terça-feira, agosto 15, 2017

Romeu e a Feira de 15 de Agosto


A Feira do 15 de Agosto das Caldas da Rainha continua a fazer-se, mas há muito que não é o acontecimento de outros tempos (a magia que acompanhou a nossa infância, fugiu...). Com as devidas distâncias era aquilo que conhecemos mais próximo do imaginário teatral e ficcional do Romeu, presente a espaços em livros como a "Roberta", "Bonecos de Luz" ou "O Vagabundo das Mãos de Oiro".

Claro que o Portugal da nossa infância (anos setenta...) é muito diferente do de Romeu dos anos vinte e trinta. Nessa altura, por sermos menino de cidade nem faziamos ideia que havia "cinema ambulante", que foi uma das primeiras coisas a maravilharem o grande dramaturgo e escritor almadense...

Mas havia o circo (sempre gostámos de palhaços...), os carroceis, o "poço da morte", que na época era uma das maiores aventuras que se podiam ver e que a mãe nos ia proibindo de ver. Mas houve um ano que assistimos mesmo aqueles malabaristas que com motas especiais, conseguiam andar de pernas para o ar e conduzir de olhos vendados...

Claro que falar desta "magia" aos nossos filhos, faz com que nos olhem de lado e pensem em coisas parecidas com a "pobreza franciscana"...

(texto publicado no blogue de homenagem a Romeu Correia e fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 12, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (4)

«Todas as aldeias eram fartas em tabernas (muitas com a mercearia mesmo ali ao lado), até pelo menos aos anos oitenta. Salir de Matos não era excepção. Os cafés demoraram um pouco mais a entrar nestas pequenas localidades que nas cidades...
A taberna que eu gostava mais era a do Ti Zé David, pela proximidade da casa da avó e também pelo jeito peculiar do dono em levar à certa toda a gente, dos 8 aos 88 anos.
Era um finório que tinha os bolsos sempre cheios de histórias que encantavam a pequenada... É por isso que o Ti Zé David continua a ser uma das boas memórias de Salir...»

(escrito originalmente para as "Viagens")

(Fotografia de Xavier  Miserachs)

sábado, julho 08, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (3)


«Esta podia ser a esquina da rua das traseiras da casa da avó, e estes muros os dos nossos pátios, que eu e o meu irmão chegámos a caiar, para oferecer aquele branco tão característico das aldeias portuguesas, especialmente as do litoral e do Sul.
Também as vestes da senhora podiam ser as das mulheres de idade destes lugares. Normalmente sobreviviam aos maridos e faziam o luto no resto das suas vidas...
Eram aldeias a preto e branco.»

(Escrito originalmente para as "Viagens")

(Fotografia de Ramon Masats)

segunda-feira, julho 03, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (2)


«A presença masculina no avô esteve ausente no "primeiro parágrafo", porque a casa dos meus avós maternos foi sempre a "casa da avó", com a sua complacência. Ele seria quanto muito dono das fazendas e dos pátios, onde viviam os animais do "jardim zoológico familiar".
Talvez esteja aqui presente muito da tradicional sabedoria popular, que nos diz que a rua é dos homens e a casa das mulheres...»

(escrito originalmente para as "Viagens")

(Fotografia de Eládio Begega - a minha avó era muito mais bonita...)

sábado, julho 01, 2017

Salir de Matos em Parágrafos (1)


«Embora sempre me lembrasse da casa da avó com luz eléctrica (foi das primeiras pessoas da aldeia a ter esta modernidade, graças ao tio Zé, electricista...), adorava visitar de noite a casa dos Antunes, ainda iluminada pelos candeeiros de petróleo, por todo aquele jogo de sombras digno de qualquer palco, desde os corpos que se agigantavam nas paredes aos rostos que quase se tornavam fantasmagóricos, por serem iluminados por pontas.»

