sábado, novembro 02, 2019

Os "Sinais de Fogo" de Jorge de Sena


Jorge de Sena faz faz hoje 100 anos.

Embora, para mim, não seja um dos nomes maiores da nossa literatura, foi um autor muito multifacetado e esforçado. Gostei bastante dos seus "Sinais de Fogo", romance que li no final da adolescência, e que continua presente na lista dos livros que mais me marcaram.

Provavelmente se lesse esta obra hoje, não teria o mesmo efeito que teve num rapaz de dezoito anos, que estava a viver situações próximas das personagens do romance. Mas essa é a beleza da literatura...

Uma faceta muito importante da sua obra - como retrato do nosso país -, são os seus livros de correspondência (com grandes nomes da nossa literatura, dos quais destaco a Sophia, que também está quase a fazer anos...), onde se percebe a dificuldade que Jorge de Sena tem em se reconhecer num país, como aquele, tão salazarento. O que explica que a sua vida académica ter sido feita no exílio (Brasil e Estados Unidos da América).

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 18, 2019

O Palco do "Fólio"...

No final da manhã de quinta-feira, a tenda do "Fólio" foi aproveitada pelos os estudantes (mais elas que eles...), para usarem do "palco" a seu bel prazer.

E os livros cheios de cores, devem ter servido na perfeição para dar mais vida às fotografias...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 08, 2019

O Fólio e a "Vila Literária"...


O Fólio regressa a Óbidos, de 10 a 20 de Outubro, com uma programação para todos os gostos literários, como de costume.

Não deixa de ser curioso o espírito camaleónico da Autarquia de Óbidos, que "dança" durante o ano, entre o Chocolate, o Natal e os Livros...

quarta-feira, setembro 11, 2019

Roteiro Caldense (para a Elvira...)


Se eu não conhecesse as Caldas, não ia gostar mais da cidade, ia sim, gostar de maneira diferente.

Começava o meu passeio pelo Parque (que fica logo à entrada da cidade...) e deliciava-me com todo aquele verde (nem sequer tinha tempo para reparar que a relva esta mais gasta e descuidada aqui e ali, ou na falta de flores...), com aquelas estátuas que rodeiam o bonito Museu José Malhoa. 

E tinha de entrar no museu e descobrir aquelas belas telas (algumas enormes...), assim como as esculturas (também as de arte sacra com Jesus...). Até me sentava num banco e ficava por ali, à procura de um pormenor, a respirar arte...

Depois passava pelo lago, dizia olá aos cisnes e subia para o centro da cidade.  E descobria a Praça da Fruta (uma das únicas ao ar livre...), passeava no meio das pessoas, reparava no ar simpático dos vendedores, quase todos com alguma idade, nas cores das suas frutas e legumes (e também nos preços... são melhores e mais baratas que os dos centros comerciais).

Se quisesse almoçar, não seria difícil encontrar um lugar simpático, com a comida tradicional da estremadura...

E se gostasse mesmo de arte, podia (e devia) passar pelo agradável Museu da Cerâmica (instalado num belo palacete que tem um jardim simpático...) e depois continuar o circuito pelos espaços do Centro das Artes, mesmo ali ao lado, onde "reinam" alguns dos nossos melhores escultores. Começava pelo Barata-Feio, depois seguia para o Espaço da Concas, o Museu Leopoldo de Almeida e por fim, pela Casa-Atelier António Duarte (o meu preferido...)

Sei que o dia já vai longo, mas se ainda existisse um tempinho, podia passar pelo mar da Foz do Arelho, para ouvir a sua "voz" e a "dança das suas ondas".

Já de regresso (se viesse e fosse para Sul...), podia terminar o dia, na sempre bela e turística Vila de Óbidos (que agora também quer ser a "rainha dos livros"...)

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

terça-feira, agosto 06, 2019

As Saudades do Microclima do Oeste...

Quando li a crónica na "Sábado" de Ângela Marques (de 26 de Julho, que transcrevo uma parte), não pude deixar de sorrir e de sentir saudades do fresquinho das noites de Julho e de Agosto no meu "Oeste", quase sempre a pedir mais qualquer coisa que uma simples camisa no corpo.

«Habituámo-nos – bolas, até fizemos disso piada. Este ano, quando meti a sexta a caminho do Oeste com a mala do carro cheia porque quem sai aos seus não degenera, virei-me para a minha mãe e disse-lhe: esta terra não existe. É que enquanto o resto do País se queixava que este ano o verão anda tímido, no Oeste o sol brilhava. A minha mãe disse o que sempre disse para nos defender do medo das alterações climáticas: "É o microclima, filha".»

