quinta-feira, junho 11, 2015

Caldas: a Cidade Real e a Cidade Imaginária


Hoje de manhã enquanto conversava com um amigo sobre Almada começar a estar "irrespirável", disse que gostava de voltar para as Caldas, mesmo que não fosse a tempo inteiro. Até porque talvez o meio tempo fosse o ideal.

Ele disse-me que a Cidade em que eu penso, pode não existir. Isso acontece muitas vezes...

Sorri, sem querer entrar em mais pormenores ou discutir as diferenças entre a tal cidade real e a imaginária.

A única coisa que sei é que preciso de mudar, preciso de ir para um lugar onde esteja menos envolvido física e emocionalmente, onde não sinta tanto na pele as injustiças diárias protagonizadas por quem se limita a usar apenas a carapaça dos "justos".

Talvez ainda seja possível regressar a uma certa Lisboa e usar Almada quase apenas para dormir...

quinta-feira, junho 04, 2015

Caldas SC: A Família Vala (13)


O outro "clã" futebolístico do meu bairro foi  a família Vala (já não vivem lá...).

Cresci a ver e a admirar o Vitor no pelado do Campo da Mata (muito mais que o José...). Ele jogava a extremo e além de ser rapidissimo, era daqueles jogadores que se costuma dizer "deixam tudo em campo". E  embora não fosse um goleador nato, marcava golos decisivos...

Os filhos dos dois irmãos seguiram-lhes as pisadas, com alguma naturalidade.

Sérgio, o filho de Vitor, mais como treinador das camadas jovens do Caldas. José Vala (herdou o nome do pai) foi um bom jogador da equipa principal durante várias épocas (um pilar na defesa). Depois foi treinador adjunto e após uma "chicotada psicológica" ascendeu a treinador da equipa principal. Não teve muito sucesso (o que é normal para quem foi apenas uma solução de recurso e ainda por cima "prata da casa").

José Vala (na fotografia) continuou a sua carreira de treinador como técnico da Associação de Espeleologia de Óbidos, que milita nos campeonatos regionais, mas pelo que tenho conhecimento trata-se de uma equipa com algumas ambições e com excelentes condições de trabalho.

O mais curioso é que pensava que o José era bastante mais novo que eu. E afinal só tem menos dez anos. Lembro-me de me cruzar com ele de mão dada com a mãe, mas podia eu ter dezasseis anos e ele apenas seis...

Não me posso esquecer que deixei as Caldas com  dezoito anos...

Adenda: O comentário de José Vala (que agradeço) explica o quanto é perigoso escrever apenas de memória, sem consultar as fontes (imprescindíveis para qualquer trabalho). Embora o meu erro (na árvore genealógica) não seja de palmatória, explica que uma boa conversa ou pesquisa é sempre importante, para retirar qualquer dúvida que surja, mesmo na blogosfera...

sábado, maio 23, 2015

Caldas SC: Grilo, Um dos Meus Vizinhos Futebolista do Caldas (12)


Nunca tinha pensado nisso, mas o Bairro para onde me mudei no começo da adolescência, apesar de pequeno (uns anos depois passou de Bairro de Santo António para Rua João de Deus...), tinha vários craques do jogo da bola.

O mais conhecido foi o Grilo, que era uns meses mais velho que o meu irmão e foi internacional júnior, penso que na primeira participação portuguesa num Mundial, no Japão em 1979 (Grilo jogou nos quatro jogos que a selecção fez no Japão) onde fazia dupla no ataque português com Diamantino Miranda, que fez uma belíssima carreira no Benfica e hoje é treinador.

Grilo nessa altura jogava nos juniores do Sporting, onde também jogou com o meu primo (meu homónimo...) e outros jovens como o Justino, o Tomás, o Oliveira, o Rosário, o Rosado, etc.

Era um avançado possante, que marcava golos com facilidade. Foi por isso que assinou contrato como profissional com o Sporting. Acabou por ser emprestado a vários clubes da primeira divisão (lembro-me do Rio Ave e do Académico de Viseu) até "desaparecer" quase do mapa. Ainda regressou ao Caldas, mas por pouco tempo. Acabou por "arrumar" as botas, cedo demais...

Nunca percebi muito bem porque razão não teve sucesso. Percebia-se que era um pouco molengão, talvez lhe faltasse "garra" para triunfar. Também teve algumas lesões, talvez ganhasse medo de "pôr o pé", algo que é essencial para um avançado.

Aliás, quando regressou aos seniores do Caldas, já jogava mais recuado...

Nunca fomos muito próximos para termos a tal conversa, quase de "psicanalista"... 

(Nesta fotografia encontrada na "net", vemos a selecção portuguesa que esteve presente no Mundial do Japão. Grilo encontra-se em baixo, segundo a contar da esquerda, ao lado de Diamantino, capitão da equipa.)

segunda-feira, maio 18, 2015

«Olá Museus da minha Terra!»


