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quinta-feira, abril 19, 2018

Caldas SC: Qualidade e Dignidade


Desta vez não consegui bilhetes (a procura foi mais que muita nas Caldas e o espaço nas bancadas do Campo da Mata foi encurtado...), mas não perdi a transmissão televisiva durante os primeiros noventa minutos.

Vi o jogo na minha Incrível Almadense e achei curioso o facto de todos os espectadores estarem a torcer pelo Caldas. O "David" enfrentava o "Golias" e não se notou qualquer diferença no tempo regulamentar de jogo.

Como a sala foi enchendo para o Sporting-Porto, que se seguia (o prolongamento foi relegado para um dos outros canais da Sport tv...), fui para casa, onde assisti à reviravolta do jogo, praticamente sem imagens.

A derrota pela margem mínima não retira nada à dignidade e valentia demonstrada por uma equipa do terceiro escalão, muito menos encorpada que o adversário, que não parecia do primeiro escalão do nosso futebol, graças à réplica do Caldas, que queria muito estar no Jamor, e não foi inferior no tempo normal de jogo.

Ou seja, nem faltou muito para o sonho se tornar realidade...

Parabéns a todos. Jogadores, treinadores e dirigentes. Pintaram de dourado mais uma página da história do Caldas SC e das Caldas da Rainha.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, fevereiro 17, 2018

"Os Loucos de Lisboa (e "Menina Nua"...)


As "Viagens" não ficaram esquecidas nesta minha vontade de divulgar os poemas do meu caderno, "Praça Miguel Bombarda". 

Escolhi o poema, Os Loucos de Lisboa", que está ilustrado com a fotografia, "Menina Nua", do nosso Parque e da minha exposição, "Arte com História e com Gente".


os loucos de lisboa
  
no início eram apenas três
mas foram aumentando
vêm de todo o lado
até do café gelo
e de outras tertúlias
presas por um fio
ao passado

o mais giro é o pacheco
primo do rapaz dos vintes
dos livros e da comunidade.
mas todos eles escrevem poemas
e desenrascam-se bem
a pintar a realidade
com os cheiros e as cores
que só são conhecidas
pelos poetas de verdade

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 16, 2016

O Conselho da Cidade


Embora continue sem saber muito bem qual o papel que o Conselho da Cidade tem no dia a dia das Caldas da Rainha, fico satisfeito por saber -  via "Gazeta" - que existem duas listas para os Corpos Gerentes deste órgão caldense.

Não conheço as pessoas das duas listas (alguns de nome, por serem "sumidades" da Cidade, outras nem isso...), mas penso que uma lista representa a continuidade (o que foi ou não foi feito...) e a outra a diferença.

Mesmo que possa existir alguma "cisão" ou mesmo "birra", para quem está a cem quilómetros de distância, isto é a democracia a funcionar.

Só espero que as Caldas fiquem a ganhar e que o Conselho da Cidade seja mais do que tem sido até agora.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 08, 2016

Caldas SC: Duas Más Notícias na "Gazeta" (32)


Hoje a ler a "Gazeta das Caldas" fui surpreendido com duas más notícias relativas ao principal clube da Cidade, o histórico Caldas Sport Clube, cada vez mais perto de festejar o centenário.

A primeira foi sobre a Assembleia Geral Eleitoral do Clube, que apesar de estar com boa saúde financeira (as últimas direcções conseguiram reduzir o passivo...) e de estar quase em festa, não apareceram candidatos. Não deixa de ser curioso, que num momento festivo, não apareça ninguém que queira ficar "na fotografia", como o Presidente do Centenário.

A segunda notícia é de uma extrema gravidade. Um jogador da equipa dos juniores agrediu o árbitro no último jogo com uma cabeçada, após a sua expulsão. O jogo acabaria aqui (aos 40 minutos de jogo), já que o árbitro não ficou em condições físicas para continuar a partida. 

Embora o jovem jogador se tenha mostrado arrependido nas redes sociais e pedido desculpa ao juiz da partida, espero que seja punido exemplarmente.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, dezembro 14, 2014

A Vitória de Victória


A nadadora do S.I.R. Os Pimpões, Victória Kaminskaya, alcançou uma medalha de ouro e outra de prata numa prova internacional disputada na Holanda, em Amesterdão.

Não sei quase nada dela, a não ser que é uma excelente nadadora (penso que melhor em provas de fundo...), cujos pais se fixaram na sempre bonita cidade das Caldas da Rainha.

Curiosamente estive a ler uma "Gazeta" (de 5 de Dezembro), para ver se sabia mais coisas da Victória e reparo que ela (segundo a notícia...) falhara os Campeonatos Distritais de Piscina Curta por lesão, disputado na nossa Terra.

Ainda bem que não estava lesionada e que se estava a preparar para outros voos, mais internacionais.

E claro, parabéns para a Victória e para "Os Pimpões".

(foto do site da "A Bola)

segunda-feira, junho 24, 2013

A Feira de S. João


Uma Cidade governada por políticos incapazes de aproveitar as suas potencialidades, mais tarde ou mais cedo, acabará reduzida ao quase vazio.

A única possibilidade que terá de resistir a esse marasmo, é possuir uma população activa e inovadora, capaz de fazer muito com pouco, contrariando e contornando os obstáculos oficiais.

Mas, infelizmente os movimentos colectivos nunca foram o forte das Caldas da Rainha, que nunca foi aquilo se poderá chamar uma Cidade Associativista.

Na minha infância passada nas Caldas, num tempo sem grandes diversões, havia dois momentos altos durante o ano, as Feiras de S. João e a de 15 de Agosto, que enchiam a cidade de forasteiros.

