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domingo, outubro 18, 2015

O Fólio de Óbidos


Ainda não falei por aqui do Fólio, mais por falta de dados que por outra coisa (não é por isso que me vou associar ao "facebook"...).

Tenho a sensação de que este Festival Literário está virado sobretudo para o exterior (que pode estar errada...), aproveitando todas as potencialidade turísticas desta "Vila-Museu" para a colocar nos calendários internacionais da literatura.

Também estranho que gente que escreve, fisicamente mais próxima que eu de Óbidos (sim estou a falar de vocês dois, Cristina e Henrique...), ainda não tenha escrito uma linha sobre o Festival, mesmo que fosse crítica.

Nem sequer sei se este Festival contribui para a felicidade dos leitores e escritores do Oeste. Espero que sim, pelo menos dos primeiros.

sábado, fevereiro 21, 2015

Caldas SC: O "Garrincha" do Caldas (6)



Durante anos o Caldas teve no seu plantel um jogador, que recebeu (erradamente) como nome de guerra, "Garrincha".

Olhando para os jogadores de hoje, penso que ele seria mais um "Maxi Pereira", pela sua entrega ao jogo e amor à camisola. É uma coisa normal (comigo acontecia o mesmo...), quando temos limitações técnicas, suamos muito mais a camisola que os "artistas da companhia"...

Ainda me lembro que quando se chutava uma bola para as nuvens nos treinos, aparecia logo alguém a aplaudir o "remate à garrincha".

Só mais tarde é que conheci o "Anjo das Pernas Tortas", o verdadeiro Garrincha, que adorava sentar os adversários na relva e dançar "samba" com bola, o craque que tanto brilhou nas selecção do Brasil nos anos 1950 e 1960, campeãs do mundo. 

Este como tantos ídolos, fez quase tudo bem dentro dos relvados e tudo mal fora deles. Ficou o mito e a lenda, de quem provavelmente continua a fintar tudo e todos, lá pelos céus (de certeza que há por lá campos de futebol...).

Ou seja, não havia comparação possível entre os dois jogadores.

Mas que tenho curiosidade em saber o porquê deste baptismo de fogo ao atleta do Caldas, tenho...

sábado, agosto 03, 2013

A Gaiola Dourada


O filme Luso-Francês de Ruben Alves está a dar que falar e de uma forma positiva.

Pelo menos as críticas que tenho lido são positivas e falam de uma comédia, que não precisa de recorrer à gargalhada fácil, alimentada pela brejeirice e pelo anedotário da família "malucos do riso".

Não acho piada ao chavão de que os portugueses só são bons fora de portas e que como emigrantes, são dos melhores do mundo (muito menos às "marias de bigode", ou aos "manéis das ceroulas"...).

Um bom exemplo é o senhor Barroso, que como presidente da Comissão Europeia, deixa tanto a desejar...

E temos mais como ele para "exportar": Relvas, Passos, Portas, Sócrates, Seguros, etc...

Penso que somos bons onde nos oferecerem ordenados compatíveis com o trabalho que desempenhamos, assim como regras bem transparentes, onde todos sabemos o "terreno que pisamos".

domingo, junho 17, 2012

O Zé Povinho Empurrado para o Mundo


Tirei esta fotografia no Verão de 2010, no interior do CCC.

Este Zé Povinho pode muito bem andar por aí, feito nómada, ainda por cima de "triciclo" a pedais.

Ao revisitar algumas fotografias, apareceu esta e lembrei-me do Relvas e do Coelho, essas sapiências pardas, que fingem governar o país, para quem o futuro passa por todo o lado, menos dentro de Portugal.

Pelo menos é essa leitura que faço, quando convidam os jovens a partir para outras paragens...

terça-feira, março 13, 2012

«O Mundo mudou. Ponto final.»


«Não. O mundo mudou mas ainda não acabou. Tira lá esse ponto final.»

Foi assim que eu respondi, a uma pessoa cansada de viver neste mundo, em que se fecham mais do dobro das portas que se abrem, quando disse: «O mundo mudou. Ponto final.»

Somos quase todos conformistas, por isso é que conseguimos eleger políticos tão ordinários, corruptos e incompetentes. Temos um presidente da República que corre o risco de ficar na história como o pior dos piores (nem na ditadura havia gente assim, nem mesmo o Américo Tomás...). Temos presidentes de Câmara que se perpetuam no poder, sem fazer nada de significativo pelas suas gentes, além de se endividarem com obras faraónicas, onde no fim cortam uma fita e colocam uma placa com o seu nome. Mas o mundo avança...

