quarta-feira, agosto 26, 2015

Ausência em Agosto


Reparo agora que consegui passar o Agosto sem pôr os pés nas Caldas.

Podia dizer que o tempo correu mais rápido do que devia... mas os minutos, as horas e os dias continuam iguais. Nós é que vamos ficando diferentes.

E entre outras coisas,  nem sempre fazemos o que queremos...

terça-feira, agosto 18, 2015

Meu Querido 15 de Agosto


Nos últimos anos temos passado o 15 de Agosto nas Caldas. Este ano não aconteceu. Talvez possa por isso ser considerada uma daquelas excepções que confirmam a regra...

Claro que já não há feriados como os da minha infância, com a tradicional Feira a encher a Mata da Rainha, com as idas ao circo dos sempre divertidos palhaços montado no pelado do Caldas (as crianças riem-se por tudo e por nada e ainda bem...), uma vez ou outra a entrada de mão dada com o avô, grande aficionado, na praça de touros (o Chibanga era inesquecível, por tourear de joelhos...).

Tudo isto me parece ficção, mas se visitar os jornais da época, descubro que aconteceu mesmo...

Mas o mais me falta são as pessoas. E não são só os amigos. Lembro-me especialmente do pai e dos avós maternos...

O óleo é de Ceci Fernandez Quintana.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Dribles na Primária


Ao ler o Dinis Machado, das crónicas de futebol, mesmo sem ter a ver, lembrei-me que rente à escola primária costumávamos jogar futebol com uma pedra da calçada, de sarjeta a sarjeta.

Novitos não pensávamos nos buracos que as pedras faziam nas nossas botas de cabedal, muito menos que com cada golo que metíamos, estávamos a entupir a sarjeta-baliza rente à escola primária do Bairro da Ponte.

E que saudades do Dinis, um homem simples, que nunca se deslumbrou com nada, nem mesmo com o Molero...

quinta-feira, julho 16, 2015

"Quico" na Taça Davis


O caldense Frederico Silva integra uma das melhores selecções de sempre de ténis, que no próximo fim de semana vai defrontar a Finlândia em Viana do Castelo, para a Taça Davis.

Fazem parte da selecção orientada por Nuno Marques: João Sousa, Gastão Elias, Rui Machado e Frederico Silva (primeiro da esquerda).

segunda-feira, julho 13, 2015

Fiquei no Mínimo Curioso...


Soube há pouco que a baía de S. Martinho do Porto inspirou mais um livro: "São Martinho do Porto, Momentos...".

O texto é de Filipa Vera Jardim e as imagens de Pedro Soares de Mello.

É uma obra que me deixou curioso e quero conhecer, numa livraria perto de mim.

quinta-feira, julho 09, 2015

A Fonte dos Namorados


Durante a passagem pelas Caldas, houve uma manhã dedicada ao "ciclismo", num passeio a três, com o meu irrmão e o meu filho.

Fomos até à Foz do Arelho, sem pressas e com algumas paragens aqui e ali.

Na viagem de regresso parámos na famosa "Fonte dos Namorados", no centro da Vila da Foz, que era ponto de paragem obrigatória para nos refrescarmos, nas quase corridas de bicicleta da adolescência com alguns amigos inesquecíveis.

domingo, julho 05, 2015

Duas Praias Tão Diferentes


Apenas numa manhã visitámos duas praias, a Foz do Arelho e São Martinho do Porto.

Na primeira fomos recebidos pelo frio e pelas nuvens quase escuras.

Como a "Estrada Atlântica" estava ali à mão, lá fomos até à Baía de S, Martinho. Ainda parámos em Salir do Porto, com o rio resumido a um fio de água, mas só para ver as vistas.


Felizmente o Sol tinha aparecido (às vezes escondia-se atrás das nuvens mas nada de preocupante) e passámos ali o resto da manhã. 

Mas aquela areia e aquela água não têm nada a ver com as minhas boas memórias balneares. Talvez seja demasiado "rústico" para areias tão finas... 

Ou então é algo ainda mais simples, o mar que aprendi a amar desde a infância foi o da Foz do Arelho, que além da sua linguagem selvagem tem uma areia que não se cola aos pés...

sábado, julho 04, 2015

Cirandando pelo Oeste


Foram três dias de viagens, apesar do tempo incerto rente ao oceano (nem faltaram banhos no Atlântico gelado), de muitas conversas (mais em família que entre amigos...) O tempo nunca deu para tudo (e agora ainda é mais curto)...

O jardim dos tios Zé e Lurdes continua a ser o mais bonito de Salir de Matos.

segunda-feira, junho 29, 2015

Viagem pelo Oeste


Vou finalmente passar uns dias no Oeste.

Espero ter tempo para ter tempo.