(publicado inicialmente dentro de uma posta no meu  "Largo da Memória" - 30 de Junho de 2017)

(Fotografia de Helen Levitt)

domingo, junho 25, 2017

José Mourinho Félix (1938 - 2017)


Faleceu José Mourinho Félix, que foi um excelente guarda-redes (V. Setúbal e do Belenenses) e um bom treinador (na 1.ª divisão treinou o Belenenses, o Rio Ave e o V. Setúbal).

O Caldas SC foi um dos muitos clubes que treinou, no final dos anos 1970, numa época extremamente gratificante para a equipa caldense que ganhou a sua série do então terceiro escalão do futebol, regressando à II Divisão.

Há um facto curioso, e especial para mim, foi ele que me escolheu nos treinos de captação para a primeira equipa de iniciados do Caldas (não tinha sido escolhido no primeiro treino que realizei, dirigido pelo Américo, antigo atleta do clube...). 



No começo dos anos 1990 entrevistei o Quinito, que era o treinador do V. Setúbal para o "Record" e acabei por falar também com o Mourinho (penso que era o secretário técnico do clube). Num clima de grande companheirismo, acabámos por falar de outras coisas, fora da entrevista - graças ao Quinito, um treinador e um homem especial... - e eu acabei por lhe contar que tinha sido ele que me escolhera para a equipa de iniciados do Caldas, onde jogara com o filho (que nessa altura era  um "desconhecido" no mundo do futebol. Penso que na época era adjunto de Manuel Fernandes no E. Amadora e foi na temporada seguinte que foram os dois para o Sporting, para a equipa técnica de Bobby Robson...) a quem deixo um abraço de condolências.

Claro que Mourinho Félix não fazia a mais pequena ideia do episódio. Sorriu ao sentir-se lisonjeado e disse qualquer coisa do género: "como o mundo é pequeno"...

quarta-feira, junho 21, 2017

O Zé Povinho do Mártio


Este é o Zé Povinho do Mártio, um artista plástico do Concelho de Almada. 

Ele além de ser um bom pintor também fez várias experiências com barro, na senda do nosso Rafael, explorando a parte mais alegre da cerâmica.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 01, 2017

Armando Silva Carvalho Procurou Abrigo na Sombra do Mar...


Soube do desaparecimento do Poeta pelo Henrique, na sua “Antologia do Esquecimento" depois passei pelo site do ”Público”, onde fiquei a saber mais pormenores através da notícia que transcrevo:

«O poeta Armando Silva Carvalho morreu esta quinta-feira de manhã, aos 79 anos, no Hospital Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, na sequência de um cancro de pulmão. O corpo será velado a partir das 15h30 em Olho Marinho, no concelho de Óbidos, onde o escritor nasceu, e o funeral está marcado para sexta-feira às 17h30, também em Olho Marinho. A missa será celebrada pelo seu amigo, e também poeta, José Tolentino Mendonça.
Nascido em 1938, Armando Silva Carvalho estreou-se há mais de 50 anos, em 1965, com  Lírica Consumível. Venceu com ele o Prémio de Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores. A Sombra do Mar, o último a chegar às livrarias, em 2016, foi distinguido com o Grande Prémio Casino da Póvoa na edição deste ano do Correntes d' Escritas. Trata-se, possivelmente, do seu melhor livro desde Lisboas (2000) — pelo meio houve títulos como O Amante Japonês (2008), Anthero Areia e Água (2010) ou De Amore (2012).»

Ia escrever que a poesia do Oeste tinha ficado mais pobre, mas é apenas mais um lugar-comum, que até pode ser mentiroso.

Não seria nada do outro mundo que o desaparecimento do Armando Silva Carvalho despertasse no mínimo curiosidade sobre a sua obra poética…

(Fotografia de Autor Desconhecido)

sexta-feira, maio 19, 2017

Falar de Maio...


O 15 de Maio foi há quatro dias.

Não devo ter escrito sempre neste Dia da Cidade, em que as Caldas é ainda mais Rainha.

Mas este ano nem sequer soube nada das festividades. Tenho as duas últimas "Gazetas" ainda fechadas dentro do saco de plástico. Não sei explicar este desinteresse. Sei apenas que ele existe e não me agrada muito.