Se há algo de que a minha Cidade se pode orgulhar é da existência de muitos museus, alguns com categoria internacional, como são os casos do Museu da Cerâmica e o Museu José Malhoa, onde existem muitas obras da autoria dos dois artistas mais emblemáticos das Caldas da Rainha: Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Se estivesse por aí, de certeza que entrava pelo menos no "Malhoa", para festejar este Dia Internacional dos Museus...

quinta-feira, maio 14, 2015

As Barcas dos Sonhos


Tenho mais de uma dezena de fotografias com as barcas a remos do Parque das Caldas.

Gosto da sua plasticidade, do bom gosto das suas cores.

Claro que eu sou suspeito quando falo do Parque, porque a única coisa que não gosto deste lugar idílico é o desleixo e o abandono que por vezes (que agora são muitas...) parece estar remetido, mesmo sendo o melhor cartão de visita da Cidade.

Era bom que os políticos locais se lembrassem disso amanhã (embora a reflexão não seja um dos seus atributos...).

segunda-feira, maio 04, 2015

Olá Cidade Bela


Ontem fui às Caldas, almoçar com a minha mãe.

Como de costume fiz o passeio habitual pelo Parque e pela Praça da Fruta, para sentir os seus cheiros e olhar as suas cores. 

Desta vez também passei pelo bairro onde cresci, a procura de rastos, de lugares e pessoas...

sexta-feira, abril 24, 2015

Outro Belo Cartaz


Por estarmos quase no dia 25 de Abril, publico aqui mais um belo cartaz, este da Associação 25 de Abril,  para comemorar esse dia memorável da Revolução dos Cravos de 1974.

É um Cartaz simples e bonito, feito por um artista plástico com ligações às Caldas da Rainha, João Santa Bárbara.

sábado, abril 18, 2015

Mais que um Belo Cartaz


O cartaz do "Open Internacional de Ténis Caldas da Rainha" é muito mais que um belo trabalho gráfico.

É a homenagem a um jovem que já é o melhor jogador de ténis do nosso Concelho, de todos os tempos. Ainda bem que ninguém se defendeu com aquelas "tretas" de que o Frederico Silva é muito novo para  ser já a "figura do cartaz".

sexta-feira, abril 10, 2015

Caldas SC: «Estás arrumado como o Caldas.» (11)


Desde a minha meninice que oiço a expressão (quase popular...) quando algo corre menos bem, «estás arrumado como o Caldas».

Embora nunca tenha investigado a sério a origem desta expressão, penso que ganhou "alma" na época futebolística de 1958/59, quando o Caldas Sport Clube se classificou no penúltimo lugar (13.º ), apenas com o Torreense atrás, na sua despedida da Primeira Divisão, após quatro épocas no convívio com os grandes.

A questão que me parece mais premente,  é o porquê do Caldas ser metido nesta expressão popular e não o Torrense?

Talvez tenha acontecido por uma questão de graça e por o Caldas ficar melhor na expressão que o Torriense.

Se dizermos: «estás arrumado como o Torriense», não soa tão bem...

segunda-feira, março 30, 2015

Caldas SC: O " Jota-Jota" no Caldas (10)


Na época de 1980/81, o Caldas teve no seu plantel um dos grandes esquerdinos do nosso futebol, Jacinto João, a "Pérola Negra" do Sado, popularmente conhecido como o "Jota-Jota". Embora estivesse já no  final de carreira, com trinta e seis anos, ainda deu mostras do seu talento, a espaços.

Esta passagem pelas Caldas foi fugaz, mas em Setúbal o "Jota-Jota" continua a ser recordado como um dos melhores jogadores de sempre do Vitória Futebol Clube. É uma das explicações para a existência de uma estátua junto do Estádio do Bonfim, onde deu tantas alegrias aos setubalenses, graças à arte que espalhou nos relvados portugueses, com a camisola listrada do Vitória. Além de fazer magia com a bola, tinha um jeito especial de fintar os adversários, ao ponto de os deixar sentados no relvado...

Morreu relativamente novo, com apenas 60 anos, devido a complicações cardíacas. E claro, como tantos ídolos, viveu o presente sem se preocupar com o futuro, que era já ali, passando por algumas dificuldades nos últimos anos de vida.  Que só não foram piores porque o Vitória e alguns amigos não o esqueceram...

Foi um dos raros internacionais A (por dez vezes) que vestiram a camisola alvinegra do Caldas.

segunda-feira, março 16, 2015

Caldas SC: O "Samba" no Futebol do Caldas (9)


Penso que ainda antes da Revolução de Abril a equipa do Caldas foi reforçada por dois jogadores brasileiros que fizeram história no futebol caldense, pela sua qualidade e simpatia.