Só assim será possível ir ao campo e ao mar... e passear pela cidade.

segunda-feira, junho 22, 2015

O Verão Mais Fresco do Oeste


Pode parecer estranho, mas das coisas que sinto mais saudades no Verão, é do microclima do Oeste, que faz com que as temperaturas nunca sejam tão elevadas como as a Sul do Tejo, por exemplo.

Sei que a maresia e o nevoeiro não são das coisas mais agradáveis para quem está de férias, mas que bom que é sentir a frescura do Verão a Oeste...

quinta-feira, junho 11, 2015

Caldas: a Cidade Real e a Cidade Imaginária


Hoje de manhã enquanto conversava com um amigo sobre Almada começar a estar "irrespirável", disse que gostava de voltar para as Caldas, mesmo que não fosse a tempo inteiro. Até porque talvez o meio tempo fosse o ideal.

Ele disse-me que a Cidade em que eu penso, pode não existir. Isso acontece muitas vezes...

Sorri, sem querer entrar em mais pormenores ou discutir as diferenças entre a tal cidade real e a imaginária.

A única coisa que sei é que preciso de mudar, preciso de ir para um lugar onde esteja menos envolvido física e emocionalmente, onde não sinta tanto na pele as injustiças diárias protagonizadas por quem se limita a usar apenas a carapaça dos "justos".

Talvez ainda seja possível regressar a uma certa Lisboa e usar Almada quase apenas para dormir...

quinta-feira, junho 04, 2015

Caldas SC: A Família Vala (13)


O outro "clã" futebolístico do meu bairro foi  a família Vala (já não vivem lá...).

Cresci a ver e a admirar o Vitor no pelado do Campo da Mata (muito mais que o José...). Ele jogava a extremo e além de ser rapidissimo, era daqueles jogadores que se costuma dizer "deixam tudo em campo". E  embora não fosse um goleador nato, marcava golos decisivos...

Os filhos dos dois irmãos seguiram-lhes as pisadas, com alguma naturalidade.

Sérgio, o filho de Vitor, mais como treinador das camadas jovens do Caldas. José Vala (herdou o nome do pai) foi um bom jogador da equipa principal durante várias épocas (um pilar na defesa). Depois foi treinador adjunto e após uma "chicotada psicológica" ascendeu a treinador da equipa principal. Não teve muito sucesso (o que é normal para quem foi apenas uma solução de recurso e ainda por cima "prata da casa").

José Vala (na fotografia) continuou a sua carreira de treinador como técnico da Associação de Espeleologia de Óbidos, que milita nos campeonatos regionais, mas pelo que tenho conhecimento trata-se de uma equipa com algumas ambições e com excelentes condições de trabalho.

O mais curioso é que pensava que o José era bastante mais novo que eu. E afinal só tem menos dez anos. Lembro-me de me cruzar com ele de mão dada com a mãe, mas podia eu ter dezasseis anos e ele apenas seis...

Não me posso esquecer que deixei as Caldas com  dezoito anos...

Adenda: O comentário de José Vala (que agradeço) explica o quanto é perigoso escrever apenas de memória, sem consultar as fontes (imprescindíveis para qualquer trabalho). Embora o meu erro (na árvore genealógica) não seja de palmatória, explica que uma boa conversa ou pesquisa é sempre importante, para retirar qualquer dúvida que surja, mesmo na blogosfera...

sábado, maio 23, 2015

Caldas SC: Grilo, Um dos Meus Vizinhos Futebolista do Caldas (12)


Nunca tinha pensado nisso, mas o Bairro para onde me mudei no começo da adolescência, apesar de pequeno (uns anos depois passou de Bairro de Santo António para Rua João de Deus...), tinha vários craques do jogo da bola.

O mais conhecido foi o Grilo, que era uns meses mais velho que o meu irmão e foi internacional júnior, penso que na primeira participação portuguesa num Mundial, no Japão em 1979 (Grilo jogou nos quatro jogos que a selecção fez no Japão) onde fazia dupla no ataque português com Diamantino Miranda, que fez uma belíssima carreira no Benfica e hoje é treinador.

Grilo nessa altura jogava nos juniores do Sporting, onde também jogou com o meu primo (meu homónimo...) e outros jovens como o Justino, o Tomás, o Oliveira, o Rosário, o Rosado, etc.

Era um avançado possante, que marcava golos com facilidade. Foi por isso que assinou contrato como profissional com o Sporting. Acabou por ser emprestado a vários clubes da primeira divisão (lembro-me do Rio Ave e do Académico de Viseu) até "desaparecer" quase do mapa. Ainda regressou ao Caldas, mas por pouco tempo. Acabou por "arrumar" as botas, cedo demais...

Nunca percebi muito bem porque razão não teve sucesso. Percebia-se que era um pouco molengão, talvez lhe faltasse "garra" para triunfar. Também teve algumas lesões, talvez ganhasse medo de "pôr o pé", algo que é essencial para um avançado.

