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segunda-feira, junho 23, 2025

João Almeida: já é o melhor ciclista português de sempre


Com o triunfo categórico de João Almeida na Volta à Suiça de ontem (depois das vitórias de este ano nas Voltas ao País Basco e à Romandia...), e com as excelentes prestações que tem tido na Volta a Itália (terceiro, quarto e sexto), Volta à Espanha (quinto e nono) e Volta à França (quarto), além de outras vitórias em clássicas, podemos dizer que o João já é o melhor ciclista português de sempre.

Dizemos isto sem querer beliscar as qualidades extraordinárias de Joaquim Agostinho, que além de ter chegado tarde ao ciclismo, nunca teve o acompanhamento internacional que merecia e deveria ter tido. 

São dois extraordinários talentos do ciclismo do nosso Oeste e os melhores da história do ciclismo do nosso país.

(Fotografia retirada do site do jornal "A Bola")


segunda-feira, abril 21, 2025

Caldas: um espaço turístico de eleição no Oeste


Hoje fui às Caldas almoçar com a família e como de costume deu uma volta pela cidade, com as passagens obrigatórias pelo Parque - que festejava a Páscoa -  e pela Praça da Fruta. 

Talvez fosse por ser uma época festiva, mas havia bastante movimento, nas estradas e nas ruas, numa cidade bonita, que antes de se apostar neste turismo quase desenfreado, já ela aproveitava a sua situação geográfica (bem podia ser a "capital do Oeste"...) e o facto de possuir das melhores termas do país, para ser um espaço turístico de eleição no nosso país.

Nem mesmo a incompetência autárquica - fruto dos muitos anos de poder "laranja" - conseguiu deitar abaixo, esta cidade única, que vai recuperando as suas melhores valias, graças a uma Câmara, quase "independente dos partidos"...

Também aproveitámos a companhia do meu irmão, para irmos ver o mar à Foz do Arelho, que estava cheia de gente, a aproveitar aquele Sol do momento, por saber que a chuva também andava por ali, escondida nas nuvens com várias tonalidades de cinzento.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

Nota: Publicado inicialmente no "Largo da Memória" (19 de Abril).

 

quarta-feira, outubro 23, 2024

"Somos, mas já não somos..."


Hoje foi um dia. quase passado integralmente no Oeste, para estarmos com o nosso tio da América.

Com um almoço da família à antiga, com múltiplas viagens pelo passado, com o regresso dos avós, do pai, e claro, de muitos lugares onde fomos felizes, em quase mil aventuras, tanto em Salir de Matos, como no Bairro da nossa meninice, ou em espaços especiais, como o Parque ou o nosso Mar...

Parque que nos levou a uma revisitação do Museu do nosso Malhoa, um lugar especial na nossa infância (pensava que era só eu que o recordava com um olhar ternurento, mas o meu irmão ao almoço, quando falámos que íamos passar por lá, também nos disse que era um sítio especial, desde sempre...).

E claro, aquele espaço não nos desilude, mesmo que a sua arte tenha pouco de moderna. Talvez até seja por causa dele que sou tão "conservador" nos meus gostos artísticos...

Depois fomos ver o Mar, aquele que tem uma cara séria e uma voz de trovão. Esse mesmo, o da Foz do Arelho. Antes ainda passámos pela Lagoa de Óbidos, que nos sorriu agradada com a visita.

E depois fomos pela estrada Atlântica, até Salir do Porto e depois São Martinho do Porto.

Contei que Salir era a praia da nossa infância. Íamos no "Comboio-Correio", quase sempre lotado de veraneantes, nesses longínquos anos sessenta. Claro que mal crescemos um palmo, tanto eu como o meu irmão e os amigos do bairro, elegemos a Foz do Arelho, como a "praia da nossa vida"...

Já em São Martinho do Porto fui contando à nossa "estreante" no Oeste, que esta praia além de ser a "banheira das duquesas", era o espaço de eleição dos "betinhos", tanto do Oeste como da Capital. Além deste pormenor, eles perceberam que aquele Mar era mais "sujo". Acrescentei que também era mais sonso, não tinha nada a ver com a Foz do Arelho...

