sábado, janeiro 26, 2008

O Jardim Interior

Um dos espaços onde costumávamos brincar na casa da avó, especialmente quando estava mau tempo, era uma espécie de jardim interior, que nos permitia estar em contacto com o sol, com a chuva e com as nuvens, protegidos por um telheiro...

Era um ponto de passagem quase obrigatório, pois convergia com um dos páteos, com a casa do tio João, com o palheiro do sotão e também com a chamada "casa velha", onde se guardavam velharias...
Debaixo do telheiro, encostada à parede, estava um arca enorme de madeira, onde se guardava o trigo, que se trocava por farinha, na moagem da aldeia. O seu tampo (na altura, enorme...) era quase sempre ocupado pelos nossos carros, onde inventávamos mil e uma brincadeiras...

A pintura surrealista que acompanha este texto (também ele, para o surrealista...) é do italiano Giorgio De Chirico...

6 comentários:

Oris disse...

Havia tanta coisa para explorar na casa dos avós...
Adorava o sotão....era ali que dava largas à minha imaginação...

A pintura pode ser surrealista, mas o texto não é, de certeza....
:)

Boa semana.
Beijitos

Alice C. disse...

O quadro é muito bonito.

O texto também é bonito e bastante real e leva-nos de viagem, até aos nossos cantos da infância, Luís...

alice disse...

gostei muito do quadro, luís. do que ilustrou e do que compôs com as suas palavras. definitivamente, um bom tradutor de memórias :)

Luis Eme disse...

Pois há... é só olharmos, Anoris...

Luis Eme disse...

O quadro é qualquer coisa, Alice C...

Luis Eme disse...

Eu é sou o "tradutor de memórias"?

És uma querida Alice...