
O São Martinho recorda-me sempre o meu avô materno e a prova do vinho novo na adega, povoada com barris de todos os tamanhos.
O avô conseguia transformar uma coisa simples num acontecimento memorável (é a explicação para a lembrança...), quase sempre com algumas histórias de vidas à mistura...
A prova raramente se ficava por uma único barril porque, embora o vinho fosse feito na mesma altura, existiam outros aspectos que podiam ou não, alterar a graduação e o gosto do vinho, como era o caso da própria madeira das pipas. À medida que se iam abrindo, a rolha de cortiça era substituída pela torneira metálica da ordem...
A fotografia é de João Soeiro, do álbum, "Arealva - Memórias Dispersas no Tempo", onde colaborei com um texto sobre a história desta bonita quinta...
8 comentários:
Viva a água pé, as castanhas
e o novo vinho
com e sem patranhas,
é o nosso São Martinho.
Gosto muito da fotografia, tem um ar muito rústico, próprio das adegas.
Também espreitei, quase às escondidas a prova do vinho novo, quando a adega era um lugar somente masculino.
água pé, as castanhas, a geropiga, todos sempre tão presentes nestas festas tradicionais, que tentam cair em desuso... continuo a querer manter e a fomentar as nossas tradições!
beijinhos
Dizia o meu avô a muita gente dessa geração: No di de S. Martinho, vai á adega e prova o vinho!' Porquê? Porque se no dia de S. Martinho, a prova já daria indicações da qualidade do dito!E diz quem sabe que é mesmo assim!
Bjs, Luís
ó Zeca quadrista o teu tio Aleixo tinha mais veia poética.
pois tem Leonor, foi por isso que a escolhi, é uma adega á antiga...
e fazes muito bem, Gaivota.
as tradições são um dos bons temperos para as nossas vidas.
sim, Lúcia. e penso que essa tradição ainda se deve manter, pelo menos entre os produtores mais artesanais.
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