terça-feira, dezembro 29, 2009

Mau Tempo no Oeste

O Oeste - especialmente os concelhos de Torres Vedras e Lourinhã - foi fustigado pelo mau tempo na época natalícia, com um turbilhão de vendavais, que destruíram plantações, arrancaram telhados, provocaram inundações, deitaram abaixo árvores e postes de electricidade, de baixa, média e alta tensão, etc.

Estes últimos acabaram por ser os que mais falta fizeram às populações locais, que foram forçadas a recuar quarenta e cinquenta anos e a passarem o Natal à luz da vela e com os velhos candeeiros a petróleo.

À distância, pode parecer poético e nostálgico, passar o Natal desta forma, de volta às lareiras e às conversas em família, sem a habitual interrupção da televisão. Mas deve ter sido tão estranho, passar vários dias sem a companhia dos novos meios de comunicação (sim, a "net" também) e sem poder desfrutar das iluminações de Natal e do conforto da modernidade...

O que é certo, é que às vezes fazem bem alguns "apagões", para desenferrujar a língua e abrir uns sorrisos esquecidos, aqui e ali...

11 comentários:

as velas ardem ate ao fim disse...

Lembra te:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
[Carlos Drummond de Andrade]

Bjos Bom Ano!

Joao norte disse...

Bom Ano

gaivota disse...

muito mau tempo, é verdade, é inverno, mas não estamos habituados a estes temporais...
ontem aqui na nazaré granizou imenso, à beira mar... parecia um manto de neve! e muito vento, chuva, frio, um pouco de tudo, até sol! - quentinho!!!
feliz ano 2010, luis, tudo de bom para ti e família
beijinhos

Maria P. disse...

Passei ontem o dia pelo Oeste, apeteceu fotografar, mas a paisagem está tão diferente, houve mesmo tempestade...



Beijinho, Luís M.

gaivota disse...

e no primeiro dia do ano a gazeta publicita o 'Cacilhas', parabéns!
beijinhos

CNS disse...

Um feliz 2010, Luis.

bj

Luis Eme disse...

ainda é tempo de te desejar um ano assim, poético, Vela...

Luis Eme disse...

bom ano João Norte.

Luis Eme disse...

bom ano Gaivota.

pois foi, uma boa surpresa...

Luis Eme disse...

parece que sim, o Inverno é isso, M. Maria Maio...

Luis Eme disse...

para ti também, Cristina, com muita inspiração.