Refiro-me a Paulo Veloso e a Lima. O primeiro era mais tecnicista, tanto podia jogar como segundo avançado ou como o principal armador de jogo; o segundo era um verdadeiro ponta de lança, possante e sempre com os sentidos na área adversária, em busca do golo.

Sei que anteriormente já tinham jogado jogadores canarinhos, mas penso que esta dupla foi a que permanceu mais tempo no Caldas (esquecendo o Valdir, que veio alguns anos mais tarde e que se tornou "caldense"...) e que se inseriu melhor na Cidade.

Talvez tenha esta opinião por ter sido nesta altura (em que devia ter onze, doze anos) que me comecei a interessar mais por futebol e a olhar para o jogo com outro entusiasmo.

O Paulo Veloso era mesmo bom jogador. Penso mesmo que poderia ter jogado num clube de maior dimensão, da primeira divisão (acho que jogou no Nacional da Madeira, mas também na II divisão).

(Gostaria muito de colocar a fotografia de uma equipa onde esta dupla tivesse jogado, mas não consegui descobrir qualquer imagem...)

segunda-feira, março 09, 2015

Caldas SC: O "Velho" Campo da Mata (8)


Podia chamar-lhe estádio, mas nós chamávamos-lhe o "Campo da Mata", às vezes até dizíamos com alguma ternura, o "velho" Campo da Mata...

Foi lá que vi os primeiros jogos a sério, levado pela mão do meu querido pai. Devia ter seis, sete anos.

Sei que ficávamos quase sempre na bancada central, por ficarmos perto da cabine de som, onde havia uns senhores que faziam publicidade antes do jogo e nos intervalos e também acho que gritavam "goooolloo!", quando o Caldas fazia miséria na baliza adversária.

Foi também a primeira vez que vi homens a dizerem todo o tipo de palavrões (as bancadas dos estádios também têm este atractivo...), a ameaçarem invadir o campo para se travarem de razões com o árbitro, etc.

O meu pai era um espectador sereno, além de não se exaltar como os outros homens, também não chamava nomes aos jogadores e ao homem de preto (nessa altura não existiam as variedades de cores de equipamento dos nossos dias, além do preto, acho que só havia o cinzento). Deve ser por isso que sempre fui um espectador calmo, de qualquer desporto.

Alguns anos mais tarde também pisei aquele pelado (já sou antigo, não sou do tempo do relvado...), vestido com aquela camisola alvinegra. Era um bom pelado, não tinha "areia-lixa" como outros onde joguei, em que cada queda dava direito a uma esfoladela.

Andei à procura da minha memória mais antiga de um jogo e descobri um Caldas-Benfica, em que as águias venceram por 7 a 1 (deve ter sido uma homenagem a alguém, no final da década de sessenta. Só me recordo de dois jogadores do Benfica, o Benje, que foi o guarda-redes (pela cor de pele) e o José Torres (pela altura e pelos golos que marcou...).

Como de costume não consultei "papeis", quis ser apenas fiel à minha memória.

segunda-feira, março 02, 2015

Caldas SC: Rita, o Grande Guarda Redes do Caldas (7)


Provavelmente vou ser injusto. Mas não estou muito preocupado com isso, nem tão pouco vou "investigar" o historial de guardiões das redes das balizas do Caldas Sport Clube. Continuo a ter para mim, que o Rita foi o grande guarda redes da história do Caldas.

Defendeu a baliza da equipa caldense durante as quatro épocas na primeira divisão, com um brilho e uma coragem, bem vincados na imprensa desportiva de então ("A Bola", "Record" e "O Mundo Desportivo"). Pelo que li e ouvi, tinha uma presença única na baliza, não só impunha respeito aos adversários como dava confiança aos seus companheiros da defesa, mesmo que agisse muitas vezes como um "comandante feroz", capaz de lhes chamar nomes feios.

Mas ele não era só enorme entre os postes, também tinha uma boa estatura e compelição atlética, pelo menos para a época.

Só nos encontrámos uma vez, penso que em 1975, 1976, num jogo de veteranos da velha guarda do Caldas, numa homenagem qualquer, penso que a um atleta.

Equipado a rigor, com a brilhantina da ordem no cabelo, mantinha a bela figura de "gigante" quase intransponível (talvez apenas aos meus olhos por ser um pequenote...).

Ainda me lembro quando passou por mim e me fez uma festa na cabeça, talvez por sentir que eu o observava atentamente, deixando atrás de si o perfume a bálsamo, a pomada analgésica mais usada pelos massagistas desses tempos... 

sábado, fevereiro 21, 2015

Caldas SC: O "Garrincha" do Caldas (6)



Durante anos o Caldas teve no seu plantel um jogador, que recebeu (erradamente) como nome de guerra, "Garrincha".

