quinta-feira, julho 05, 2007

Os Banhos de Rio

Agora que o calor começou a apertar, recordei-me de outra das nossas aventuras da meninice em Salir de Matos, os banhos no rio que passava na aldeia.
O lugar escolhido para o banho era praticamente debaixo da ponte, quase na fronteira entre Salir de Matos e Casais da Ponte, onde se formava um pequena represa, sempre com água, mesmo no pico do Verão. Os mais pequenotes como eu, até perdiam o pé, no meio daquela quase piscina natural.
Escusado será dizer que era proibido tomar banho de calções de banho. E quem não tirasse os calções era maricas...

O óleo que ilustra este texto é de Carl Larsson...

10 comentários:

Maria disse...

As brincadeiras de miúdos eram deliciosas.....
Se "fossem apanhados" hoje a tomar banhocas assim, sem calções, como seria?

O quadro também é muito bonito, talvez com um excesso de amarelo...

Maria P. disse...

Realmente os tempos eram mesmo outros, mais felizes?!...

Nia disse...

Aiiii...mas que pouca vergonha é esta de miúdos nuzinhos?
Um destes dias, pego em mim de armas e bagagens(mas em missão de paz) e vou até Salir de Matos..estou farta de tanto de ouvir falar e não conhecer.
Também tinha um rio na aldeia?!
Na minha aldeia também!O MEU rio Dão!E o TEU, como se chama?Ou já secou?:(
Mas eu...nós tomavamos banho VESTIDINHOS!Decentes!E com fatos de banho de "gola alta!";)

Rosa dos Ventos disse...

E agora como está o rio?
Tomavas lá banho mesmo vestido?
Abraço

Luis Eme disse...

Não havia grande problema, Maria... embora alguns "putos" mais atrevidos gostassem de mostrar o "rabiosque" a quem passava na ponte...

Luis Eme disse...

Mais felizes apenas por a infãncia ser isso mesmo, uma coisa livre, sem amarras e responsabilidades, Maria P.

Luis Eme disse...

E depois és capaz de ficar desiludida...

As memórias são mais bonitas que a aldeia em si, Nia.

O rio tem nome, mas não tinha a certeza se era o Rio Salir ou o Tornada, pelo que não coloquei qualquer nome...

Luis Eme disse...

Penso que tem menos água, mas não deve estar muito poluído, pelo menos em Salir de Matos.
Claro que não é nada como na infância, onde se matava a sede em tantos ribeiros de água corrente, Rosa...

Sininho disse...

Ai que palavra tão polìticamente incorrecta!
Maricas???
Coisa que as raparigas não se chamam umas às outras...
Ou chamam?

Luis Eme disse...

Pois não, porque será Sininho?

Mas isso ainda se passa nos dias de hoje, quem não alinhar com a "maralha" é maricas...