Também sei que o 15 de Maio nunca foi um dia muito interessante na história da minha vida, mas...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 11, 2017

Às Vezes Penso Voltar...

Às vezes penso voltar às minhas origens...

Digo a mim próprio que há muito espaço para as minhas divagações, mesmo que me esteja a iludir.

Não é só o mar que tem mais ondas. Há também os campos quase abandonados, que parecem oferecer a possibilidade de andar quilómetros e quilómetros sem me cruzar com a gente que se acotovela em prédios altos e largos.

Sei e sinto que devia voltar.

Só não sei se vou ter tempo...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 31, 2017

Que seja Alguma Coisa e Não Ruinas...

Uma amiga meteu-se comigo há dias por os Pavilhões do Parque das Caldas fazerem parte da célebre lista de património que o Estado quer ceder aos privados.

Eu não fiquei nada incomodado com o facto. Só espero que os Pavilhões possam ter presente e ser alguma coisa boa que contribua para o futuro da Cidade Termal e não as quase ruínas de tantos anos de abandono...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 09, 2017

"Olha" o Valter em Almada


"Olha" é a exposição de Valter Vinagre, que este ano assinala o Dia Internacional da Mulher ,na Galeria Municipal de Almada.

É uma exposição curta, de apenas doze fotografias sobre "realidades invisíveis" da violência doméstica...

terça-feira, fevereiro 28, 2017

O Museu do Ciclismo das Caldas


O tempo voou e não falei aqui nas "Viagens" da minha visita ao Museu do Ciclismo, para assistir à exposição de fotografia, "Caldas da Rainha, Retratos e Outras Histórias I", de Valter Vinagre, e claro, à colecção permanente deste extraordinário espaço dedicado ao ciclismo e ao ciclista português.


Gostei das fotografias do Valter e também de subir ao andar superior e rever os grandes campeões, como foram o Alves Barbosa (surge na fotografia) ou o Joaquim Agostinho.

E além de me oferecerem um café, ainda tive oportunidade de trocar algumas palavras com o mentor do museu, Mário Lino e com umas meninas simpáticas.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

As Ovelhas do Tio Gostam de Laranjas

Na semana passada fui almoçar às Caldas com a minha Mãe e depois do almoço passámos por Salir de Matos, para fazer uma visita de médico aos tios.

Uma das distracções de um dos meus tios são os animais que vai criando, donde se destacam os dois cachorros, o "Bolinhas" e o "Mantorras" e também a meia-dúzia de ovelhas que aproveitam os campos verdes e, surpresa das surpresas, as laranjas que caiem ao chão, de uma das laranjeiras do casal.

Achei curioso este facto e acabei por tirar uma fotografia. Infelizmente não apanhei nenhuma ovelha com uma laranja na boca, porque elas assim que vêm uma máquina fotográfica fazem logo pose e esquecem por momentos o "manjar".

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A Minha Rua 26...

«Que pobreza, ruas apenas com números...»

Já estávamos num outro século, mas acabei por sorrir, porque aquela frase me levou à infância, ao Bairro dos Arneiros, onde só faltou nascer (fui nascer à casa-maternidade da avó, em Salir de Matos...) e vivi toda a minha infância.

Pois foi, a minha rua era a número 26, embora fosse mais conhecida pela "rua do meio". E não veio nenhum mal ao mundo por as ruas do bairro serem numeradas. Provavelmente o bairro nasceu na clandestinidade, depois os serviços camarários das Caldas deviam ter outras preocupações que andar a distribuir nomes de pessoas e lugares pelas ruas.

Nos nossos dias é a Rua do Compromisso. Claro que gosto mais que as ruas tenham nomes de pessoas ou de acontecimentos ou costumes com história, mas como a vida também se faz com números...

(Fotografia de Ferreira da Cunha)

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Uma Possibilidade, Entre Outras...

Quase de repente (a partir de Dezembro e tem continuado em Janeiro...) as "Viagens pelo Oeste" passaram a ser o meu blogue com mais visualizações.