Aliás, quando regressou aos seniores do Caldas, já jogava mais recuado...

Nunca fomos muito próximos para termos a tal conversa, quase de "psicanalista"... 

(Nesta fotografia encontrada na "net", vemos a selecção portuguesa que esteve presente no Mundial do Japão. Grilo encontra-se em baixo, segundo a contar da esquerda, ao lado de Diamantino, capitão da equipa.)

segunda-feira, maio 18, 2015

«Olá Museus da minha Terra!»


Se há algo de que a minha Cidade se pode orgulhar é da existência de muitos museus, alguns com categoria internacional, como são os casos do Museu da Cerâmica e o Museu José Malhoa, onde existem muitas obras da autoria dos dois artistas mais emblemáticos das Caldas da Rainha: Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Se estivesse por aí, de certeza que entrava pelo menos no "Malhoa", para festejar este Dia Internacional dos Museus...

quinta-feira, maio 14, 2015

As Barcas dos Sonhos


Tenho mais de uma dezena de fotografias com as barcas a remos do Parque das Caldas.

Gosto da sua plasticidade, do bom gosto das suas cores.

Claro que eu sou suspeito quando falo do Parque, porque a única coisa que não gosto deste lugar idílico é o desleixo e o abandono que por vezes (que agora são muitas...) parece estar remetido, mesmo sendo o melhor cartão de visita da Cidade.

Era bom que os políticos locais se lembrassem disso amanhã (embora a reflexão não seja um dos seus atributos...).

segunda-feira, maio 04, 2015

Olá Cidade Bela


Ontem fui às Caldas, almoçar com a minha mãe.

Como de costume fiz o passeio habitual pelo Parque e pela Praça da Fruta, para sentir os seus cheiros e olhar as suas cores. 

Desta vez também passei pelo bairro onde cresci, a procura de rastos, de lugares e pessoas...

sexta-feira, abril 24, 2015

Outro Belo Cartaz


Por estarmos quase no dia 25 de Abril, publico aqui mais um belo cartaz, este da Associação 25 de Abril,  para comemorar esse dia memorável da Revolução dos Cravos de 1974.

É um Cartaz simples e bonito, feito por um artista plástico com ligações às Caldas da Rainha, João Santa Bárbara.

sábado, abril 18, 2015

Mais que um Belo Cartaz


O cartaz do "Open Internacional de Ténis Caldas da Rainha" é muito mais que um belo trabalho gráfico.

É a homenagem a um jovem que já é o melhor jogador de ténis do nosso Concelho, de todos os tempos. Ainda bem que ninguém se defendeu com aquelas "tretas" de que o Frederico Silva é muito novo para  ser já a "figura do cartaz".

sexta-feira, abril 10, 2015

Caldas SC: «Estás arrumado como o Caldas.» (11)


Desde a minha meninice que oiço a expressão (quase popular...) quando algo corre menos bem, «estás arrumado como o Caldas».

Embora nunca tenha investigado a sério a origem desta expressão, penso que ganhou "alma" na época futebolística de 1958/59, quando o Caldas Sport Clube se classificou no penúltimo lugar (13.º ), apenas com o Torreense atrás, na sua despedida da Primeira Divisão, após quatro épocas no convívio com os grandes.

A questão que me parece mais premente,  é o porquê do Caldas ser metido nesta expressão popular e não o Torrense?

Talvez tenha acontecido por uma questão de graça e por o Caldas ficar melhor na expressão que o Torriense.

Se dizermos: «estás arrumado como o Torriense», não soa tão bem...

segunda-feira, março 30, 2015

Caldas SC: O " Jota-Jota" no Caldas (10)


Na época de 1980/81, o Caldas teve no seu plantel um dos grandes esquerdinos do nosso futebol, Jacinto João, a "Pérola Negra" do Sado, popularmente conhecido como o "Jota-Jota". Embora estivesse já no  final de carreira, com trinta e seis anos, ainda deu mostras do seu talento, a espaços.

Esta passagem pelas Caldas foi fugaz, mas em Setúbal o "Jota-Jota" continua a ser recordado como um dos melhores jogadores de sempre do Vitória Futebol Clube. É uma das explicações para a existência de uma estátua junto do Estádio do Bonfim, onde deu tantas alegrias aos setubalenses, graças à arte que espalhou nos relvados portugueses, com a camisola listrada do Vitória. Além de fazer magia com a bola, tinha um jeito especial de fintar os adversários, ao ponto de os deixar sentados no relvado...

Morreu relativamente novo, com apenas 60 anos, devido a complicações cardíacas. E claro, como tantos ídolos, viveu o presente sem se preocupar com o futuro, que era já ali, passando por algumas dificuldades nos últimos anos de vida.  Que só não foram piores porque o Vitória e alguns amigos não o esqueceram...

Foi um dos raros internacionais A (por dez vezes) que vestiram a camisola alvinegra do Caldas.