E depois foi o regresso a casa.

Quando comecei a escrever estas notas de viagem, pensava que "somos, mas já não somos", destes lugares, mesmo que eles fiquem para sempre, dentro de nós...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


quarta-feira, março 24, 2021

Nem Isso é Vantagem (pelo menos no nosso país)


Nestes tempos "amarelos", passo os dias rodeado de papéis, alguns também já de cor amarelada (os jornais gostam de ir mudando de cor...). Vou lendo, arquivando e deitando fora, mas há sempre um ou outro pormenor que fica. Embora a política seja o que menos me desperta interesse, acabo por fazer algumas ligações, que parecem ter ficado mais óbvias, à distância de vinte e mais anos.

Tenho bastantes recortes do jornal da minha cidade natal (Gazeta das Caldas), que me fazem perceber o quanto foi nefasta a perpetuação no poder de um senhor com o mesmo apelido do nosso primeiro-ministro como presidente de Câmara. O quanto se perdeu por teimosia, burrice e arrogância política...

Nem a situação geográfica das Caldas, bem no centro do Oeste - com as cidades de Peniche, Nazaré, Alcobaça e Bombarral a pouco mais de vinte quilómetros e as praias da Foz do Arelho e São Martinho do Porto a pouco mais de dez e Óbidos a cinco (manteve com este Município e com o seu presidente uma "guerra" aberrante, desbaratando o muito que foi feito pelo desenvolvimento da Vila, e eram da mesma força política...) -, foi aproveitada para manter e desenvolver a sua notória importância comercial, turística e cultural.

Se fôssemos um país normal, pessoas como este senhor, que se perpetuavam no poder entre os vinte e os trinta anos (abençoada lei que fixou o número máximo de mandatos autárquicos...), não poderiam fugir das suas responsabilidades, do muito mal que fizeram às suas terras. Ou seja, era impossível "empurrarem" a culpa para os outros, porque muitos dos erros cometidos estão fixados no tempo e na história.

Mas como todos sabemos, nem o facto de se conhecer os responsáveis pelos muitos "desmandos", que se fizeram de Norte a Sul, é uma vantagem no nosso país, onde continua a reinar a impunidade (muito graças à nossa justiça e ao nosso poder político...).

Nota: texto publicado originalmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


terça-feira, agosto 06, 2019

As Saudades do Microclima do Oeste...

Quando li a crónica na "Sábado" de Ângela Marques (de 26 de Julho, que transcrevo uma parte), não pude deixar de sorrir e de sentir saudades do fresquinho das noites de Julho e de Agosto no meu "Oeste", quase sempre a pedir mais qualquer coisa que uma simples camisa no corpo.

«Habituámo-nos – bolas, até fizemos disso piada. Este ano, quando meti a sexta a caminho do Oeste com a mala do carro cheia porque quem sai aos seus não degenera, virei-me para a minha mãe e disse-lhe: esta terra não existe. É que enquanto o resto do País se queixava que este ano o verão anda tímido, no Oeste o sol brilhava. A minha mãe disse o que sempre disse para nos defender do medo das alterações climáticas: "É o microclima, filha".»

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 12, 2019

Uma Primeira Etapa, que Começou no Oeste...

O dia estava mais cinzento que hoje. 

Pois estava, o Sol nem sequer estava com grande disposição para brincar ao esconde esconde, como tem feito desde manhã.

O meu saco estava ligeiramente pesado (roupa para cinco dias mais saco cama...), mas mesmo assim fiz o percurso habitual. Caminhei na direcção da Praça da Fruta, por que era preciso visitar o turismo, para colocar os primeiros carimbos nas "credenciais de peregrino". Como não podia deixar de ser, ainda fiz uma "visita de médico" pelo Parque.

E depois almocei com a mãe. A tia também apareceu e depois foram as despedidas, porque era tempo de me fazer à estrada...

O Vitor, o Nuno e o Alfredo tinha partido logo de manhã, de bicicleta. Não fazia ideia onde nos poderíamos encontrar. Fiz a primeira paragem em S. Martinho do Porto e a segunda no Sítio da Nazaré (para beber café e para a segunda série de carimbos...).

