sábado, outubro 03, 2015

A Balada dos 90 Anos da "Gazeta das Caldas"


Presto aqui a minha homenagem à "Gazeta das Caldas", da qual sou assinante há já umas três décadas, pelos seus 90 anos cheios de vitalidade e bom jornalismo, com um poema da autoria do poeta caldense, José do Carmo Francisco.

Balada para 90 anos da «Gazeta das Caldas»

Na balada que é só minha
A memória é uma mistura
Estou nas Caldas da Rainha
Cruzo a Rua da Amargura
Faço exames numa escola
Em Abril e era a terceira
Num frio de usar camisola
O medo era uma torneira
Em Julho a quarta classe
O diploma vem de Leiria
E sem que eu esperasse
Tive um fato nesse dia
Nos Armazéns do Chiado
Que era na Praça da Fruta
Anos depois assustado
Eu começava outra luta
Minha prima Deolinda
Tinha manteiga no pão
Na recruta que não finda
Seu amor era oração
Reencontrei Juventino
Num café à sua mesa
Mal sabia que o destino
Me reservava a surpresa
Hoje se sou jornalista
Devo ao querer imitar
Em jornal ou em revista
Seu percurso singular
Que começou na aldeia
No Jornal Catarinense
Onde a força duma ideia
É razão que tudo vence
Foi nesta automotora
Que o Mundo cresceu
Do menino de outrora
Ao adulto que sou eu
Entre horário da carreira
E o comboio a atrasar
Já não havia maneira
De chegar ao nosso lar
Nem o Vítor da carrinha
Nem o senhor Guimarães
Resolviam à noitinha
Problema de pais e mães
Garagem dos Capristanos
Primeiro café de surpresa
E passados tantos anos
Continuamos na mesa
Noventa anos de idade
Cabeçalho dum Jornal 
Começou numa cidade
Vai ao Mundo em geral
Coração em pé de guerra
Ele chega a todo o lado
É o tempo da minha terra
Numas folhas condensado
Tenho meu nome e retrato
Treze anos de presença  
Há um secreto contrato
Que liga nossa diferença
Numa idade mais madura
Abre-se ao Mundo o jornal
A memória é uma mistura
E esta balada é plural
Nela cabem os projectos
Os sonhos e as alegrias
Os jornalistas concretos
A escrever todos os dias

José do Carmo Francisco               
     

quarta-feira, setembro 30, 2015

Os Quarenta anos da Cidade


A outra revista que me foi oferecida é uma edição da "Gazeta das Caldas", que tem como título, "Caldas da Rainha - Quarenta anos de Cidade, Cinco Séculos de História", e foi publicada em 1967.

É uma revista que aborda a efeméride, com testemunhos, algumas sínteses históricas e também homenagens a caldenses que se destacaram nesses tempos.

Um dos seus aspectos mais interessantes são as páginas de publicidade, sobre tantos lugares que já não existem...

terça-feira, setembro 29, 2015

O "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português"


O meu amigo Luís, sempre que encontra alguma coisa sobre as Caldas lembra-se sempre de mim.

Foi desta forma que fui presenteado com três revistas (que desconhecia a sua existência...).

Duas delas são da autoria de Armando Carneiro e têm o título, "Diálogo Dum Repórter com o Mundo Português" e foram publicadas em Maio e Junho/ Julho de 1971.

A primeira é dedicada da primeira a última página às Caldas. Além de fazer a história da nossa Cidade, tem uma entrevista ao presidente da Câmara de então, eng, Luís de Paiva e Sousa, a reportagem da visita de Marcelo Caetano e Américo Tomás, para a cerimónia da inauguração da estátua do marechal Óscar Carmona, a 18 de Abril.

O segundo número aborda a arte cerâmica, que faz parte da história das Caldas, muito graças ao grande Rafael Bordalo Pinheiro, entre outras particularidades viradas para o futuro da região. Há também uma curiosa reportagem sobre o saudoso CCC (Conjunto Cénico Caldense).

