quinta-feira, novembro 26, 2020

Ficar por ali, Parado, a ver o Jardim mais Bonito de Salir de Matos...


Na minha visita a Salir de Matos dei um passeio pelo exterior do agora Centro Paroquial, para tirar uma dúvida. Queria saber se ainda era possível identificar o local exacto onde ficava o jardim do avô e a casa da avó (não deixa de ser engraçado, o jardim sempre foi do avô e a "casa" da avó...).

Fiquei feliz por ainda existirem as duas portas que ficavam em frente às escadas que nos transportavam para o jardim, que o avô cuidava com muito amor (nos intervalos da sua vida de agricultor era jardineiro...).

Sim era mesmo ali...

Depois parei no tempo e recordei os domingos de manhã em que andava por ali, a ver as pessoas de outras aldeias a passarem, a caminho da missa. Quase todas elogiavam o jardim do avô, invejando uma ou outra flor, provavelmente mais difícil de encontrar e a gerar alguma "cobiça"...

(Fotografia de Luís Eme - Salir de Matos)


quarta-feira, novembro 25, 2020

Viagem pela Memória na Ambrósia


Fez-me confusão passar por aquela que era a maior fazenda do meu avô, e vê-la transformada num autêntico matagal.

Senti alguma curiosidade em ver se descobria os poços de areia, que depois de esvaziados pela rega do avô durante o Verão, voltavam a ficar cheios em poucas horas... Mas foi uma tarefa impossível com tamanho silvado a toda a volta da "baixa" da Ambrósia, onde o avô semeava tomates, pepinos, pimentos, feijão verde, melões e melancias...

Mesmo assim consegui recuar no tempo e ver-me com o meu irmão a brincarmos pelos regos labirinticos, que o avô ia enchendo de água, água que circulava como se fossem pequenos rios... Entusiasmados com as nossas brincadeiras, lá pisávamos, uma ou outra vez o que não devíamos e ouvíamos a reprimenda do avô...

(Fotografia de Luís Eme - Salir de Matos)