Penso mesmo que o 15 de Agosto sempre foi o dia grande da Cidade, pelo menos em movimento de gentes e em riqueza económica local.

Com a constante mudança de lugares e a sua banalização como acontecimento social e cultural, a Feira de S. João acabou por ser "apagada" do calendário das festas. E a Feira de 15 de Agosto, lá vai resistindo, mas sem fulgor e sem a modernidade desejada, que a ajudasse a acompanhar os tempos...

Hoje, dia de S. João, olhei para a minha Cidade, cada vez mais triste, que precisa tanto de uma mudança...

Mudança que já deveria ter acontecido há pelo menos uma década.

Claro que a responsabilidade não pode ser exclusiva do quem está no poder. Quem tem estado na oposição, tem andado claramente a "dormir", pelo menos nos últimos vinte anos.

E quem tem sofrido é a nossa Cidade, que já foi das mais importantes do país...

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Os 75 Anos dos Pimpões


Os "Pimpões" festejaram ontem a bonita idade de 75 anos.

É o grande clube do Bairro da Ponte, que tal como todos os outros bairros da cidade perdeu fronteiras e hoje é quase só Cidade.

Na infância e adolescência sentia alguma inveja por o meu bairro (bairro dos Arneiros, que hoje está praticamente colado...) não ter nenhum clube recreativo como os "Pimpões".

Alguns dos meus amigos da escola primária tinham ligações familiares a esta colectividade, que sempre primou pela diferença, privilegiando a cultura, através da música e do teatro.

Até a escolha do seu nome tem uma bonita história, já que se inspirou num dos vários jornais humorísticos  de Rafael Bordalo Pinheiro, o "Pimpão".

Parabéns a todos aqueles que dão vida a esta Colectividade, que fica numa rua que me é cada vez mais familiar. 

domingo, julho 03, 2011

O Abandono...


Não sei porquê, sei apenas que está completamente abandonado o campo de futebol no final do Bairro dos Arneiros e era (penso que ainda deve ser...) do Futebol Clube das Caldas, a 31ª filial dos "Dragões".

Pensar que esfolei por lá os joelhos e dei cabo de algumas sapatilhas...

O mais curioso foi esta colectividade caldense não ter aproveitado o crescimento do F.C. Porto como grande potência nacional e até mundial.

segunda-feira, outubro 08, 2007

A Influência do Ambiente Onde Vivemos

Olho para o meu dia a dia em Almada e percebo o quanto os ambientes locais nos podem influenciar...
Um dos bons exemplos é a relação que tenho com as Colectividades do Concelho.
Sou sócio de sete colectividades populares. Claro que só me sinto verdadeiramente atraído, por duas delas, a SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
Enquanto vivi nas Caldas nunca fui sócio de nenhuma Associação, desportiva, recreativa ou outra coisa qualquer.
Às vezes penso que fui influenciado pelo lado anarquista do meu pai, que sempre o afastou de clubes, partidos ou outros grupos colectivos. Gostava de pensar pela sua cabeça e de caminhar com os seus próprios pés...
Mas mais importante que a sua influência, foi o ambiente da cidade, muito pequeno-burguês, pouco dado aos orgulhos colectivistas que ainda hoje se vivem em Almada.
Quando descobri a Incrível Almadense - que está quase a fazer cento e sessenta anos -, fiquei encantado com o seu passado de luta e com tudo o que tinha dado a largos milhares de pessoas. E não resisti, fiz-me sócio.
A SCALA é uma história diferente, tem muito a ver com a minha paixão pelas artes e letras, e claro, com alguns amigos que tive o prazer de conhecer...
A sabedoria popular bem nos diz: «Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.»
Mas chateia-me pensar, que se vivesse nas Caldas, provavelmente, nem sequer seria sócio dos Bombeiros Voluntários da Cidade...

A fotografia que ilustra este texto é do começo do século XX e mostra-nos o Mercado das Caldas...

sexta-feira, outubro 06, 2006

O Conjunto Cénico Caldense



Sempre me lembro de ouvir falar do Conjunto Cénico Caldense como uma Associação completamente inovadora na Cidade das Termas.
Quando era mais pequenote, cheguei a pensar que se tratava simplesmente de um conjunto musical (iludido pelo nome...), daqueles que animavam os bailes das colectividades.
Alguns anos mais tarde descobri que o CCC tinha sido uma verdadeira colectividade cultural das Caldas da Rainha, que além do seu excelente grupo teatral, possuía uma mão cheia de animadores que promoviam tertúlias literárias, saraus musicais, exposições artísticas e evocativas, sessões de cinema, entre outras actividades de âmbito cultural e associativo.
Gostei bastante de ler o Caderno Especial que a “Gazeta das Caldas” lhe dedica esta semana, com vários testemunhos, todos elucidativos do que foi a vida do CCC. Os recortes que ilustram as páginas são a melhor prova da sua diversidade artística.
Depois de folhear e ler este suplemento, fiquei com a sensação de que as Caldas da Rainha tinham muito mais dinamismo cultural nos anos cinquenta, sessenta e setenta, que na actualidade.
Lamento que o CCC tenha sido engolido pelo calor da Revolução de Abril... e que não tenha tido um único substituto à altura, nos últimos trinta anos.
Assim como lamento o que fizeram à Casa da Cultura e ao Cine-Teatro Pinheiro Chagas.
Quando misturam política com cultura, a Cultura fica sempre a perder... porque será?
Prometo voltar a estas duas instituições, um dia destes, sobre as quais continua a existir um silêncio, quase absurdo.