segunda-feira, junho 15, 2026

Um domingo passado nas Caldas...


O calor convidava uma visita às praias do Oeste, à minha Foz do Arelho, por exemplo.

Mas o domingo há muitos anos que não é o meu "dia de praia". Se nunca gostei muito de confusões, com o avançar da idade, ainda fujo mais delas...


Foi mais agradável passar pela Praça da Fruta ao final da manhã e visitar o Museu José Malhoa depois do almoço (mais uma vez a ser quase "guia turístico" na cidade...), que mesmo depois da centésima visita, é sempre memorável...

E depois é sempre bom encontrar uma casa cheia de gente e meter a conversa em dia...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografias de Luís Eme - Caldas da Rainha)


segunda-feira, junho 08, 2026

A "praia da minha vida" na Feira do Livro...


Uma das boas constatações que tirei da minha visita à Feira do Livro, foi que nunca se fizeram livros tão bonitos como os que se fazem hoje. E ainda bem, para os leitores e para o comércio.

Quase todos os escaparates têm capas demasiado atractivas. Fiquei deliciado com as da colecção de livros de bolso da Penguin Clássicos, em que apetece comprar algumas obras que já temos lá por casa, só pela sua graciosidade e bom gosto.

Também achei curioso um álbum com fotografias das nossas praias, estar aberto na Foz do Arelho. Acabei por perguntar se podia tirar uma fotografia, porque esta era a "praia da minha vida"...

Uma das senhoras que vendia aqueles livros, disse que sim, afirmando que esse pedido era comum, porque todos nós tínhamos uma "praia da nossa vida"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, maio 03, 2026

A Mãe, o Cinema e os Museus (aliás, Museu José Malhoa)...


Embora a minha mãe tenha nascido e crescido numa aldeia, onde nem mesmo a menina mais afortunada, aprendia a tocar piano e francês, nunca lhe passou ao lado a importância das coisas bonitas e curiosas no nosso crescimento.

Hoje ao almoço, nas Caldas, perguntei-lhe por que razão, na minha meninice e na do meu irmão, nos levava às matines do cinema e uma ou outra vez, ao Museu José Malhoa.

Disse-me que isso acontecia por passar muitos domingos sozinha connosco (o pai era caçador e preferia passar os domingos aos tiros que a passear com a família...) e que de vez enquanto, sentia necessidade de arranjar programas diferentes para nós...

Disse-lhe que foi graças a ela, que gosto tanto de cinema e que me sinto tão bem dentro de museus...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sexta-feira, abril 03, 2026

O amor é uma coisa simples e boa...


O amor é uma coisa simples e boa.

Claro que não estou a falar de paixões. Falo do amor que existe entre uma mãe e os filhos (talvez seja o maior que existe, maior que o nosso, de pai...) por exemplo.

Recordo que na minha infância a minha mãe foi bastante criticada pelos pais e pelos irmãos (mais novos e ainda sem filhos - a teoria gosta de andar sempre à nossa volta, fora da prática...), mais por minha causa que do meu irmão, que sempre foi mais adaptável a todas as situações e menos "rebelde". 

Apesar de ser mais velho que eu dois anos, usou sempre menos a palavra "não" que eu...

Uma das coisas que criticavam a mãe era de nos tirar as espinhas do peixe (até tarde...), que além de nos fazer gostar de peixe, fazia com que comêssemos sem caretas... ou seja poupava mais que dois trabalhos e oferecia-nos uma prova de amor, simples, mas que tenho recordado bastante nos últimos tempos...

Foi bom a mãe (o pai menos, é sempre assim, nós homens gostamos de ser figurantes nestas coisas...), não ligar aos outros, especialmente ao tio Arcelino, que sempre gostou de fazer o papel de "grande educador"...

(Fotografia de Luís Eme - Abrantes)


domingo, março 29, 2026

Um agradável e emocionante regresso a Salir de Matos com o Padre Felicidade


O meu regresso a Salir de Matos, para participar na apresentação do último livro que escrevi, "Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade", no sábado, foi bastante agradável e emocionante. 

Além de ter contado com a presença de uma plateia muito interessada e interessante - com pelo menos cinco protagonistas, ainda que secundários, de algumas das cem crónicas da obra -, Teresa Perdigão, amiga, antropóloga e grande apaixonada pela história local, fez uma apresentação memorável.

A sede do Centro Recreativo e Cultural de Salir de Matos,  o espaço que recebeu este duplo retorno à agora Vila, também se revelou uma boa escolha, por ser bastante acolhedor, com notórias marcas de simplicidade e de companheirismo, que tanto são do agrado do autor como eram do homenageado, José da Felicidade Alves.