Não só estranhei como pensei que poderia ser alguma avaria do "bloguer".

Foi então que pensei no Caldas Sport Clube e nos muitos emigrantes do Oeste...

Embora tenha passado ao lado de muito boa gente, o velho Caldas completou o seu centenário em 2016. E eu ainda escrevi "35 postas" sobre esta efeméride. Acho que nunca contei aqui, mas tinha a ilusão de escrever 100 textos (por muito pequenos que fossem...) sobre o principal Clube de futebol das Caldas da Rainha. Ilusão que se foi perdendo com o tempo, por não ter muito tempo para investigar e principalmente por não ter imagens. E a blogosfera vive muito da imagem...

Mas pode estar aqui o segredo das largas centenas de visualizações diárias...

Claro que não é por toda esta afluência de "público" que vou voltar a escrever com mais regularidade por aqui. A minha "ausência" acontece porque nos últimos temos sinto-me mais distante da Cidade onde cresci, sem encontrar uma razão palpável. As visitas que faço são as mesmas, quase sempre "de médico", apenas para almoçar e conversar com a minha Mãe.

Há amigos de quem o meu irmão fala que não vejo há décadas. Alguns até poderei ter dificuldade em reconhecer às primeiras, porque o tempo, entre outras coisas, troca-nos o cabelo por um abdómen mais proeminente. E em alguns casos, transfigura-nos mesmo...

(Escolhi este postal antigo para ilustrar estas palavras, porque espero que façam alguma coisa com os "Pavilhões do Parque", há tantos anos abandonados e espezinhados. Sim, é porque não um hotel?)

quinta-feira, dezembro 22, 2016

O Natal e as Viagens, Quase Paradas...


Escolhi esta fotografia da Norma Shearer (provavelmente de George Hurrell), por de alguma forma, representar (pelo menos para mim...) indefinição, espera...

O mesmo se tem passado com as "Viagens pelo Oeste". Sem encontrar uma explicação palpável, é um facto que estou mais distante da cidade onde cresci.

Noto isso também quando recebo a "Gazeta" em casa. Dantes abria-a logo à sexta e dava-lhe uma primeira passagem. Agora, muitas vezes nem na segunda-feira é retirada do saco de plástico...

Espero que seja apenas uma fase.

E Boas Festas para todos os que passam por aqui, com ou sem raízes no Oeste. 

quarta-feira, novembro 30, 2016

Duas Cidades (Aparentemente) com Candidaturas Trocadas


Sei que posso não ter os dados todos, por estar afastado do desporto (pelo menos muito mais que há 20 anos em que fazia jornalismo desportivo...) e por não viver nas Caldas.

Mas quando vejo que Almada se candidatou a "Cidade Europeia do Desporto 2018" e as Caldas da Rainha a "Cidade Europeia da Criatividade 2020", ficou com a sensação que bem poderiam trocar de candidaturas.

Almada, embora possua melhores infraestruturas que em 1996 (para recuar apenas os tais 20 anos...), tem muito menos "vida desportiva", menos clubes e menos gente a praticar desporto, pelo menos com vocação e qualidade competitiva.

Nessa época os clubes mais representativos da Cidade estavam no auge (Ginásio Clube do Sul e Almada Atlético Clube), além de terem as suas equipas de andebol nas divisões principais, praticavam outras modalidades com sucesso. A Naide Gomes, por exemplo, fez atletismo no Ginásio. E também existiam mais competições populares (mais corridas de estrada por exemplo...) e os "desaparecidos" Jogos Desportivos de Almada (penso que era assim que se chamavam...), e como seria normal, mais clubes populares.

O desporto ainda não se tinha "burocratizado", dificultando a vida aos chamados "clubes pobres" (e também aos "ricos", o Almada e o Ginásio que o digam...), com uma série de obrigatoriedades, que embora fossem necessárias, a já habitual desresponsabilização do Estado, fez com que a factura final fosse endereçada aos clubes...