Belas prendas que recebi!

segunda-feira, setembro 28, 2015

Caldas SC: Fernando Vaz o Senhor Treinador (14)


O Caldas teve o privilégio de ter contado na época de 1955/56 com Fernando Vaz no comando técnico da sua equipa de futebol, que conseguiu o grande objectivo do clube: a manutenção na I Divisão.

Penso que não estou a exagerar, se dizer que este foi o melhor treinador que passou pelo Caldas Sport Clube ao longo de toda a sua história.

Quando chegou às Caldas Fernando Vaz já tinha treinado o Sporting (adjunto de Cândido de Oliveira e técnico principal), o Belenenses, o S. Braga, o V. Guimarães e o FC Porto. Embora jovem, contava com 37 anos, já tinha ganho bastante experiência com a passagem por alguns dos nossos melhores clubes.

Antes de ter sido convidado para adjunto do seu grande amigo e mentor, Cândido de Oliveira, fora jornalista no jornal desportivo, "A Bola" (novamente pela mão do Mestre Cândido...), onde era chefe de redacção, quando decidiu ser treinador a tempo inteiro.

Este Casapiano esteve em actividade mais de trinta anos, sendo o treinador que tem mais jogos disputados na I Divisão (626), conquistando ainda um campeonato pelo Sporting na época de 1969/70 e três Taças de Portugal (uma pelo Sporting e duas pelo Vitória de Setúbal), além de outras excelentes classificações e várias subidas de divisão em clubes mais modestos.

Treinou os seguintes clubes: Sporting, Belenenses, V. Setúbal, S. Braga, FC Porto, V. Guimarães, Caldas, CUF, Académica, Atlético, Beira-Mar e Marítimo (onde se despediu dos estádios como técnico na época 1978/79).

Passou mais que uma vez pelo mesmo clube. Só no Vitória de Setúbal permaneceu dez épocas e no Sporting - o seu clube de coração - nove, cinco como técnico principal e quatro como adjunto.

Fernando Vaz abandonou a carreira de treinador mas não os estádios, pois voltou ao jornalismo na "A Bola", que exerceu até se despedir de todos nós, a 25 de Agosto de 1986. 

Além de ter este currículo extraordinário, foi um treinador que deixou muitas saudades na nossa Cidade. Foi várias vezes convidado para regressar, mas não voltou a treinar o Caldas Sport Clube  ao longo da sua memorável carreira...

terça-feira, setembro 15, 2015

O Poder da Igreja nas Aldeias


Ao falar com um amigo que está prestes a apresentar um livro sobre a história da Aldeia onde nasceu, ele contou-me da grande influência que os padres tinham no quotidiano da sua Terra. Muitos descendiam mesmo das famílias mais importantes. Ou seja, era uma forma de perpetuar o poder existente.

E foi assim durante séculos. Até pelo menos ao 25 de Abril.

Nada de muito estranho. Todos sabemos que a Igreja Católica esteve sempre ao lado dos mais fortes e ricos, limitando-se a prometer a "vida eterna" aos crentes mais desvalidos pela vida, que pelo menos deviam permitir-se pensar que havia qualquer coisa estranha naquela história. 

Ainda por cima estes padres eram mais comuns do que deixavam transparecer. Além de terem uma governanta para todo o serviço,  fomentavam um "exército" de mulheres que cortejavam de várias formas. E tinham sempre vários afilhados, com o facto curioso de alguns terem a sua "cara chapada"...

E nem vou falar de outras atrocidades. Da sua cumplicidade com as perseguições políticas levadas a cabo pela PIDE...

Sei que em algumas aldeias as pessoas ainda gostam de olhar para o padre como um "deus", mas felizmente as coisas mudaram e já não são o que eram. 

terça-feira, setembro 08, 2015

Olhar pata Trás e Descobrir os Limites da Liberdade


Sem que existisse um motivo especial, lembrei-me do quanto era livre na infância...

