sexta-feira, maio 19, 2017

Falar de Maio...


O 15 de Maio foi há quatro dias.

Não devo ter escrito sempre neste Dia da Cidade, em que as Caldas é ainda mais Rainha.

Mas este ano nem sequer soube nada das festividades. Tenho as duas últimas "Gazetas" ainda fechadas dentro do saco de plástico. Não sei explicar este desinteresse. Sei apenas que ele existe e não me agrada muito.

Também sei que o 15 de Maio nunca foi um dia muito interessante na história da minha vida, mas...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 11, 2017

Às Vezes Penso Voltar...

Às vezes penso voltar às minhas origens...

Digo a mim próprio que há muito espaço para as minhas divagações, mesmo que me esteja a iludir.

Não é só o mar que tem mais ondas. Há também os campos quase abandonados, que parecem oferecer a possibilidade de andar quilómetros e quilómetros sem me cruzar com a gente que se acotovela em prédios altos e largos.

Sei e sinto que devia voltar.

Só não sei se vou ter tempo...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 31, 2017

Que seja Alguma Coisa e Não Ruinas...

Uma amiga meteu-se comigo há dias por os Pavilhões do Parque das Caldas fazerem parte da célebre lista de património que o Estado quer ceder aos privados.

Eu não fiquei nada incomodado com o facto. Só espero que os Pavilhões possam ter presente e ser alguma coisa boa que contribua para o futuro da Cidade Termal e não as quase ruínas de tantos anos de abandono...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 09, 2017

"Olha" o Valter em Almada


"Olha" é a exposição de Valter Vinagre, que este ano assinala o Dia Internacional da Mulher ,na Galeria Municipal de Almada.

É uma exposição curta, de apenas doze fotografias sobre "realidades invisíveis" da violência doméstica...

terça-feira, fevereiro 28, 2017

O Museu do Ciclismo das Caldas


O tempo voou e não falei aqui nas "Viagens" da minha visita ao Museu do Ciclismo, para assistir à exposição de fotografia, "Caldas da Rainha, Retratos e Outras Histórias I", de Valter Vinagre, e claro, à colecção permanente deste extraordinário espaço dedicado ao ciclismo e ao ciclista português.


Gostei das fotografias do Valter e também de subir ao andar superior e rever os grandes campeões, como foram o Alves Barbosa (surge na fotografia) ou o Joaquim Agostinho.

E além de me oferecerem um café, ainda tive oportunidade de trocar algumas palavras com o mentor do museu, Mário Lino e com umas meninas simpáticas.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

As Ovelhas do Tio Gostam de Laranjas

Na semana passada fui almoçar às Caldas com a minha Mãe e depois do almoço passámos por Salir de Matos, para fazer uma visita de médico aos tios.

Uma das distracções de um dos meus tios são os animais que vai criando, donde se destacam os dois cachorros, o "Bolinhas" e o "Mantorras" e também a meia-dúzia de ovelhas que aproveitam os campos verdes e, surpresa das surpresas, as laranjas que caiem ao chão, de uma das laranjeiras do casal.

Achei curioso este facto e acabei por tirar uma fotografia. Infelizmente não apanhei nenhuma ovelha com uma laranja na boca, porque elas assim que vêm uma máquina fotográfica fazem logo pose e esquecem por momentos o "manjar".

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A Minha Rua 26...

«Que pobreza, ruas apenas com números...»

Já estávamos num outro século, mas acabei por sorrir, porque aquela frase me levou à infância, ao Bairro dos Arneiros, onde só faltou nascer (fui nascer à casa-maternidade da avó, em Salir de Matos...) e vivi toda a minha infância.

Pois foi, a minha rua era a número 26, embora fosse mais conhecida pela "rua do meio". E não veio nenhum mal ao mundo por as ruas do bairro serem numeradas. Provavelmente o bairro nasceu na clandestinidade, depois os serviços camarários das Caldas deviam ter outras preocupações que andar a distribuir nomes de pessoas e lugares pelas ruas.

Nos nossos dias é a Rua do Compromisso. Claro que gosto mais que as ruas tenham nomes de pessoas ou de acontecimentos ou costumes com história, mas como a vida também se faz com números...

(Fotografia de Ferreira da Cunha)

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Uma Possibilidade, Entre Outras...

Quase de repente (a partir de Dezembro e tem continuado em Janeiro...) as "Viagens pelo Oeste" passaram a ser o meu blogue com mais visualizações.

Não só estranhei como pensei que poderia ser alguma avaria do "bloguer".

Foi então que pensei no Caldas Sport Clube e nos muitos emigrantes do Oeste...

Embora tenha passado ao lado de muito boa gente, o velho Caldas completou o seu centenário em 2016. E eu ainda escrevi "35 postas" sobre esta efeméride. Acho que nunca contei aqui, mas tinha a ilusão de escrever 100 textos (por muito pequenos que fossem...) sobre o principal Clube de futebol das Caldas da Rainha. Ilusão que se foi perdendo com o tempo, por não ter muito tempo para investigar e principalmente por não ter imagens. E a blogosfera vive muito da imagem...