Mudando de Cidade, as Caldas é uma "terra onde quase não se passa nada" no campo cultural, e a única criatividade que salta à vista é a dos alunos da Escola Superior de Arte e Designe, mas distante dos caldenses. Exactamente o contrário de Almada, onde há quase um "criativo" por lar...

Mas os "inteligentes" de cada uma destas duas cidades é que sabem com que linhas se cozem...

Nota: Repeti pela primeira vez um texto (também foi publicado no "Casario"), por pensar que os leitores dos dois blogues são diferentes...)

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 15, 2016

Uma Fotografia e uma Memória...


Ao ver esta fotografia, cujo autor desconheço, viajei até à minha infância, às entrada do "Café Claras", com uma porta rolante.

Era uma diversão para mim e para o meu irmão entrar e sair por aquela porta, enquanto a carreira que passava pot Salir de Matos não chegava...

segunda-feira, setembro 19, 2016

Óbidos Cidade do Mundo


Ontem tive uma conversa sobre o Fólio de Óbidos, em que me diziam que também deveria haver uma vertente local, do Oeste.

Eu achei logo que não. Este Festival Literário quer ser um pouco como a Vila de Óbidos, que ultrapassa há muito as fronteiras do Oeste e é uma "Localidade do Mundo", que recebe turistas de todos os continentes, diariamente.

Por isso é que vêm escritores do mundo, que se juntam aos nossos "craques" das letras...

Não sei se consigo passar por lá esta semana. Talvez tente na sexta. Vamos ver como corre a semana.

sábado, setembro 03, 2016

"A Vila e os Campos"


O Oeste está bem presente na minha exposição, "Blue & Yellow", que vai ser inaugurada daqui a uma hora e alguns minutos. 

Além das Caldas (com a Praça da Fruta e o Parque), surge também a Lagoa de Óbidos, Foz do Arelho e Óbidos...

"Baptizei" esta fotografia de "A Vila e os Campos"...

(Fotografia Luís Eme)

quinta-feira, agosto 18, 2016

Grande João Pereira!

O caldense João Pereira conseguiu a melhor classificação de sempre do triatlo masculino numas Olímpiadas, com um excelente 5.º lugar.

Segundo o comentador televisivo o João saiu muito atrás no final da prova de natação. Mas depois no ciclismo e na corrida foi sempre a recuperar.

Apesar de só termos conquistado uma medalha de bronze até aqui, temos obtido excelentes resultados em várias modalidades, que estão a conseguir as melhores prestações de sempre.

Claro que no triatlo já conquistámos a prata com Vanessa Fernandes, mas isso não belisca em nada a prestação brilhante de João Pereira.

(Fotografia de autor desconhecido retirada do site do "Record")

terça-feira, agosto 16, 2016

Uma Outra Feira de Agosto nas Caldas

No domingo de manhã fui surpreendido no interior do Parque das Caldas pela "Feira de Velharias", que cresceu e já não se fica apenas pelo velho "largo das bicicletas" (onda na minha meninice se alugavam bicicletas e tantos caldenses aprenderam a andar...), ocupa as principais artérias deste lugar bonito e luminoso da minha Cidade Natal.


E vende-se um pouco de tudo, além de peças de cerâmica, roupa, livros, discos e dvd's, há também móveis, bicicletas, instrumentos musicais e até motores de rega.


Há muito que não via o parque tão movimentado, num domingo de manhã...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, julho 12, 2016

Uma Decisão Colorida

No começo de Setembro vou participar numa exposição de fotografia na Oficina de Cultura de Almada com mais dois amigos.

A exposição chama-se "Três Fotógrafos, Três Olhares" e acabará por ter três exposições de fotografia dentro daquele espaço artístico central de Almada.

Desvendo aqui em primeira mão que a minha exposição chama-se, "Blue & Yellow", ou seja, estas duas cores serão as tonalidades mais fortes das fotografias que irei apresentar. A minha escolha de fotografias acabará por ser mais sentimental que artística, pois tento escolher sobretudo lugares que fazem parte da minha vida...