Olhando para os jogadores de hoje, penso que ele seria mais um "Maxi Pereira", pela sua entrega ao jogo e amor à camisola. É uma coisa normal (comigo acontecia o mesmo...), quando temos limitações técnicas, suamos muito mais a camisola que os "artistas da companhia"...

Ainda me lembro que quando se chutava uma bola para as nuvens nos treinos, aparecia logo alguém a aplaudir o "remate à garrincha".

Só mais tarde é que conheci o "Anjo das Pernas Tortas", o verdadeiro Garrincha, que adorava sentar os adversários na relva e dançar "samba" com bola, o craque que tanto brilhou nas selecção do Brasil nos anos 1950 e 1960, campeãs do mundo. 

Este como tantos ídolos, fez quase tudo bem dentro dos relvados e tudo mal fora deles. Ficou o mito e a lenda, de quem provavelmente continua a fintar tudo e todos, lá pelos céus (de certeza que há por lá campos de futebol...).

Ou seja, não havia comparação possível entre os dois jogadores.

Mas que tenho curiosidade em saber o porquê deste baptismo de fogo ao atleta do Caldas, tenho...

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Caldas SC: O "Pelé" do Meu Bairro (5)


Um dos meus primeiros ídolos foi o "Pelé" branco do meu bairro, que era um dos bons jogadores dos juniores do Caldas, contemporâneo do Vital (que entretanto fora contratado pelo Benfica e foi uma das maiores "máquinas de golos" das camadas jovens do clube da Luz, continuando a marcar golos no Riopele, na II Divisão, até ser contratado pelo FC Porto de Pedroto, bi-campeão nacional, onde chegou a internacional A...) e de Dino (que jogou nos seniores do Caldas).

Estou a falar de Luís Rosa, mais um daqueles jovens que passou ao lado de uma bela carreira como futebolista e que morava no Bairro dos Arneiros, da minha meninice.

Nunca esqueci um jogo especial disputado no campo do FC Caldas (ao fundo do Bairro...), em que devia ter uns doze anos e como faltava um jogador no onze contra onze, o "Pelé" acabou por me escolher para a sua equipa.

Mesmo pequenote aceitei o desafio e fiz "miséria", sobretudo nas canelas dos adversários. Destemido, atirava-me de tal maneira aos rapazes maiores (provavelmente com a sua condescendência...), que o "Pelé" acabou por me baptizar ali mesmo do "Esgravulha Batata".

Embora não saiba a razão do seu "nome de guerra", acredito que tenha sido pelos seus pormenores técnicos, acima da média, pelo menos quando comparados com o resto da malta do Bairro...

(Esta fotografia dos verdadeiros, Pelé e Garrincha, não aparece aqui por acaso...)

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Caldas SC: O Bairro da Ponte era o Bairro do Caldas (4)


Tanta gente do Bairro da Ponte que jogou no Caldas!

Até mesmo da equipa mais famosa, a dos anos 1950, da passagem quase breve pela Primeira Divisão...

Sim, tenho quase a certeza que o Janita e o Anacleto moravam no Bairro. Não sei se o António Pedro sempre morou no bairro, sei apenas que acabou os seus dias quase em frente da sede dos "Pimpões"...

Devem ter sido, seguramente, a inspiração de muitos jovens que acabaram por vestir a camisa alvinegra, desses anos já longínquos até à actualidade. Conheci dezenas deles, que não vou enumerar, para não ser injusto.

Vou falar apenas de um, por ter sido um dos meus melhores amigos da infância, o Paulo Gaspar, companheiro de escola, desde a primária até à secundária e que passou a infância no Bairro que rivalizava com o meu (Bairro dos Arneiros...). Rivalidade de tal forma acesa que muitas vezes depois dos jogos inter-bairros se faziam autênticas batalhas de pedrada, quando o esgoto a céu aberto (o famoso "rio do mijo") era a principal fronteira entre os dois bairros.

Para mim o Paulo Alexandre era um "craque", um dos poucos que eu achava que poderiam ir longe no futebol. Talvez o problema fosse dos meus olhos que até conseguiam fintar a realidade. 

Lembro-me de um episódio engraçado (hoje...), de estarmos os dois no banco de suplentes da equipa de juvenis e de eu lhe dizer (quase em surdina...) que não percebia porque razão ele não jogava e estava ali a meu lado. Ele abanou os ombros, sem me responder. Continuo a pensar que nesta altura eu tinha mais razão que o treinador, porque ele era bem melhor que alguns dos titulares, mas o "mister" é que fazia a equipa...

Pouco tempo depois de eu trocar o futebol pelo atletismo, o treinador deu-me razão e ele nunca mais saiu da equipa. No final dessa época encontrámos-nos casualmente no Estádio de Leiria, eu a competir pelo Arneirense, na pista de atletismo e ele a preparar-se para jogar a final da Taça de Leiria de Juvenis, no relvado.

