Mesmo
que contratem o arquitecto mais famoso do mundo (aposto que Siza Vieira nem
sequer quereria ouvir falar do assunto…), não tenho qualquer dúvida que a
Cidade e o turismo local ficarão sempre a perder.
Conheço
a Praça da Fruta desde sempre (é provável que a tenha visitado pela primeira
vez ao colo da minha mãe…) e sei que a sua beleza ímpar resulta de ser
realizada a “céu aberto”, com uma oferta de cores e cheiros naturais que
encanta todos visitantes.
Embora
compreenda a posição dos vendedores, que estão mais preocupados com o seu
bem-estar pessoal, que com a importância histórica e turística do seu
“ganha-pão”, penso que a sua opinião vale pouco, quando comparada com os
interesses da própria cidade.
Em
termos turísticos, a tradição é muitas vezes mais atractiva que o modernismo,
em especial para quem chega e nunca visitara antes as Caldas.
A
história não é maior que a democracia ou a vontade popular, mas não se deve
descaracterizar, ainda mais, uma bonita cidade comercial, que tem uma posição
privilegiada na região Oeste do País.
Sei
que nas Caldas da Rainha tudo é possível, basta recordar o que se passou com as
termas. que deixaram que se perdesse o seu valor como Cidade Termal, por
incúria e falta de investimento.
(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)