sexta-feira, março 31, 2017

Que seja Alguma Coisa e Não Ruinas...

Uma amiga meteu-se comigo há dias por os Pavilhões do Parque das Caldas fazerem parte da célebre lista de património que o Estado quer ceder aos privados.

Eu não fiquei nada incomodado com o facto. Só espero que os Pavilhões possam ter presente e ser alguma coisa boa que contribua para o futuro da Cidade Termal e não as quase ruínas de tantos anos de abandono...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 09, 2017

"Olha" o Valter em Almada


"Olha" é a exposição de Valter Vinagre, que este ano assinala o Dia Internacional da Mulher ,na Galeria Municipal de Almada.

É uma exposição curta, de apenas doze fotografias sobre "realidades invisíveis" da violência doméstica...

terça-feira, fevereiro 28, 2017

O Museu do Ciclismo das Caldas


O tempo voou e não falei aqui nas "Viagens" da minha visita ao Museu do Ciclismo, para assistir à exposição de fotografia, "Caldas da Rainha, Retratos e Outras Histórias I", de Valter Vinagre, e claro, à colecção permanente deste extraordinário espaço dedicado ao ciclismo e ao ciclista português.


Gostei das fotografias do Valter e também de subir ao andar superior e rever os grandes campeões, como foram o Alves Barbosa (surge na fotografia) ou o Joaquim Agostinho.

E além de me oferecerem um café, ainda tive oportunidade de trocar algumas palavras com o mentor do museu, Mário Lino e com umas meninas simpáticas.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

As Ovelhas do Tio Gostam de Laranjas

Na semana passada fui almoçar às Caldas com a minha Mãe e depois do almoço passámos por Salir de Matos, para fazer uma visita de médico aos tios.

Uma das distracções de um dos meus tios são os animais que vai criando, donde se destacam os dois cachorros, o "Bolinhas" e o "Mantorras" e também a meia-dúzia de ovelhas que aproveitam os campos verdes e, surpresa das surpresas, as laranjas que caiem ao chão, de uma das laranjeiras do casal.

Achei curioso este facto e acabei por tirar uma fotografia. Infelizmente não apanhei nenhuma ovelha com uma laranja na boca, porque elas assim que vêm uma máquina fotográfica fazem logo pose e esquecem por momentos o "manjar".

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A Minha Rua 26...

«Que pobreza, ruas apenas com números...»

Já estávamos num outro século, mas acabei por sorrir, porque aquela frase me levou à infância, ao Bairro dos Arneiros, onde só faltou nascer (fui nascer à casa-maternidade da avó, em Salir de Matos...) e vivi toda a minha infância.

Pois foi, a minha rua era a número 26, embora fosse mais conhecida pela "rua do meio". E não veio nenhum mal ao mundo por as ruas do bairro serem numeradas. Provavelmente o bairro nasceu na clandestinidade, depois os serviços camarários das Caldas deviam ter outras preocupações que andar a distribuir nomes de pessoas e lugares pelas ruas.

Nos nossos dias é a Rua do Compromisso. Claro que gosto mais que as ruas tenham nomes de pessoas ou de acontecimentos ou costumes com história, mas como a vida também se faz com números...

(Fotografia de Ferreira da Cunha)

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Uma Possibilidade, Entre Outras...

Quase de repente (a partir de Dezembro e tem continuado em Janeiro...) as "Viagens pelo Oeste" passaram a ser o meu blogue com mais visualizações.

Não só estranhei como pensei que poderia ser alguma avaria do "bloguer".

Foi então que pensei no Caldas Sport Clube e nos muitos emigrantes do Oeste...

Embora tenha passado ao lado de muito boa gente, o velho Caldas completou o seu centenário em 2016. E eu ainda escrevi "35 postas" sobre esta efeméride. Acho que nunca contei aqui, mas tinha a ilusão de escrever 100 textos (por muito pequenos que fossem...) sobre o principal Clube de futebol das Caldas da Rainha. Ilusão que se foi perdendo com o tempo, por não ter muito tempo para investigar e principalmente por não ter imagens. E a blogosfera vive muito da imagem...

Mas pode estar aqui o segredo das largas centenas de visualizações diárias...

Claro que não é por toda esta afluência de "público" que vou voltar a escrever com mais regularidade por aqui. A minha "ausência" acontece porque nos últimos temos sinto-me mais distante da Cidade onde cresci, sem encontrar uma razão palpável. As visitas que faço são as mesmas, quase sempre "de médico", apenas para almoçar e conversar com a minha Mãe.

Há amigos de quem o meu irmão fala que não vejo há décadas. Alguns até poderei ter dificuldade em reconhecer às primeiras, porque o tempo, entre outras coisas, troca-nos o cabelo por um abdómen mais proeminente. E em alguns casos, transfigura-nos mesmo...

(Escolhi este postal antigo para ilustrar estas palavras, porque espero que façam alguma coisa com os "Pavilhões do Parque", há tantos anos abandonados e espezinhados. Sim, é porque não um hotel?)