Gostei muito de ter a meu lado na mesa de honra, Flávio Jacinto, o jovem e activo presidente da Junta de Freguesia de Salir de Matos, a Teresa Perdigão, pela amizade e por ter sido um extraordinária apresentadora, e o meu tio Zé Saloio, que além de protagonista de uma das crónicas, foi um grande apoiante desta iniciativa.

Usando menos palavras, foi muito bom regressar a Salir de Matos e partilhar com todos os presentes a história de vida de um grande Humanista e de um grande Cristão...

(Fotografias de João Miguel - Salir de Matos)


segunda-feira, março 23, 2026

"Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade (cem anos-cem crónicas)"


É um livro de crónicas, que tenta oferecer um retrato mais próximo de um ilustre caldense (nasceu no Vale da Quinta, na freguesia de Salir de Matos...), quase esquecido pela história e pela memória das pessoas.

Embora exista a vontade do autor em oferecer mais pessoas e lugares à existência de José da Felicidade Alves (que ficou conhecido para todo o sempre como o Padre Felicidade, devido ao "Caso de Belém"), ele nunca se afasta do rigor histórico na análise aos grandes problemas que o "biografado" enfrentou, em especial nos anos de 1968, 1969 e 1970, que o levaram às prisões da PIDE/ DGS.

Quem quiser conhecer mais quem foi o Padre Felicidade, tem uma boa oportunidade, através da leitura de "Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade (cem anos-cem crónicas)".


sexta-feira, março 13, 2026

Um livro especial, cheio de pessoas especiais...


No sábado apresento o último livro que escrevi, "Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade (cem anos-cem crónicas)".

É um livro diferente, porque além de contar a história de uma pessoa especial da minha família, deu-me a oportunidade de "viajar no tempo" (o título não engana...) e ficar a saber mais coisas sobre o Padre Felicidade e a nossa família. Além dos vários episódios com importância histórica que desconhecia e que abordei (sem nunca me esquecer duma palavra demasiado importante, "rigor", fundamental para quem escreve sobre os outros, seja na história seja no jornalismo...), foi possível oferecer um olhar mais pessoal e escrever sobre  as pessoas de quem muito raramente se fala (as personagens secundárias da vida do Padre Felicidade para o mundo exterior, como foram os seus pais ou de uma forma ainda mais "sumida", a minha avó e a minha mãe, por exemplo...).

Ainda não me dei ao trabalho de contar as crónicas de que falo de Salir Matos, a aldeia onde nasci. Sei que são mais de uma dúzia... Claro que não falei de Salir de Matos por ser a Terra da minha família materna e onde passei parte das minhas férias (até quase à adolescência...), mas sim por fazer parte desta história.

É por isso que além da apresentação de dia 14 de Março (16 horas), haverá outra, no dia 28 de Março (16 horas), em Salir de Matos, que está longe de ser menos importante que a que se realiza no Centro Nacional de Cultura...

(Fotografia de Luís Eme - é uma imagem especial, porque estou ao lado da Elisete - esposa do Padre Felicidade -, que ninguém diz que já tem 102 anos, e que nos proporciona momentos muito bons, como este  registado na segunda-feira e que também está muito presente neste livro...)

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".


segunda-feira, fevereiro 23, 2026

"Bilhete-postal" para um amigo...


Sei que devia conversar, olhar-te nos olhos, em vez de estar a escrever este "bilhete-postal".

Até porque não acredito que tenhas mudado assim tanto, ao ponto de teres viajado para o planeta do Trump e do Ventura, sem levares bilhete de regresso. Faz-me confusão que acredites que o mundo agora é uma mentira e que vale tudo para "lixar o próximo".

Por muito desiludido que possas estar com os nossos políticos incompetentes e corruptos (eu sei que são mais de meia dúzia...), não podes pensar em os substituir por uma coisa pior: populistas especialistas em "cantos da sereia" e "cantigas do bandido", que dizem sempre o que queres ouvir, em especial quando estás farto de tudo e de todos. Cansado de ser enganado e de ver gente que está interessada em tudo, menos em resolver os teus problemas.

Podia dizer-te para olhares para os Estados Unidos.

Mas já não é preciso atravessares o Atlântico, começas a ter muitos exemplos de que esse partido onde votas não passa de um "antro de bandidos". E nem é preciso colocar o foco nos ladrões de malas ou nos pedófilos. Agora que se chegaram ao poder, já começaram a oferecer "tachos" (e panelas), às namoradas, irmãs, tias e primas, porque seguem à letra a frase mestra dos políticos de sarjeta: "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço".