O quase patrono das "Viagens", Alberto Caeiro, era capaz de dizer isto:

Fecham mercearias, 
fecham livrarias, 
mas o mundo avança... 
sem pontos finais, 
apenas com uma ou outra mudança.

O óleo é de Chris Miles (porque continuamos a ser uns anjinhos).

domingo, setembro 11, 2011

A Cidade da Liberdade


Não sei porquê, mas sempre olhei para Nova Iorque como a cidade do mundo que melhor simbolizava a Liberdade.


E não tinha nada a ver com a sua estátua...

Ainda hoje, continua a ser o lugar que quero um dia visitar nas américas, mais até que o Rio de Janeiro.

Mesmo sabendo que nada voltou a ser como antes...



quarta-feira, abril 06, 2011

Os "The Gift"


Gosto bastante dos "The Gift", pela sua grande qualidade musical.


Considero-os a banda portuguesa com mais capacidade de triunfar pelo mundo fora.

Gostei muto das cores que usaram na promoção do seu trabalho mais recente.

Mas mais palavras para quê? São uma banda do Oeste e está tudo dito.

sábado, setembro 12, 2009

Os Portugueses no Mundo

Achamos quase sempre que somos muito acolhedores e simpáticos, os estrangeiros também nos acham um "doce". Umas vezes concordo, outras não. E por vezes até chego a pensar que a tal simpatia de que os estrangeiros tanto gostam, não passa de "servilismo"...

Passei uma semana fora do país, em Paris, a grande capital multicultural, há várias décadas.
Fui encontrando pelo caminho vários portugueses, ocasionalmente. Uns por bons motivos, outros nem por isso.
Logo à chegada, uma jovem simpática ao escutar a nossa língua, percebeu que estávamos um pouco "deslocados" e ofereceu os seus préstimos para nos indicar a rua do hotel onde iríamos ficar.
Encontrámos mais duas portuguesas simpáticas, de cor, provavelmente de origem caboverdiana, pelo seu tom de pele. Uma delas de grande ajuda num restaurante, onde a língua "universal" era apenas o francês...

Mas encontrámos de tudo, como o português que insultava o filho menor na rua, puxando-o pelo colarinho da camisa, ou a senhorita que quase me atropelou com a mala e ainda teve a lata de dizer em bom português (com maus modos) que eu é que me atravessei no seu caminho...

Passei a gostar mais dos franceses, depois de um dos meus tios, emigrante em França, durante quase quatro décadas, me ter contado o grande carinho que sentia por este povo, que sempre o tratou bem.
Quando saiu do país a salto nos anos sessenta, começou logo a ser enganado por portugueses e espanhóis, durante a caminhada interminável por montes e vales, até ter passado a fronteira. Ainda se recorda das boas vindas dadas pelos franceses, que lhe arranjaram alojamento e comida quente, ao verem o estado em que se encontrava, tão faminto e cansado, entregue à sua sorte, num país desconhecido...
A história continuou...
Não demorou muito tempo a perceber que aqueles que fingiam ajudá-lo, eram quem mais o explorava. Desde o casal de portugueses, que lhe alugou um reles quarto ao preço de uma suite, a outros "compatriotas" que lhe cobravam todos os "favores" prestados, a preço de ouro.
Só quando começou a falar francês, percebeu onde estava metido, o muito que tinha pago por coisas que eram de graça, eram direitos (uma palavra que também desconhecia...).

Claro que, como em tudo na vida, trata-se "apenas" de uma questão de sorte ou de azar...
Provavelmente se tenho encontrado a senhorita portuguesa da mala, no restaurante, até era capaz de comer carne de burro...
É por estas e por outras que não sei se somos tão simpáticos e acolhedores como parecemos.

sábado, julho 04, 2009

A Vida É...

A vida é quase um "mar" de adiamentos...

Tanta coisa que queremos fazer e que vão ficando pelo caminho, à medida que vemos o tempo a passar por nós, como um comboio que vemos partir de uma qualquer estação e que vai ganhando cada vez mais velocidade...
Tudo isto apenas porque me lembrei das lista de cidades que queria conhecer e que ainda não sairam do papel.
Sim, Nova Iorque, Salvador da Baia, Berlim, Budapeste, Buenos Aires e Praga, continuam no topo da lista, cada uma por motivos diferentes...
Provavelmente não as vou visitar todas, talvez duas ou três.
Porque a vida é quase um "mar" de adiamentos...

O óleo é de Claude Monet...