Não mais deixou de jogar nas equipas do Caldas. Acabou por ser promovido a senior, mas não foi o fora de série que eu pensava que seria...  

A única coisa que sei é que nunca deixou de ser o melhor dos nossos jogos de rua. Para mim até era superior ao "caga-manias"...

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Caldas SC: Foste O Melhor de Todos (3)


Não sei muito sobre ti e, sinceramente, não me apeteceu investigar ou ler o que os outros escreverem sobre o teu talento de atleta, fora de série, ou fazer o teu resumo desportivo. Também nunca te vi jogar, quanto muito lembro-me de teres sido treinador do nosso velho Caldas, uma ou outra vez.

Havia duas marcas pessoais que tinhas, uma ligeira corcunda (não sei se te chamavam "marreco"...) e a brilhantina que colocavas no cabelo (também não sei se a substituíste por gel nos últimos anos...).

Foste sempre o ídolo número um das gentes das Caldas. Penso que continua a existir uma unanimidade à tua volta, como existia com Eusébio a nível nacional, graças ao talento que tinhas, de sobra para levares o Caldas "às costas" - podia ser uma explicação para a tua curvatura na coluna, em mais uma daquelas ironias da vida - e conseguires, de mão dada com os teus companheiros, o milagre de manter o Clube durante quatro épocas consecutivas na Primeira Divisão. 

Nesses já longínquos anos 1950 as tácticas eram diferentes, assim como o posicionamento dos jogadores, mas tu eras o "maestro" de uma "orquestra" nem sempre afinada e também marcavas uns golitos, quando te deixavam à solta. O teu talento fazia com que fosses o alvo a abater dos muito adversários caceteiros (nesses tempos parece que havia quem gostasse mais de chutar a canela que a bola)...

Os fulanos agarrados ao passado dizem que se jogasses hoje podias ganhar o dinheiro que querias. E que provavelmente estavas a jogar no estrangeiro. Não sei, mas pelo menos brilhavas na Primeira Liga e não no Campeonato de Seniores.

Sei apenas que envelheceste bem, sem tiques de vedeta e sem perderes o sorriso. Soubeste ser um campeão também fora das quatro linhas.

Já falei de ti aqui, António Pedro. E hoje tenho a certeza que eras mesmo tu, o velho simpático que estava à janela e cumprimentou a minha mãe (que continua a morar naquela que também era a tua rua...) e a mim por acréscimo.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Caldas SC: A Grandeza do Caldas (2)


Pelo menos até aos anos 1980, o Caldas era o grande clube de futebol do Oeste (do Sul...).

Os craques dos clubes da imediações (Peniche, Nazarenos, Alcobaça, U. Leiria, Bombarralense, etc) tinham o desejo secreto de um dia virem a vestir a camisola alvinegra, porque antes do U. Leiria chegar a primeira divisão, o Caldas era o único clube do Oeste que por lá tinha andado, durante quatro épocas (entre 1955 e 1959), jogando um bom futebol e batendo o pé às grandes equipas de então.

Pelo menos nos últimos vinte anos não fomos capazes de capitalizar a importância histórica do velho Caldas, que no próximo ano comemora o seu centenário. E como aconteceu com a maior parte dos clubes, foi palco de muitos interesses, de gente que se aproveitou da sua grandeza para retirar proveitos próprios, em vez de servir o Caldas.

Felizmente, de há meia dúzia de anos para cá, inverteu-se essa tendência, através de uma gestão rigorosa e do aproveitamento das suas escolas de jogadores. Embora more noutra cidade, penso que hoje se caminha na direcção certa. 

E fico feliz por isso.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Caldas SC: A Caminho do Centenário do Caldas SC (1)


Tinha pensado criar um blogue para homenagear o Caldas Sport Clube, o clube grande da minha Cidade Natal e onde joguei nas camadas jovens (iniciados e juvenis), com a publicação de 100 crónicas, sobre o que me apetecesse escrever.

Como as "Viagens" estão a atravessar quase um período de "hibernação", acho que esta é uma boa maneira de voltar a escrever por aqui, sobre a presença do Caldas no meu imaginário, desde os muitos craques que tive o prazer de ver, aos amigos, e claro, às figuras históricas do grande Clube do Oeste.

Começo por publicitar a minha alegria por saber que o Caldas foi o primeiros classificado da série F do Campeonato Nacional Senior (que é uma terceira divisão quase segunda...).

Apesar do passar dos anos, não perdi o prazer nem a curiosidade de ver os resultados em qualquer jornal desportivo (preferencialmente na "A Bola", mesmo tendo trabalhado do "Record"...) às segundas. Ou ainda nos sites destes dois jornais, no domingo à noite. 