A fotografia que publico faz parte do bairro onde cresci (Bairro dos Arneiros). Embora na minha meninice em vez destes prédios existisse um pinhal. Faz parte da pré-selecção de 50 fotografias, das quais serão expostas metade...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 08, 2016

José Pires (1956 - 2016)


Quem mora fora das Caldas e assina a  "Gazeta", acaba por ter um precioso elo de ligação a todo o Concelho, pois ela todas as semanas nos oferece notícias, boas e más.

Hoje a "Gazeta" deu-me nota do desaparecimento do José Pires, artista plástico caldense, que assinou algumas obras notáveis de cerâmica e pintura.


Conhecia-o desde a adolescência mas nunca tivemos qualquer tipo de proximidade. Ou seja, posso dizer que conheço mais a obra que o autor.

Penso mesmo que a única vez que falámos foi em 2009, quando a Teresa nos apresentou, na Rua das Montras, junto a uma das muitas exposições que fez nas Caldas.

Espero que o Artista e a sua Obra não caiam no esquecimento, numa Cidade que gosta de se afirmar pelas Artes.

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, junho 30, 2016

Continuar, Continuar... Porque Sou do Oeste...


Nunca pensei em fechar as minhas "Viagens pelo Oeste". embora reconheça que seja cada vez menos assíduo.

Já escrevi por aqui muitas memórias, às vezes até me devo repetir. E embora não tenha a "caixa de recordações" vazia, para lá caminha...

Também não me apetece muito falar do dia a dia. Isso acontece porque não tenho uma ligação fácil com os "poderes" da minha Cidade Natal, muito menos me apetece passar o tempo a dizer mal disto e daquilo (até porque é algo que nunca foi muito saudável...), de quem se põe a jeito quase diariamente.

O resultado tem sido o "espaçar" cada vez mais as postagens...

Houve uma altura que tinha pensado escrever sobre o centenário do Caldas Sport Clube, "100 postas". Mas cedo percebi que seria muito difícil chegar a essa "marca", por falta de tempo para investigar, ausência de imagens, e sobretudo por morar numa outra Terra. Neste caso a falta de proximidade foi o grande motivo para apenas chegar às 34 postas.

Mas vou continuar. Quero continuar...

Sou do Oeste.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 24, 2016

As Caldas e a Feira de S. João


Não me dá nenhum  prazer falar dos "tiros nos pés" que os governantes da minha Cidade Natal têm dado nos últimos trinta anos (para não recuar mais no tempo).

Nunca foram capazes de acompanhar o progresso, de perceber as potencialidades de uma Terra única, devido ao seu próprio encanto, mas também por ser naturalmente a "capital do Oeste", já que geograficamente está no centro de uma das regiões mais agradáveis de visitar (Óbidos, Peniche, São Martinho do Porto, Nazaré ou Alcobaça...).

Mas quando tivemos um presidente incapaz de aproveitar as boas iniciativas do Município de Óbidos para trazer mais pessoas à Cidade (e eram ambos da mesma força política...), não podíamos esperar que explorasse ao longo de todo este tempo a cerâmica, a fruta, a gastronomia, a beleza natural caldense e até os vários museus existentes...

Apesar de ele ser um populista, também as festas populares foram desvalorizadas. Lembrei-me de tudo isto porque na minha infância as Caldas tinham a Feira de S. João,  que decorria nesta altura, que embora fossem uma miniatura da do 15 de Agosto, eram o encanto da pequenada...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 15, 2016

Caldas SC: O Dia do Centenário (34)

Hoje as Caldas da Rainha estão duplamente em festa. Além de ser o Dia da Cidade (que para infelicidades dos caldenses comemora-se ao domingo...), o Caldas Sport Clube comemora o Centenário da sua fundação.