Mas pode estar aqui o segredo das largas centenas de visualizações diárias...

Claro que não é por toda esta afluência de "público" que vou voltar a escrever com mais regularidade por aqui. A minha "ausência" acontece porque nos últimos temos sinto-me mais distante da Cidade onde cresci, sem encontrar uma razão palpável. As visitas que faço são as mesmas, quase sempre "de médico", apenas para almoçar e conversar com a minha Mãe.

Há amigos de quem o meu irmão fala que não vejo há décadas. Alguns até poderei ter dificuldade em reconhecer às primeiras, porque o tempo, entre outras coisas, troca-nos o cabelo por um abdómen mais proeminente. E em alguns casos, transfigura-nos mesmo...

(Escolhi este postal antigo para ilustrar estas palavras, porque espero que façam alguma coisa com os "Pavilhões do Parque", há tantos anos abandonados e espezinhados. Sim, é porque não um hotel?)

quinta-feira, dezembro 22, 2016

O Natal e as Viagens, Quase Paradas...


Escolhi esta fotografia da Norma Shearer (provavelmente de George Hurrell), por de alguma forma, representar (pelo menos para mim...) indefinição, espera...

O mesmo se tem passado com as "Viagens pelo Oeste". Sem encontrar uma explicação palpável, é um facto que estou mais distante da cidade onde cresci.

Noto isso também quando recebo a "Gazeta" em casa. Dantes abria-a logo à sexta e dava-lhe uma primeira passagem. Agora, muitas vezes nem na segunda-feira é retirada do saco de plástico...

Espero que seja apenas uma fase.

E Boas Festas para todos os que passam por aqui, com ou sem raízes no Oeste. 

quarta-feira, novembro 30, 2016

Duas Cidades (Aparentemente) com Candidaturas Trocadas


Sei que posso não ter os dados todos, por estar afastado do desporto (pelo menos muito mais que há 20 anos em que fazia jornalismo desportivo...) e por não viver nas Caldas.

Mas quando vejo que Almada se candidatou a "Cidade Europeia do Desporto 2018" e as Caldas da Rainha a "Cidade Europeia da Criatividade 2020", ficou com a sensação que bem poderiam trocar de candidaturas.

Almada, embora possua melhores infraestruturas que em 1996 (para recuar apenas os tais 20 anos...), tem muito menos "vida desportiva", menos clubes e menos gente a praticar desporto, pelo menos com vocação e qualidade competitiva.

Nessa época os clubes mais representativos da Cidade estavam no auge (Ginásio Clube do Sul e Almada Atlético Clube), além de terem as suas equipas de andebol nas divisões principais, praticavam outras modalidades com sucesso. A Naide Gomes, por exemplo, fez atletismo no Ginásio. E também existiam mais competições populares (mais corridas de estrada por exemplo...) e os "desaparecidos" Jogos Desportivos de Almada (penso que era assim que se chamavam...), e como seria normal, mais clubes populares.

O desporto ainda não se tinha "burocratizado", dificultando a vida aos chamados "clubes pobres" (e também aos "ricos", o Almada e o Ginásio que o digam...), com uma série de obrigatoriedades, que embora fossem necessárias, a já habitual desresponsabilização do Estado, fez com que a factura final fosse endereçada aos clubes...

Mudando de Cidade, as Caldas é uma "terra onde quase não se passa nada" no campo cultural, e a única criatividade que salta à vista é a dos alunos da Escola Superior de Arte e Designe, mas distante dos caldenses. Exactamente o contrário de Almada, onde há quase um "criativo" por lar...

Mas os "inteligentes" de cada uma destas duas cidades é que sabem com que linhas se cozem...

Nota: Repeti pela primeira vez um texto (também foi publicado no "Casario"), por pensar que os leitores dos dois blogues são diferentes...)

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 15, 2016

Uma Fotografia e uma Memória...


Ao ver esta fotografia, cujo autor desconheço, viajei até à minha infância, às entrada do "Café Claras", com uma porta rolante.

Era uma diversão para mim e para o meu irmão entrar e sair por aquela porta, enquanto a carreira que passava pot Salir de Matos não chegava...

segunda-feira, setembro 19, 2016

Óbidos Cidade do Mundo


Ontem tive uma conversa sobre o Fólio de Óbidos, em que me diziam que também deveria haver uma vertente local, do Oeste.

Eu achei logo que não. Este Festival Literário quer ser um pouco como a Vila de Óbidos, que ultrapassa há muito as fronteiras do Oeste e é uma "Localidade do Mundo", que recebe turistas de todos os continentes, diariamente.

Por isso é que vêm escritores do mundo, que se juntam aos nossos "craques" das letras...

Não sei se consigo passar por lá esta semana. Talvez tente na sexta. Vamos ver como corre a semana.