Agora, além do Caldas (em todos os campeonatos...) há também a equipa de futebol feminino de "A dos Francos", que embora esteja uns furos abaixo da época passada, em que foi quase quase campeã nacional, continua a honrar o nosso Oeste.

É através de pequenos nadas, como  esta minha ligação ao único clube desportivo de que tenho um cachecol, que vou mantendo os laços à Terra, onde me fiz homem e da qual tenho muito boas memórias... 

quarta-feira, janeiro 14, 2015

A Oeste Nada de Novo


Este blogue nasceu naturalmente e acabou por ser um bom pretexto para escrever sobre algumas memórias da minha infância. Das pessoas e dos lugares mais marcantes de uma infância feliz...

E também da actualidade, claro.

Nos últimos tempos as palavras foram escasseando...  e até as imagens. Acho que me tornei repetitivo.

Por outro lado, embora não esteja a pensar acabar as "Viagens", sinto que estou mais distante da minha Cidade e do Oeste. Isso até podia ser motivo para escrever, mas não...

Espero que as coisas mudem (ou seja, que eu mude...), para quebrar esta ausência.  

domingo, dezembro 14, 2014

A Vitória de Victória


A nadadora do S.I.R. Os Pimpões, Victória Kaminskaya, alcançou uma medalha de ouro e outra de prata numa prova internacional disputada na Holanda, em Amesterdão.

Não sei quase nada dela, a não ser que é uma excelente nadadora (penso que melhor em provas de fundo...), cujos pais se fixaram na sempre bonita cidade das Caldas da Rainha.

Curiosamente estive a ler uma "Gazeta" (de 5 de Dezembro), para ver se sabia mais coisas da Victória e reparo que ela (segundo a notícia...) falhara os Campeonatos Distritais de Piscina Curta por lesão, disputado na nossa Terra.

Ainda bem que não estava lesionada e que se estava a preparar para outros voos, mais internacionais.

E claro, parabéns para a Victória e para "Os Pimpões".

(foto do site da "A Bola)

domingo, dezembro 07, 2014

A Isabel e as Caldas de Bordalo


Ontem estive presente numa pequena apresentação de um caderno de poesia ilustrada, onde emprestei as palavras aos desenhos do meu amigo Américo. Quase em simultâneo com o lançamento do livro, "As Caldas de Bordalo", da autoria de Isabel Castanheira, na minha Cidade Natal.

Tive pena de não aparecer, para dar um abraço à Isabel, que tanto fez (e continua a fazer...) pela Cultura caldense.

Embora nunca tenha tido uma grande proximidade com a Isabel (provavelmente devido à minha partida para a Capital aos dezoito anos), graças à "Gazeta das Caldas", acompanhei o seu percurso como livreira de excepção (amante dos livros e dos autores) e também de grande apaixonada pelo nosso Rafael, que fez o percurso inverso em relação a mim, veio da Capital para as Caldas, onde deixou a sua marca, até hoje, transportando os seus bonecos para a louça da Cidade.

Sei que este livro é excelente (pelas histórias de amor da Isabel...) e logo que me seja possível vou em sua busca, onde quer que ele esteja à minha espera (sem a "107", tenho de descobrir qual a livraria caldense onde está à venda...). 

sexta-feira, novembro 21, 2014

Saudades da Minha Aldeia


Em resposta a um comentário escrevi que tinha saudades da minha aldeia.

Que tinha de a visitar, para ver se as pessoas continuavam a cumprimentar com um bom dia e uma boa tarde, toda a gente, mesmo os desconhecidos...

Acredito que sim, pelo menos as pessoas de mais idade (a maioria...), incapaz de se render aos tempos modernos dos telemóveis e computadores.

Eu sei que estamos num outro tempo, mas conversar continua a ser das melhores coisas que podem acontecer entre seres humanos... 

O óleo é de Petros Malayan.

domingo, novembro 09, 2014

O Desencanto dos Feirantes...


Leio na última "Gazeta" o desencanto dos vendedores da Praça da Fruta, pelas novas estruturas criadas para este lugar histórico.

As suas queixas fixam-se no peso e tamanho dos toldos (com ferros pesados e grandes...).

Não sei como interpretar as palavras do presidente da Câmara, Tinta Ferreira. Como ele já "pagou" os toldos e as bancas, não vai colaborar na montagem e desmontagem dos toldos... Percebo mas não entendo. Até por saber que a maior parte dos vendedores são pessoas já com alguma idade.

O estúpido da coisa, é que o bom senso raramente aparece nestas alturas.

sexta-feira, outubro 31, 2014

A Praça Ainda Sem Fruta


Ontem fui às Caldas almoçar com a minha mãe.

Antes andei a ver a Cidade (cujo centro quase parece um estaleiro de obras...) e lá fui espreitar a Praça da República, conhecida internacionalmente apenas como Praça da Fruta.