Ainda parei mais quatro vezes nas praias de Paredes de Vitória, São Pedro de Moel, Praia da Vieira e Pedrogão. E foi na quinta paragem que nos encontrámos, ocasionalmente, na Lagoa da Ervideira, ainda a alguns quilómetros do final da primeira etapa (Figueira da Foz) da Peregrinação entre as Caldas da Rainha e Santiago de Compostela.

domingo, maio 05, 2019

Homenagem à Resistência e Liberdade em Peniche

Hoje fui almoçar com a minha mãe e o meu irmão às Caldas.


Mas antes passei pelo antigo Forte de Peniche, transformado (muito bem...) em Museu Nacional da Resistência e Liberdade.

E lá estavam os 2510 nomes dos prisioneiros, que passaram por este presídio político de 1934 a 1974 (e lá estava o nome do meu avô...).

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, dezembro 08, 2018

O Rumo das "Viagens"...


O rumo das "Viagens", ainda que ligeiramente incerto, continua a ser o Oeste, pelo menos de alguma actualidade, e claro, memórias...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 10, 2018

Henrique, Poeta e "Velocista" do Oeste...


Acabei de ler há poucos dias o livro de contos curtos, "A Festa dos Caçadores", de Henrique Manuel Bento Fialho. São mais de cem histórias, quase todas do quotidiano, dele e nosso, onde nos vão surgindo, página a página, "pessoas", "cromos", "acontecimentos", "citações", "teorias", "desabafos"... Quase sempre coisas que tropeçam em nós diariamente e que por falta de talento ou de vontade, não as transformamos em literatura, da boa, como aconteceu com o Henrique. 

Estive indeciso, se havia ou não de escrever, sobre este livro, que é a continuação de outro, com menos páginas ("Call  Center"), porque estou longe de ser crítico literário. Apenas posso dizer se gosto ou não, sem entrar muito na "desmontagem" das suas histórias, quase sempre bem escritas e imaginadas.

Mas há algo que quero referir. Ainda bem que o Henrique prefere ser, além de poeta, um "velocista" neste mundo das literaturas. Sim, ele começa e acaba as histórias mais depressa que o tempo que o diabo demora a esfregar um olho, e ainda bem. Agarra o momento, escrevendo apenas o necessário (já a minha avó dizia que "a palha é para a burra"...), o que interessa e cabe em cada uma das suas histórias deliciosas. E não esconde nenhuma palavra, mesmo as que alguns "puristas" acham de "mau gosto". 

Porque a vida é isso mesmo, uma "casa" cheia de cenas de gosto duvidoso...

segunda-feira, outubro 30, 2017

«Então quer dizer que vives mesmo em Almada?»

De vez enquanto cruzo-me com um rapaz que conheci nas viagens que fazíamos de comboio entre Caldas e Lisboa, há mais de trinta anos (quando este era o transporte por excelência de uma boa parte das pessoas do Oeste, porque o "expresso" saia à tarde e não havia um carro ou dois por lar... Foi antes de sermos "europeus" e do "cavaquismo"...).

Ele vinha de S. Martinho (onde tinha casa de férias...) mas era de Almada.

Quando vim morar para Almada (lá vem os trinta anos, como o tempo passa...), passei a encontrá-lo mais vezes pelas ruas da Cidade. Trocávamos palavras de circunstancia (como ainda trocamos...), mas nunca nos tornámos próximos.

Foi por isso que estranhei que hoje, quando nos cruzámos, ele me tenha perguntado, se ainda tinha ligações às Caldas. Disse que sim, de vez enquanto ia almoçar com a minha mãe e o meu irmão. Ele estranhou e fez a pergunta parva da ordem: «Então quer dizer que vives mesmo em Almada?»

Disse que sim e lá continuámos o nosso caminho...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 01, 2017

Armando Silva Carvalho Procurou Abrigo na Sombra do Mar...