E depois há a parte que eles tentam esconder (mesmo que o seu "rabo gigante" fique sempre de fora...), a ideologia. De vez enquanto lá aparecem os "três salazares", assim como a tentativa de tapar "Abril" com "novembro", que é sempre demasiado pequeno e curto, para apagar esse dia inesquecível que nos devolveu a liberdade e a democracia.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


domingo, fevereiro 22, 2026

Uma exposição no mínimo curiosa...


Estive nas Caldas ontem. 

Além de visitar e almoçar com a família, bebi um café com uma amiga que não via há já algum tempo, com a cumplicidade da minha filha.

Depois visitámos a exposição, "Contranatura", que está no Centro de Congressos até ao final de Março.

A exposição de Bartolomeu de Gusmão e de Sebastião Casanova é no mínimo curiosa.  Os dois artistas divergem na temática e também no formato das obras de arte, mas estão unidos no que é mais importante, o talento e a criatividade.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sexta-feira, janeiro 23, 2026

A "Alma do Povo" e a cultura caldense...


Nos meios pequenos a cultura parece funcionar, quase em circuito fechado, por uma pequena elite que normalmente faz o dois em um, é produtora e espectadora. 

É assim na cidade onde nasci (Caldas da Rainha), como será em tantos outros lugares em que são quase sempre os mesmos a aparecer, a escrever, a pintar ou a tocar...

Fui espectador em duas ou três inaugurações de exposições artísticas e também em um ou dois lançamentos de livros. E lá estavam os mesmos "doutores", cheios de sorrisos e salamaleques, com um sentido crítico enviesado, logo à partida, porque a amizade é o que é... (continuo a pensar da mesma forma que o Miguel Esteves Cardoso, só conseguimos escrever uma crítica honesta, quando não conhecemos o escritor ou o artista cuja obra avaliamos...). 

Sabia que aquele não era o meu mundo...

O mais curioso, é que não era sobre isso que queria escrever. Aconteceu-me mais uma vez, entrar no "comboio" errado e ser obrigado a sair na próxima paragem...

Estou a  acabar de ler um livro datado de 1949, "Alma do Povo", da autoria de Leonel Cardoso (só pode ser o dono da rua onde mora a minha mãe, nas Caldas...), de "glosas de cantigas". Embora os poemas sigam todos o mesmo caminho, prontos a entrar em qualquer casa de fados onde ainda se valorize a "desgraçadinha", têm muita musicalidade. A espaços fui capaz de ouvir tanto o Marceneiro como a Aldina, a cantar aquelas coisas onde António pode rimar com demónio ou ciúme com lume.

Não tenho dúvidas que Leonel Cardoso fazia parte da tal elite de que falo, nesses anos quarenta e cinquenta, ainda mais reduzida...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, janeiro 18, 2026

O fim de ciclo de um grande Treinador...


Dez anos depois, José Vala, sai do Caldas, com menos glória do que a que merecia, mas o futebol é isso mesmo, a passagem de besta a bestial, faz-se em apenas um jogo...

Teve a ombridade de sair pelo seu próprio pé, por perceber que estavam esgotadas quase todas as soluções...

Para muitos a sua coroa de glória foi a chegada às meias finais da Taça de Portugal, para mim não.

Aquilo que mais apreciei nele como técnico foi a forma positiva como sempre encarou o futebol. Com ele o Caldas jogou de uma forma aberta e agradável (era quase sempre bom ver a equipa a jogar, sem nunca entrar com nenhum "autocarro" para dentro de campo, contra adversários superiores. Nem mesmo quando forçou o Benfica ao prolongamento, também para a Taça de Portugal.

Era bom que o valor de José Vala fosse reconhecido e recebesse um convite para treinar uma equipa de outro patamar competitivo e com mais ambições...

(Fotografia de autor desconhecido)


segunda-feira, janeiro 05, 2026

Uma capa especial...


A "Gazeta das Caldas", começou o ano muito bem, com uma capa memorável...


terça-feira, dezembro 23, 2025

Federação Portuguesa de Futebol segue a mesma política do governo central: "protege os fortes e bate nos fracos"


O Caldas foi vítima da Federação Portuguesa de Futebol do senhor Proença, cada vez mais alinhada com os clubes grandes (como se vê com os casos semanais de arbitragem, que apesar dos comunicados do Benfica e do Porto, quem se lixa sempre é o "mexilhão"...).