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 12, 2019

Uma Primeira Etapa, que Começou no Oeste...

O dia estava mais cinzento que hoje. 

Pois estava, o Sol nem sequer estava com grande disposição para brincar ao esconde esconde, como tem feito desde manhã.

O meu saco estava ligeiramente pesado (roupa para cinco dias mais saco cama...), mas mesmo assim fiz o percurso habitual. Caminhei na direcção da Praça da Fruta, por que era preciso visitar o turismo, para colocar os primeiros carimbos nas "credenciais de peregrino". Como não podia deixar de ser, ainda fiz uma "visita de médico" pelo Parque.

E depois almocei com a mãe. A tia também apareceu e depois foram as despedidas, porque era tempo de me fazer à estrada...

O Vitor, o Nuno e o Alfredo tinha partido logo de manhã, de bicicleta. Não fazia ideia onde nos poderíamos encontrar. Fiz a primeira paragem em S. Martinho do Porto e a segunda no Sítio da Nazaré (para beber café e para a segunda série de carimbos...).

Ainda parei mais quatro vezes nas praias de Paredes de Vitória, São Pedro de Moel, Praia da Vieira e Pedrogão. E foi na quinta paragem que nos encontrámos, ocasionalmente, na Lagoa da Ervideira, ainda a alguns quilómetros do final da primeira etapa (Figueira da Foz) da Peregrinação entre as Caldas da Rainha e Santiago de Compostela.

quarta-feira, maio 15, 2019

Dia da Cidade


Como ainda continuo a fazer algumas "viagens" pelo Oeste, não devo ignorar que 15 de Maio é  o dia da cidade onde só me faltou nascer.

Cidade que consegue essa coisa boa de ser muito mais bonita que os seus habitantes...

(Fotografia de Luís Eme) 

domingo, maio 05, 2019

Homenagem à Resistência e Liberdade em Peniche

Hoje fui almoçar com a minha mãe e o meu irmão às Caldas.


Mas antes passei pelo antigo Forte de Peniche, transformado (muito bem...) em Museu Nacional da Resistência e Liberdade.

E lá estavam os 2510 nomes dos prisioneiros, que passaram por este presídio político de 1934 a 1974 (e lá estava o nome do meu avô...).

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, maio 01, 2019

O Meu Primeiro de Maio...



O Meu Primeiro de Maio

Sozinho, sempre sozinho,
mesmo quando vou a teu lado.

De ti que constróis o rumor das cidades
e no campo, semeias, lavras,
e pisas
o sabor do vinho.

Sozinho, sempre sozinho.
Aqui vou a teu lado
eu, o poeta, operário de palavras
- as palavras «sonho», «bandeira», «esperança», «liberdade» -
instrumentos de pureza irreal
que tornam a Realidade
ainda mais real
e transformam os bairros de lata
em futuras cidades de cristal
num planeta de paisagens de prata
onde as bocas das flores, das manhãs, dos vulcões,
da brancura do linho
e das foices de gume doirado
cantarão um dia connosco a Internacional
- que eu continuarei a cantar sozinho,
sempre sozinho,
a teu lado.

José Gomes Ferreira

(Fotografia de autor desconhecido)

quinta-feira, abril 25, 2019

Uma Homenagem Especial...


A minha homenagem ao meu Avô paterno (e a todos os Resistentes Antifascistas), que é um dos 2510 prisioneiros, que fazem parte do Memorial, que será inaugurado hoje, no Forte de Peniche.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 16, 2019

O 16 para espantar o 25...

Esta é a "teoria" do meu amigo Carlos, Capitão de Abril.

Uma teoria que foi ganhando alguma consistência com alguns testemunhos de quem esteve com um pé dentro e outro fora da "intentona"...

Inclusive o próprio Otelo...

Sim o 16 foi organizado para espantar o 25. Mas teve o efeito contrário, acelerou todo o processo da libertação de um país, que estava cada vez mais estranho, e só esperou mais um mês e alguns dias para dar vivas à Liberdade.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Tinha Saudades do Parque...


Passei pelas Caldas hoje.

E como de costume, passei pelo Parque.

Sim, tinha saudades...

(Fotografia de Luís Eme)