Soube do desaparecimento do Poeta pelo Henrique, na sua “Antologia do Esquecimento" depois passei pelo site do ”Público”, onde fiquei a saber mais pormenores através da notícia que transcrevo:

«O poeta Armando Silva Carvalho morreu esta quinta-feira de manhã, aos 79 anos, no Hospital Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, na sequência de um cancro de pulmão. O corpo será velado a partir das 15h30 em Olho Marinho, no concelho de Óbidos, onde o escritor nasceu, e o funeral está marcado para sexta-feira às 17h30, também em Olho Marinho. A missa será celebrada pelo seu amigo, e também poeta, José Tolentino Mendonça.
Nascido em 1938, Armando Silva Carvalho estreou-se há mais de 50 anos, em 1965, com  Lírica Consumível. Venceu com ele o Prémio de Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores. A Sombra do Mar, o último a chegar às livrarias, em 2016, foi distinguido com o Grande Prémio Casino da Póvoa na edição deste ano do Correntes d' Escritas. Trata-se, possivelmente, do seu melhor livro desde Lisboas (2000) — pelo meio houve títulos como O Amante Japonês (2008), Anthero Areia e Água (2010) ou De Amore (2012).»

Ia escrever que a poesia do Oeste tinha ficado mais pobre, mas é apenas mais um lugar-comum, que até pode ser mentiroso.

Não seria nada do outro mundo que o desaparecimento do Armando Silva Carvalho despertasse no mínimo curiosidade sobre a sua obra poética…

(Fotografia de Autor Desconhecido)

quinta-feira, maio 11, 2017

Às Vezes Penso Voltar...

Às vezes penso voltar às minhas origens...

Digo a mim próprio que há muito espaço para as minhas divagações, mesmo que me esteja a iludir.

Não é só o mar que tem mais ondas. Há também os campos quase abandonados, que parecem oferecer a possibilidade de andar quilómetros e quilómetros sem me cruzar com a gente que se acotovela em prédios altos e largos.

Sei e sinto que devia voltar.

Só não sei se vou ter tempo...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 22, 2016

O Natal e as Viagens, Quase Paradas...


Escolhi esta fotografia da Norma Shearer (provavelmente de George Hurrell), por de alguma forma, representar (pelo menos para mim...) indefinição, espera...

O mesmo se tem passado com as "Viagens pelo Oeste". Sem encontrar uma explicação palpável, é um facto que estou mais distante da cidade onde cresci.

Noto isso também quando recebo a "Gazeta" em casa. Dantes abria-a logo à sexta e dava-lhe uma primeira passagem. Agora, muitas vezes nem na segunda-feira é retirada do saco de plástico...

Espero que seja apenas uma fase.

E Boas Festas para todos os que passam por aqui, com ou sem raízes no Oeste. 

segunda-feira, setembro 19, 2016

Óbidos Cidade do Mundo


Ontem tive uma conversa sobre o Fólio de Óbidos, em que me diziam que também deveria haver uma vertente local, do Oeste.

Eu achei logo que não. Este Festival Literário quer ser um pouco como a Vila de Óbidos, que ultrapassa há muito as fronteiras do Oeste e é uma "Localidade do Mundo", que recebe turistas de todos os continentes, diariamente.

Por isso é que vêm escritores do mundo, que se juntam aos nossos "craques" das letras...

Não sei se consigo passar por lá esta semana. Talvez tente na sexta. Vamos ver como corre a semana.

sábado, setembro 03, 2016

"A Vila e os Campos"


O Oeste está bem presente na minha exposição, "Blue & Yellow", que vai ser inaugurada daqui a uma hora e alguns minutos. 

Além das Caldas (com a Praça da Fruta e o Parque), surge também a Lagoa de Óbidos, Foz do Arelho e Óbidos...

"Baptizei" esta fotografia de "A Vila e os Campos"...

(Fotografia Luís Eme)

quinta-feira, junho 30, 2016

Continuar, Continuar... Porque Sou do Oeste...


Nunca pensei em fechar as minhas "Viagens pelo Oeste". embora reconheça que seja cada vez menos assíduo.

Já escrevi por aqui muitas memórias, às vezes até me devo repetir. E embora não tenha a "caixa de recordações" vazia, para lá caminha...

Também não me apetece muito falar do dia a dia. Isso acontece porque não tenho uma ligação fácil com os "poderes" da minha Cidade Natal, muito menos me apetece passar o tempo a dizer mal disto e daquilo (até porque é algo que nunca foi muito saudável...), de quem se põe a jeito quase diariamente.

