terça-feira, dezembro 08, 2009

Quase Jardim Interior

Estava a ver algumas fotografias quando parei nesta, que tirei na última vez que visitei Salir de Matos, ainda na Primavera.

A fotografia não ficou muito boa porque foi tirada do muro, porque todo aquele espaço pertence agora à paróquia local e não quis passar por "invasor"...
É uma parte do pátio da casa dos meus avós maternos e aquele telheiro interior foi sempre um lugar especial para nós. Permitia-nos brincar em pleno Inverno, ao som da chuva que caia ali mesmo ao lado.
Como o chão era de areia, podíamos fazer buracos (sem exageros, claro...) e construir estradas para os nossoa carrinhos, ou jogar ao berlinde...
Claro que muitas vezes acabávamos por inventar outras brincadeiras, com a água da chuva, acabando por nos molhar e ouvir a avó...
Ainda hoje sinto que havia algo de "mágico" naquele lugar, aberto, mas protegido do rigores do Inverno e do Verão...

13 comentários:

Anónimo disse...

caro Luís

A magia do local era a infância.........e hoje passados tantos anos...a nossa infância está sempre no outro lado do muro onde a podemos vêr de vez enquando..
um abraço
Vitor Pires

alice disse...

;) todos nós temos as casas especiais da nossa infância, luís. um beijo*

Elsa Martinho disse...

O Oeste é assim, tem recantos de magia...

Um abraço, Luís.

ivone disse...

e porquê todo esse abandono?
porque não restaurar? seria magnífica essa casa arranjadinha. não faço idéia onde é mas que seria bom seria não é?

Méon, disse...

Estes espaços que vêm da infância são os recantos mais bonitos da memória.

Mas regressar traz sempre tanta nostalgia...

Boas Festas!

gaivota disse...

a magia da casa da avó...
na casa da minha avó em caldas, fazíamos tudo, no quintal, trepar árvores, brincar com as galinhas e coeljos... apanhar caracóies e minhocas, gafanhotos, sei lá! jogar ao bilas e fazer corridas do lindos carrinhos da match-box...
outro tempos!
beijinhos

Luis Eme disse...

sem dúvida, Vitor...

a magia das recordações de infãncia em que tudo parecia enorme...

Luis Eme disse...

sim, Alice, onde fomos felizes...

Luis Eme disse...

sim, Elsa, embora a magia dependa mais do nosso olhar...

Luis Eme disse...

acho que a paróquia está á espera que as coisas caiam, Ivone, para construir algo novo, de raiz...

Luis Eme disse...

pois são Meón...

por isso é que nem sempre é bom regressar aos lugares onde fomos felizes...

Luis Eme disse...

outros tempos que permanecem inesquecíveis, na nossa cabeça, Gaivota...

nota: no começo da semana vou às Caldas, diz-me um sitio onde possa deixar a "encomenda".

Anónimo disse...

Um anónimo disse e, traduzido do francês:

"Nunca nos curamos da nossa infância".

Quem o citou foi o grande Tomaz de Figueiredo, na portada da obra-prima "A Toca do Lobo".Manuel Poppe