Para comemorar esta data, coloco aqui uma fotografia com os jogadores que mais vezes vi jogar e que acompanhei de perto na minha meninice e adolescência, nos belos anos setenta do século passado. Há ainda outro motivo para esta escolha, esta equipa era treinada pelo melhor jogador de sempre do Caldas, o António Pedro.

sábado, maio 14, 2016

Caldas SC: Está Quase (33)


É já amanhã, que o Caldas Sport Clube, o clube grande da minha Cidade Natal, comemora o seu primeiro centenário. 

Público a capa do pequeno suplemento fotográfico publicado na "Gazeta das Caldas" (o Caldas merecia muito mais páginas, são 100 anos de história... com boas histórias para contar de todos os tempos...).

Parabéns a todos aqueles que ajudaram a transformar o Caldas no clube de futebol mais emblemático da região.

sábado, maio 07, 2016

Vitor Damas Recebe a Baliza de Prata de José do Carmo Francisco


José do Carmo Francisco, poeta, jornalista e escritor de Santa Catarina, lançou na Biblioteca do Museu República e Resistência ao fim da tarde de 4 de Maio a biografia, "Vitor Damas - a Baliza de Prata".

Segundo o apresentador da obra, o jornalista Gonçalo Pereira Rosa:

«Há poucos nomes no jornalismo contemporâneo que se possam ufanar de ter aproximado tanto como o José do Carmo o turbilhão literário do pequeno/grande drama do desporto. De preencher esse fosso. De lhes pedir, como observadores minuciosos da realidade, que nos falem daquele momento especial, da centelha que nos faz sonhar, do dia em que, sem que uma única palavra seja expressa, 50 ou 60 mil pessoas sentem no mesmo estádio a mesma sensação de que presenciaram um momento inesquecível.

Sem pretender estragar a experiência para quem vai debruçar-se sobre este Vítor Damas, A Baliza de Prata, adianto que se trata de uma obra meticulosa, que coloca 56 anos da vida do nosso Vítor Damas debaixo do microscópio. O Eça de Queiroz chegou a queixar-se de que, aos homens célebres do seu tempo, até se publicam depois da morte as contas de alfaiate! O José do Carmo não vai tão longe – felizmente – mas analisa a biografia do Vítor Damas com minúcia e consciência crítica, convocando testemunhos oportunos de amigos, colegas de equipa, rivais, treinadores, jornalistas e meros adeptos.» 

Não poderia deixar de dedicar algumas palavras de apreço a este jornalista e escritor amigo, natural do Concelho das Caldas da Rainha, que tanto tem escrito sobre os livros dos outros, inclusive na "Gazeta das Caldas".

quinta-feira, abril 28, 2016

Luiz Pacheco e Vergílio Ferreira nas Caldas


Ferreira Fernandes escreveu esta delícia no "Diário de Notícias" a 26 de Abril:

«Um dia, Luiz Pacheco entrou num café escuro de Caldas da Rainha e viu Vergílio Ferreira numa mesa, às gargalhadas. Nesse tempo não havia telemóveis nem Twitter e não deu para filmar e postar aquela surpresa. Pacheco, porém, escreveu um texto sobre o intolerável que era o amargo, e afinal hipócrita, Vergílio Ferreira a rir. O intolerável seria termos perdido esse maravilhoso texto de má-fé.»

Embora não saiba da veracidade da frase, acredito nas palavras do cronista. E esta, Vergílio Ferreira a rir às gargalhadas num café caldense?

(Óleo de Darnier Rappel)

sábado, abril 16, 2016

O Conselho da Cidade


Embora continue sem saber muito bem qual o papel que o Conselho da Cidade tem no dia a dia das Caldas da Rainha, fico satisfeito por saber -  via "Gazeta" - que existem duas listas para os Corpos Gerentes deste órgão caldense.

Não conheço as pessoas das duas listas (alguns de nome, por serem "sumidades" da Cidade, outras nem isso...), mas penso que uma lista representa a continuidade (o que foi ou não foi feito...) e a outra a diferença.

Mesmo que possa existir alguma "cisão" ou mesmo "birra", para quem está a cem quilómetros de distância, isto é a democracia a funcionar.

