sexta-feira, setembro 14, 2007

O Relógio do Tempo

Nas minhas férias campestres do começo de Setembro, nunca usei relógio e mesmo o telemóvel, estava quase sempre desligado, por falta de "rede"...
Mas no campo raramente nos perdemos no tempo, porque o sino da igreja da aldeia continua a replicar de hora a hora, com as badaladas necessárias e de meia em meia-hora, com apenas um toque.
Em Salir de Matos também é assim... o som ecoa por toda a freguesia, embora avise cada vez menos agricultores, porque, infelizmente, são uma espécie em vias de extinção...
Outra curiosidade matinal na aldeia era a visita do peixeiro, que começava por apitar, para de seguida, nos oferecer os fados da Amália, provavelmente ainda de cassete, enquanto visitava as ruas da localidade...

10 comentários:

Pitanga disse...

Na aldeia onde vive a família em Viseu, o peixeiro ainda vai na carrinha a tocar música, só que agora é pimba. Faz um barulho do caraças, pa!

abraços

Luz disse...

Nunca usei relógio.

Quando me preciso de situar no tempo pergunto as horas a quem passa ou procuro um relógio público.

Mas acho interessante a ideia do sino. Devia ser obrigatório em todas as cidades.

Lembras-te da cirene dos bombeiros da hora do almoço e do fim do trabalho? Nem sei se ainda existe.

Lembras-nos de cada uma!

Nia disse...

:)LuisÉme...A "buzina" e a"música" do peixeiro também ainda existe na minha aldeia natal.E às vezes a fazer-me dizer raios e coriscos por me acordar (acorda toda a aldeia...e muitos se levantam, menos eu!) às vezes às 7 da manhã!De certeza que o peixeiro e as pessoas da minha aldeia não andaram a navegar na net até às tantas da manhã...caso contráio não se levantavam para ir àquelas horas madrugadoras ao Peixeiro e ao Padeiro!:)

Luis Eme disse...

Eu sei, especialmente para quem gosta de dormir mais um pouco, Pitanga...

Luis Eme disse...

Ainda ouço por vezes a cirene aqui em Almada, Luz.

É verdade, vive-se bem sem relógio...

Luis Eme disse...

Os "buzinas" da tua aldeia são mesmo madrugadores, Nia...

E claro, "navegar" não é para eles, nem lá no riacho, quanto mais na "net"...

Abraço

APC disse...

Posso mudar-me para lá? :-)
Adoraria ouvir Amália na rua logo pela manhã!!!

Luis Eme disse...

Claro que podes, APC.

Eles precisam de gente nova para animar a aldeia...

Mas não sei se o homem do peixe e da Amália lá vai todos os dias, ou se só nos dias de festa...

APC disse...

Bom... E isso é uma condição importante. É que se eu me ponho a cantar Amália pela manhã, sou "re-expatriada" no acto! :-P
Para desanimar a aldeia não devem precisar de ninguém, suponho!?

Luis Eme disse...

Porque não APC?

Sempre era alguém diferente que aparecia, pelo menos para dedicar algumas palavras...