sábado, dezembro 16, 2006

Últimas Palavras de um Bilhete Especial

A
s histórias nem sempre surjem quando queremos... é esta a razão de não ter dado notícias nos últimos dias.
Foi por isso que pensei em deixar aqui, o final do primeiro livro que escrevi, um romance que andou meio perdido pelo Oeste:
«Quando se preparava para partir no autocarro, Pedro olhou mais uma vez para o mar, em jeito de despedida. Descobriu ao longe um vulto. Era uma mulher que trazia na cabeça um chapéu de abas que lhe escondia o rosto do Sol e dos curiosos e no corpo um vestido leve que dançava com o vento. Passeava na areia molhada na companhia de um cão enorme. Pedro lembrou-se da Rita, a mulher que lhe escapara, e de Leonardo, o cão que fora um bom amigo.
Depois foi o regresso no comboio do Oeste. Estava meio triste, os sonhos de outros tempos iam-se distanciando do seu interior. No fundo ele sabia que eles voltariam, voltam sempre.»
Esta praia, como não podia deixar de ser, é a Foz do Arelho...
O livro em causa tem como título "Bilhete para a Violência" e é um romance sobre jornalismo e futebol. O Óleo que ilustra este texto é da autoria de João Vaz e chama-se "Manhã na Praia".

9 comentários:

Maria disse...

Os sonhos voltam sempre sim, quanto mais não seja nas nossas memórias...
Tem um bom fim de semana

Luis Eme disse...

Por vezes, os sonhos confundem-se com a nossa própria memória, Maria...

Ida disse...

Tens toda razão Luís. A esta altura, quantas vezes páro, no meio de uma reminiscência, a pensar se o que recordo aconteceu mesmo daquele jeito, ou se são os sonhos e os desejos me traindo.

Bonito texto e belas escolhas de pinturas que fazes sempre.

Beijinhos superaquecidos que este sulbúrbio entrou de sola no verão, desde ontem.

Sininho disse...

"Os sonhos voltam sempre".
Felizmente que voltam.
Quantas vezes são eles a nossa única e óptima companhia!

mfc disse...

Vá descobrir-se o que é ou o que não é realidade!

Luis Eme disse...

Obrigado pelas tuas palavras Ida.
Aproveita o calor do Rio, enquanto nós por cá nos contentamos com o gelo de Dezembro, para que o pai natal e as renas deslizem melhor...

Luis Eme disse...

Tens razão Sininho. Ao ler as tuas palavras lembrei-me das pessoas que vivem sózinhas, já na terceira ou quarta idade, para quem já pouco resta, além dos sonhos...

Luis Eme disse...

Pois é MFC, a realidade às vezes parece demasiado difusa...

isabel victor disse...

Cá está de novo João Vaz ! Vou passando ...

Abraço