E acabei por ver os toldos. Talvez a Praça fique gira...

Talvez.

Acho estranho este prolongamento das obras, mas talvez os senhores estejam à espera que chegue a chuva, para testar a impermeabilidade da "cobertura".

sábado, outubro 25, 2014

A Nova Ribeira "Centro Comercial Gastronómico"


Uma boa parte do Mercado da Ribeira está transformado num "centro comercial gastronómico" de comida de plástico ou falsamente tradicional. Pelo que consta, foi uma criação de uma revista semanal.

No exterior também se encontram vestígios do Oeste, com a "Ginja de Óbidos", também a caminho da "universalidade", quase a par com  o pastel de nata...

domingo, outubro 19, 2014

Bordalo em Almada


Foi ontem inaugurada na Casa da Cerca uma exposição curiosa, "ID. A Identidade do Desenho".

O mais significante foi a presença de Rafael Bordalo Pinheiro (através das faianças...), com andorinhas, um sapo, um gato preto assanhado (de olhos verdes...), e claro o Zé...

Foi bom ver as Caldas em Almada.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Setembro no Campo (5)


Com a chegada do Outono começava a escola e quase que perdíamos o rasto dos campos.

Voltávamos alguns fins de semana, mais para matar saudades com os avós, que para visitar as fazendas do avô. Até porque nas aldeias o domingo era mesmo dia santo, com visita à missa e tudo.

Claro que trazíamos sempre qualquer coisa, nem que fosse um saco de fruta e outro de legumes, para não perdermos o perfume e sabor dos campos.

O óleo é de James Borger.

segunda-feira, setembro 22, 2014

Setembro no Campo (4)


Um dos exercícios que tenho feito na fisioterapia é pisar uma cunha de esponja forrada a napa.

Sempre que faço esses movimentos, lembro-me da alegria que era entrar no lagar e ficar ali a pisar as uvas, na companhia do meu irmão e dos primos.

Só quando se começava a fazer o vinho é que éramos convidados a acabar a brincadeira, para não estorvarmos o avô, o pai e os tios.

Claro que depois de crescermos mais de um palmo, também participávamos naquele agradável treino de musculação, em que o nosso suor se misturava com o vinho e em que todo o trabalho era feito de forma artesanal...

sábado, setembro 13, 2014

Setembro no Campo (3)


Volto aos campos, para falar das vindimas, que me lembro desde sempre e que se iniciavam durante o mês de Setembro (normalmente na segunda quinzena).

Fazer vinho era um dos maiores orgulhos do avô, e depois passou a ser do meu pai, quando herdámos uma das vinhas, o Arneiro.

Há quase algo de mágico na arte de fazer, é quase uma quimera que enche de orgulho quem trata de uma vinha desde o seu início, a poda, até ao fim, a apanha das uvas...

Além do vinho que chegava aos lagares, havia a aguardente, o açúcar (e um pó branco, conservante acho eu), que se misturam na pia, que era despejada com o motor para um dos depósitos enormes da adega (que também herdámos...), onde ficava a fermentar.

O avô (e o pai, posteriormente...), iam medindo o grau do vinho, quase tina a tina, não escondendo o orgulho da fortaleza deste néctar, em anos  mais quentes e com menos chuva na Primavera e Verão...

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Setembro no Campo (2)



O meu avô podia muito ser a personagem retratada neste quadro do Eustáquio Servelles, junto da sua parelha de vacas mais famosa, a "Borisca" e a "Benfeita" (nunca percebi o porquê destes nomes...).

Quando me recordo do meu avô materno, descubro um homem sábio, com uma enorme bagagem da sabedoria popular, tão útil naqueles tempos, que fazia com que desse a sensação de saber quase tudo sobre a vida.

As suas conversas a caminho de estórias, tinham algo de mágico (devia ser por isso que a avó tinha ciúmes...), deixando os netos sentados sossegados nas escadas que davam para a casa de fora, a beberem cada uma das suas palavras...

A única coisa realmente diferente dele em relação à personagem deste quadro, é o cigarro. Penso que o avô nunca fumou. Pelo menos eu nunca o vi fumar, embora não o tenha conhecido na juventude, espaço de eleição para quase todos os pecadilhos.


quarta-feira, setembro 03, 2014

Setembro no Campo (1)


Em Setembro costumávamos apanhar a fruta das fazendas do avô.

Lembro-me que era uma tarefa realizada antes das vindimas.

Além da alegria do rancho de pessoas, enchiam-se umas dezenas boas de caixas com pêros e maçãs...

O óleo é de  Eustáquio Segrelles.

sábado, agosto 30, 2014

A Festa de Salir de Matos


No começo de Agosto, talvez no seu primeiro fim de semana, decorria a Festa de Salir de Matos, igual a tantas outras que enchem de alegria as aldeias portuguesas.