Mas nem com este alinhamento, se percebe que a menos de 24 horas do início do jogo entre o Caldas e o Braga, esta decida mudar o jogo do Campo da Mata para o estádio do Torreense, com a alegação de que o relvado não oferecia as condições mínimas para a prática do futebol.

A medida ainda é mais polémica, porque pelo que li nos jornais, o campo de futebol de Torres Vedras não estava muito melhor que o das Caldas...

Mesmo sabendo que o Caldas acabaria por ser penalizado, os seus dirigentes e equipa técnica deveriam ter decidido marcar presença no Campo da Mata, à hora do jogo e não em Torres.

A melhor Taça para o Caldas, na minha opinião claro, era perder por falta de comparência, mas de pé, nas Caldas da Rainha, convidando a cidade a comparecer no Campo da Mata, mostrando solidariedade para com o Clube.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


quinta-feira, outubro 09, 2025

O Centenário da "Gazeta das Caldas"


São sempre dignas de realce todas as instituições que conseguem chegar ao centenário, mantendo-se bem vivas e firmes nos propósitos para as quais foram fundadas.

Neste caso particular, a instituição em causa, ainda merece mais o nosso aplauso, por se dedicar a uma área muito especial, que raramente tem o apoio necessário para conseguir sobreviver sem sobressaltos, por ter como missão não agradar a "gregos e a troianos".

Estou a falar da "Gazeta das Caldas", o principal semanário da minha cidade natal, que honra o jornalismo regional.

Se o jornalismo sobrevive com muitas dificuldades na actualidade, o regional ainda se debate com maiores problemas, pois tem de lutar todos os dias, para se manter independente de todos os poderes, especialmente os político e económico.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sexta-feira, setembro 05, 2025

A extraordinária vitória de João Almeida na 13.ª etapa da Vuelta


João Almeida venceu hoje a 13.ª etapa da Volta a Espanha, no mítico Angliru, depois de se isolar e ficar com apenas o camisola encarnada à perna, o grande Jonas Vingegaard.

As suas palavras dizem tudo: «Fiz o melhor que pude, é a subida mais dura que já fiz e a melhor vitória da minha carreira».

Com este resultado destacou-se ainda mais na segunda posição e recuperou alguns segundos em relação a Vingegaard.

(Fotografia retirada do site de "A Bola") 


domingo, julho 13, 2025

Os 40 anos do "Teatro da Rainha"


Sempre que vou às Caldas, e tenho tempo para isso, gosto de andar pelas ruas e rever ou descobrir coisas novas.

Normalmente não encontro pessoas conhecidas, embora se possa dar o caso de me cruzar com gente que não encontro há mais de três décadas (em muitos casos quatro...) e não lhes descobrir traços familiares.

Se fui ao encontro do Zé Povinho e da sua exposição comemorativa dos 150 anos, a mostra comemorativa do quadragésimo aniversário do "Teatro da Rainha", foi uma descoberta, no "Céu de Vidro", uma das entradas para o Parque D. Carlos.


Gostei de ver as imagens e também de passear, até mesmo pelas ruínas com uma cenografia especial e um auditório preparado para oferecer teatro ao caldenses.

E parabéns a todos aqueles que são e fazem o "Teatro da Rainha", que é a grande marca teatral da Cidade.

(Fotografias de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sábado, julho 12, 2025

As Caldas, o Zé Povinho e o Grande Rafael


Não é habitual falar de duas exposições em dois dias, mas como passei pelas Caldas da Rainha, aproveitei para ver a mostra artística e histórica que está patente ao público no CCC, "Zé Povinho, uma História com 150 Anos", com curadoria de Jorge Silva.

Gostei muito do que vi. Já sabia que o Zé Povinho era a figura mais caricaturada no nosso país, ao longo do tempo, mas não imaginava que até tinha sido capa de revistas como a "Gaiola Aberta" ou o "Riso Mundial".

Tudo isto graças ao grande Rafael Bordalo Pinheiro, que, além de ser o pai de muitas coisas no nosso país, inclusive da Banda Desenhada, escolheu as Caldas para começar a trabalhar na indústria da cerâmica. O Artista acabou por oferecer um novo cunho artístico às faianças da ainda Vila, ao mesmo tempo que dava uma nova vida ao Zé, oferecendo-lhe a tridimensionalidade que não possuía.

(Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória")

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


segunda-feira, junho 23, 2025

João Almeida: já é o melhor ciclista português de sempre


Com o triunfo categórico de João Almeida na Volta à Suiça de ontem (depois das vitórias de este ano nas Voltas ao País Basco e à Romandia...), e com as excelentes prestações que tem tido na Volta a Itália (terceiro, quarto e sexto), Volta à Espanha (quinto e nono) e Volta à França (quarto), além de outras vitórias em clássicas, podemos dizer que o João já é o melhor ciclista português de sempre.

Dizemos isto sem querer beliscar as qualidades extraordinárias de Joaquim Agostinho, que além de ter chegado tarde ao ciclismo, nunca teve o acompanhamento internacional que merecia e deveria ter tido. 

São dois extraordinários talentos do ciclismo do nosso Oeste e os melhores da história do ciclismo do nosso país.

(Fotografia retirada do site do jornal "A Bola")


segunda-feira, abril 21, 2025

Caldas: um espaço turístico de eleição no Oeste


Hoje fui às Caldas almoçar com a família e como de costume deu uma volta pela cidade, com as passagens obrigatórias pelo Parque - que festejava a Páscoa -  e pela Praça da Fruta. 

Talvez fosse por ser uma época festiva, mas havia bastante movimento, nas estradas e nas ruas, numa cidade bonita, que antes de se apostar neste turismo quase desenfreado, já ela aproveitava a sua situação geográfica (bem podia ser a "capital do Oeste"...) e o facto de possuir das melhores termas do país, para ser um espaço turístico de eleição no nosso país.

Nem mesmo a incompetência autárquica - fruto dos muitos anos de poder "laranja" - conseguiu deitar abaixo, esta cidade única, que vai recuperando as suas melhores valias, graças a uma Câmara, quase "independente dos partidos"...

Também aproveitámos a companhia do meu irmão, para irmos ver o mar à Foz do Arelho, que estava cheia de gente, a aproveitar aquele Sol do momento, por saber que a chuva também andava por ali, escondida nas nuvens com várias tonalidades de cinzento.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

Nota: Publicado inicialmente no "Largo da Memória" (19 de Abril).

 

quarta-feira, janeiro 22, 2025

Ainda a desagregação das freguesias (a pensar no meu Oeste)...


Publiquei o texto que se segue no meu blogue principal ("Largo da Memória") e depois copei-o para o "Casario" e agora para as "Viagens", porque continua a parecer-me um absurdo, a união das freguesias de 
Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.

Até pode ser apenas um problema meu, e os habitantes destas duas aldeias, sentirem-se mais "urbanos" por estarem ligados a uma das freguesias da Cidade...

«Consultei a lista das freguesias que são ser desagregadas de outras (são cento e trinta e cinco) e não encontrei qualquer sinal do Concelho de Almada, mesmo que algumas uniões sejam autênticos erros de casting, pelo menos para quem conhece a história local e o dia a dia destes pequenos centros urbanos.

O mesmo se passou em relação às Caldas da Rainha, onde até existe uma união entre uma freguesia urbana unida a duas rurais (Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório)... e irá continuar a existir. Aqui é que se deve sentir o "abandono autárquico"...

Mesmo assim, estou satisfeito, pelas mais de cem freguesias que voltam a caminhar, apenas com os seus pés. Sei que se trata de uma reposição justa e uma forma de servir melhor as suas populações.

Sei do que falo. Assisti às mudanças de um concelho com o de Almada, que passou de onze para cinco freguesias. O que foi mais notório foi a "desresponsabilização" dos autarcas, com a velha desculpa, de que lhe era impossível estar em todo o lado ao mesmo tempo. Isso fez, entre outras coisas, que cada vez apoiassem menos as colectividades recreativas, culturais e desportivas, tal como outras instituições que serviam os almadenses. Neste caso particular, diziam sempre que não havia dinheiro para tudo...

Por se tratar de um Concelho onde há um grande envelhecimento da população (especialmente nos centros urbanos mais antigos, como são os casos de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade ou Trafaria), a anterior divisão de freguesias permitia uma maior proximidade junto das populações. Infelizmente, esta ligação foi desaparecendo com o tempo, assim como a própria identidade dos lugares, quase sempre com uma história muito própria, e bastante rica, como são os casos de Cova da Piedade, Trafaria ou Cacilhas.

Se acho natural que as freguesias do Feijó e Laranjeiro, assim como a Charneca e Sobreda de Caparica, devem permanecer unidas, acho que pelo menos a Cova da Piedade, o Pragal e a Trafaria, deviam ser freguesias autónomas.

Todos tínhamos a ganhar, especialmente os habitantes destes pequenos centros urbanos.»

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)