O resultado tem sido o "espaçar" cada vez mais as postagens...

Houve uma altura que tinha pensado escrever sobre o centenário do Caldas Sport Clube, "100 postas". Mas cedo percebi que seria muito difícil chegar a essa "marca", por falta de tempo para investigar, ausência de imagens, e sobretudo por morar numa outra Terra. Neste caso a falta de proximidade foi o grande motivo para apenas chegar às 34 postas.

Mas vou continuar. Quero continuar...

Sou do Oeste.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 24, 2016

As Caldas e a Feira de S. João


Não me dá nenhum  prazer falar dos "tiros nos pés" que os governantes da minha Cidade Natal têm dado nos últimos trinta anos (para não recuar mais no tempo).

Nunca foram capazes de acompanhar o progresso, de perceber as potencialidades de uma Terra única, devido ao seu próprio encanto, mas também por ser naturalmente a "capital do Oeste", já que geograficamente está no centro de uma das regiões mais agradáveis de visitar (Óbidos, Peniche, São Martinho do Porto, Nazaré ou Alcobaça...).

Mas quando tivemos um presidente incapaz de aproveitar as boas iniciativas do Município de Óbidos para trazer mais pessoas à Cidade (e eram ambos da mesma força política...), não podíamos esperar que explorasse ao longo de todo este tempo a cerâmica, a fruta, a gastronomia, a beleza natural caldense e até os vários museus existentes...

Apesar de ele ser um populista, também as festas populares foram desvalorizadas. Lembrei-me de tudo isto porque na minha infância as Caldas tinham a Feira de S. João,  que decorria nesta altura, que embora fossem uma miniatura da do 15 de Agosto, eram o encanto da pequenada...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Caldas SC: Os Grandes "Derbys" do Oeste (22)


Penso que o primeiro grande rival do Caldas no Oeste, foi o Torriense, até por o Clube de Torres Vedras ter sido contemporâneo da equipa caldense na Primeira Divisão.

Durante anos e anos, este "derby" enchia o Campo da Mata, sempre com o resultado incerto, tal como acontecia num Benfica-Sporting, na Capital.

Na minha adolescência esta rivalidade mantinha-se, mas não era a mais forte. Estou comvicto que nos anos setenta e oitenta o grande rival do Caldas foi o Peniche. Grandes "batalhas" foram travadas entre estas duas bandeiras de uma região, muitas vezes de forma exagerada.

Houve outras rivalidades (G. Alcobaça, Nazarenos, Bombarralense), mas nenhuma tão intensa como estas duas.

Foi por isso que gostei de ver o Peniche a intrometer-se nos primeiros lugares juntamente com o Caldas, na série F do Campeonato Nacional de Seniores.

Desde que estas rivalidades não sejam exacerbadas até ao exagero, podem contribuir para o crescimento dos clubes, que vivem sobretudo da paixão dos seus associados e simpatizantes.

domingo, outubro 18, 2015

O Fólio de Óbidos


Ainda não falei por aqui do Fólio, mais por falta de dados que por outra coisa (não é por isso que me vou associar ao "facebook"...).

Tenho a sensação de que este Festival Literário está virado sobretudo para o exterior (que pode estar errada...), aproveitando todas as potencialidade turísticas desta "Vila-Museu" para a colocar nos calendários internacionais da literatura.

Também estranho que gente que escreve, fisicamente mais próxima que eu de Óbidos (sim estou a falar de vocês dois, Cristina e Henrique...), ainda não tenha escrito uma linha sobre o Festival, mesmo que fosse crítica.

Nem sequer sei se este Festival contribui para a felicidade dos leitores e escritores do Oeste. Espero que sim, pelo menos dos primeiros.

segunda-feira, julho 13, 2015

Fiquei no Mínimo Curioso...


Soube há pouco que a baía de S. Martinho do Porto inspirou mais um livro: "São Martinho do Porto, Momentos...".

O texto é de Filipa Vera Jardim e as imagens de Pedro Soares de Mello.

É uma obra que me deixou curioso e quero conhecer, numa livraria perto de mim.