Acho que todos os meus tios foram festeiros, ou seja os "operários para todo o serviço" da festa pagã, que nunca se desligou da paróquia (penso que era o padre que guardava os seus lucros, embora não tenha a certeza absoluta).

De um ano para o outro (acho que já neste milénio, embora o tempo voe...) deixou de se realizar, sem que fossem dadas muitas explicações, para lá das dificuldades financeiras em realizar os festejos, com muitos anos (sempre me lembro da sua realização...) de história.

Infelizmente nunca mais foi reactivada. Este ano durante um jantar familiar soube de mais um pormenor, que concorreu para algumas discordâncias entre os organizadores, a existência de uma pipa de vinho, que podia ser consumida à discrição, por todos os contribuintes da festa.

Algumas pessoas não só achavam que a "pipa" causava descrédito como era um "rastilho" para algumas discussões, provocadas por quem tinha "mau vinho".

Com pipa ou sem pipa, eu limito-me a lamentar que tenham colocado fim esta Tradição, sem grandes explicações, como é hábito acontecer no nosso país, de tantas "mortes solteiras"...

O óleo é de Alphonse Roman.

sexta-feira, agosto 15, 2014

O 15 de Agosto nas Caldas


O 15 de Agosto sempre foi um dia grande nas Caldas da Rainha.

Vinha gente de todo o lado, enchiam os restaurantes, as pensões, e claro, as casas de familiares. Era normal recebermos a visita de algum tio paterno, que ficava pelo menos uma noite, com a sala a transformar-se em quarto de hóspedes.

Não sei quando começou a perder importância... talvez fossem as mudanças de lugar (constantes até se fixarem no lugar actual) ou o peso do tempo. No meu imaginário, nunca existiram feiras com as realizadas na Mata da Rainha. Mas nesses tempos era pequenote e tudo o que me rodeava parecia enorme...

Ou talvez fosse a sua dificuldade em se modernizar. Embora uma feira ambulante, com estas características populares, não consiga funcionar de forma muito diferente.

Havia ainda a tourada, que o meu avô fazia questão de assistir (e de me levar algumas vezes), que felizmente permanece viva...

Infelizmente a Cidade perdeu muita da sua importância comercial e termal, por erros políticos cometidos e pela situação económica do país. E isso acaba por afectar o turismo e tudo o que o rodeia...

O óleo é de Ernest Procter.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Resquícios de uma Certa Monarquia


O comportamento das grandes famílias portuguesas em relação ao país sempre teve muito que se lhe diga, pois uma boa parte delas sempre achou estar acima da restante população. Embora sejam uma "casta" habituada a viver à sombra do Estado, ou seja, de todos nós, acham-se seres "iluminados" (ou fingem muito bem...) e que os grande cargos do país nunca deviam fugir das suas mãos.

Como nunca se adaptaram à democracia (a possibilidade de ser o povo a escolher os governantes...), conseguiram "inventar" outra coisa, com a conivência de uma outra "casta" (os novos ricos com poucos escrúpulos que hoje enchem o parlamento e os ministérios...), que acaba por se resumir a um sistema misto, que dá a possibilidade a quem tem poder e dinheiro, de viver acima da lei, com os resultados que todos sabemos.

O mais curioso, é que, apesar de viverem desta forma obscena, muitos ainda têm o descaramento de dizer que o salário mínimo é demasiado elevado, entre outras coisas...

Coloco aqui a fotografia deste busto (do jardim do Museu da Cerâmica), por estar farto desta gente "postiça", que tem destruído o país ao longo dos séculos e por simbolizar tudo aquilo que abomino em qualquer sociedade.

quinta-feira, agosto 07, 2014

Uma Estátua para a Rita (e para mim)


O quase "abandono" das Viagens levou a que a Rita me pedisse para colocar por aqui fotografias minhas com a estatuária do Parque das Caldas.

Quase de uma forma simbólica, coloco José Malhoa de costas, porque também tenho estado de costas voltadas para o meu blogue do Oeste...

domingo, julho 20, 2014

Água de Mar


Embora não vá ver a telenovela, "Água de Mar", pelo menos com regularidade, acho uma boa ideia esta aproximação aos lugares, este sair do estúdio e filmar em espaços abertos, e muito mais ainda por as escolhas da RTP recairem no Oeste.
 
Depois do Carvalhal é agora a vez da Foz do Arelho...
 

quarta-feira, julho 02, 2014

As Palavras e o Mar de Sophia


Sophia,

O mar azul e branco
torna-se mais expansivo,
e tocante,
depois de sentir
a luminosidade,
o perfume
e o encanto
das tuas palavras...


Porque hoje é dia da nossa Sophia, poeta maior da nossa Aldeia, publico aqui um poema que lhe dediquei, em 2003. A fotografia mostra o mar da Foz do Arelho.