Só espero que as Caldas fiquem a ganhar e que o Conselho da Cidade seja mais do que tem sido até agora.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 08, 2016

Caldas SC: Duas Más Notícias na "Gazeta" (32)


Hoje a ler a "Gazeta das Caldas" fui surpreendido com duas más notícias relativas ao principal clube da Cidade, o histórico Caldas Sport Clube, cada vez mais perto de festejar o centenário.

A primeira foi sobre a Assembleia Geral Eleitoral do Clube, que apesar de estar com boa saúde financeira (as últimas direcções conseguiram reduzir o passivo...) e de estar quase em festa, não apareceram candidatos. Não deixa de ser curioso, que num momento festivo, não apareça ninguém que queira ficar "na fotografia", como o Presidente do Centenário.

A segunda notícia é de uma extrema gravidade. Um jogador da equipa dos juniores agrediu o árbitro no último jogo com uma cabeçada, após a sua expulsão. O jogo acabaria aqui (aos 40 minutos de jogo), já que o árbitro não ficou em condições físicas para continuar a partida. 

Embora o jovem jogador se tenha mostrado arrependido nas redes sociais e pedido desculpa ao juiz da partida, espero que seja punido exemplarmente.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 02, 2016

E se For Verdade?


Ontem falei com o meu irmão e ele disse-me que tinha saído uma nota de leitura na "Gazeta" sobre o meu último livro. Com um sorriso, contei-lhe que já tinha desfolhado o semanário, mas que não tinha chegado aí, tinha ficado pela notícia de capa em que dizia que a oposição se queria unir à volta da candidatura de António José Seguro à presidência da Câmara das Caldas.

O meu irmão acreditou na notícia e eu disse-lhe que havia ali um cheirinho a 1 de Abril.

É daquelas notícias que nos parecem boas demais para serem verdade. Ambos concordámos que só uma candidatura deste género conseguiria "tirar o tapete" ao PSD que se delicia no poder há quase quatro décadas, com os resultados que todos conhecemos...

quarta-feira, março 23, 2016

"desMemória" - Resgatar a memória dos Pavilhões


Hoje fui às Caldas almoçar com a minha mãe e o meu irmão.

Antes do almoço dei um giro pela cidade e quis levar os meus filhos à exposição de fotografia, "desMemória" - Resgatar a memória dos Pavilhões, de João Martins Pereira.

É uma excelente mostra do interior dos Pavilhões do Parque, que têm mais de mil e uma história por contar, sobre tudo o que se passou por ali, ao longo de mais de 100 anos...


A primeira memória que tenho daquele lugar é da Biblioteca Calouste Gulbenkian (a única pública da Cidade...), onde fui leitor desde a primária. Também andei por lá no liceu...


Depois da exposição passámos pelos Pavilhões e demos uma volta ao sempre bonito Parque, com conversas disto e daquilo e com a minha filhota a ficar encantada com os cisnes escuros...

terça-feira, março 08, 2016

Caldas SC: Notícia do "Belenenses Ilustrado" (31)


Transcrevo com a devida vénia a notícia e a imagem publicada no blogue, "Belenenses Ilustrado", de 4 de Março de 2016, com o título: "Caldas SC Infligiu a Primeira Derrota ao Belenenses no Estádio do Restelo".

«Jogo no Estádio do Restelo, com reduzida assistência (Estádio, com muitas clareiras), 24 de Novembro de 1956. 12ª jornada do campeonato nacional. A constituição das equipas:
«Os Belenenses»: José Pereira; Pires e Moreira; Edison, Paz e Vicente; Dimas, Matateu, Suarez, Di Pace e Tito.
Caldas S.C.: Vítor; Amaro e Fragateiro; António Pedro, Saraiva e Orlando; Anacleto, Garnacho, Janita, Romeu e Rogério.
Árbitro: Álvaro Rodrigues, de Coimbra.
Golo de Garnacho aos 30' de penalty devido a obstrução cometida por Raúl Moreira e Mário Paz.»