde e não havia um carro ou dois por lar... Foi antes de sermos "europeus" e do "cavaquismo"...).

Ele vinha de S. Martinho (onde tinha casa de férias...) mas era de Almada.

Quando vim morar para Almada (lá vem os trinta anos, como o tempo passa...), passei a encontrá-lo mais vezes pelas ruas da Cidade. Trocávamos palavras de circunstancia (como ainda trocamos...), mas nunca nos tornámos próximos.

Foi por isso que estranhei que hoje, quando nos cruzámos, ele me tenha perguntado, se ainda tinha ligações às Caldas. Disse que sim, de vez enquanto ia almoçar com a minha mãe e o meu irmão. Ele estranhou e fez a pergunta parva da ordem: «Então quer dizer que vives mesmo em Almada?»

Disse que sim e lá continuámos o nosso caminho...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, outubro 22, 2017

O Número Um...

Ontem encontrei na FIL um busto do grande Rafael Bordalo Pinheiro, que estava em boa companhia.

Mas ele é que era o verdadeiro número naquele cenário. Mas não vale a pena ligarem para aquele número, ele não atende...

(Fotografia Luís Eme)