A Fábrica de Cerâmica Bordalo Pinheiro tem aparecido nos jornais e televisões pelas piores razões, tão habituais neste tempo de crise, em que se criou o hábito de se despejarem as pessoas para a rua, como se fossem objectos.
Para mim só existe uma salvação para a fábrica centenária e histórica, transformá-la numa fábrica-museu de corpo inteiro. Ou seja, além de continuar a produzir as suas peças únicas, com loja própria, que deveria ser o único lugar do país onde se pudessem adquirir as peças com o traço de Rafael (contando com o apoio do Município e até do Ministério da Cultura, já que poderia ser um importante pólo de desenvolvimento turístico e comercial da cidade...), passava também a dar uma maior importância ao turismo cultural, organizando visitas guiadas ao seu interior, criando ainda dois ou três "circuitos do barro artístico", que poderiam ter como passagens obrigatórias os Museus da Cerâmica e José Malhoa, e ainda algumas artérias da cidade que conservam vestígios bordalinos (as que ainda não foram vandalizadas...).
Provavelmente posso estar a repetir o que alguém já tenha dito, mas para mim, este é o melhor aproveitamento que se pode fazer de um espaço que é uma mais valia cultural das Caldas.
Aconselho-vos também a passarem pelos "Cavacos" da Isabel, para terem uma maior noção do que se esconde por detrás desta fábrica...
Esta foto da Fábrica Bordalo Pinheiro é de 1897...



