Claro que houve logo uma voz (daquelas interiores...), que exclamou que a inocência e a ignorância tornam-nos aparentemente livres. E é verdade.

Como nasci e cresci distante de qualquer tipo de poder, no seio de uma família simples com hábitos vulgares, assentes no trabalho diário, o tal de "onde nasce o pão", tenho dificuldade em me ver  a viver numa ditadura na infância.

Mas se pensar mais um pouco, descubro que havia coisas estranhas, embora nem me desse ao trabalho de pensar nelas. Havia um medo diferente do que existe hoje. As pessoas tinham mais consciência dos limites que existiam na sociedade, do que podiam e não podiam fazer.

Era ainda mais fácil alguém abusar da autoridade que tinha. Qualquer soldado da GNR tinha "um rei na barriga" (e as deles eram quase sempre enormes...).

Havia uma ideia generalizada (pelo menos no seio da minha família...), de que quem era polícia (GNR, PSP ou PIDE) não era boa pessoa. Os seus elementos eram escolhidos a dedo, por serem tipos capazes de cometer  até actos criminosos, a coberto de uma lei  com demasiados olhos.

Claro que esta minha visão (que pode estar um pouco distorcida), era de quem cresceu numa cidade de província e passava férias na aldeia...

O óleo é de Célia Reisman.

quarta-feira, agosto 26, 2015

Ausência em Agosto


Reparo agora que consegui passar o Agosto sem pôr os pés nas Caldas.

Podia dizer que o tempo correu mais rápido do que devia... mas os minutos, as horas e os dias continuam iguais. Nós é que vamos ficando diferentes.

E entre outras coisas,  nem sempre fazemos o que queremos...

terça-feira, agosto 18, 2015

Meu Querido 15 de Agosto


Nos últimos anos temos passado o 15 de Agosto nas Caldas. Este ano não aconteceu. Talvez possa por isso ser considerada uma daquelas excepções que confirmam a regra...

Claro que já não há feriados como os da minha infância, com a tradicional Feira a encher a Mata da Rainha, com as idas ao circo dos sempre divertidos palhaços montado no pelado do Caldas (as crianças riem-se por tudo e por nada e ainda bem...), uma vez ou outra a entrada de mão dada com o avô, grande aficionado, na praça de touros (o Chibanga era inesquecível, por tourear de joelhos...).

Tudo isto me parece ficção, mas se visitar os jornais da época, descubro que aconteceu mesmo...

Mas o mais me falta são as pessoas. E não são só os amigos. Lembro-me especialmente do pai e dos avós maternos...

O óleo é de Ceci Fernandez Quintana.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Dribles na Primária


Ao ler o Dinis Machado, das crónicas de futebol, mesmo sem ter a ver, lembrei-me que rente à escola primária costumávamos jogar futebol com uma pedra da calçada, de sarjeta a sarjeta.

Novitos não pensávamos nos buracos que as pedras faziam nas nossas botas de cabedal, muito menos que com cada golo que metíamos, estávamos a entupir a sarjeta-baliza rente à escola primária do Bairro da Ponte.

E que saudades do Dinis, um homem simples, que nunca se deslumbrou com nada, nem mesmo com o Molero...

quinta-feira, julho 16, 2015

"Quico" na Taça Davis


O caldense Frederico Silva integra uma das melhores selecções de sempre de ténis, que no próximo fim de semana vai defrontar a Finlândia em Viana do Castelo, para a Taça Davis.

Fazem parte da selecção orientada por Nuno Marques: João Sousa, Gastão Elias, Rui Machado e Frederico Silva (primeiro da esquerda).

segunda-feira, julho 13, 2015

Fiquei no Mínimo Curioso...


Soube há pouco que a baía de S. Martinho do Porto inspirou mais um livro: "São Martinho do Porto, Momentos...".

O texto é de Filipa Vera Jardim e as imagens de Pedro Soares de Mello.

É uma obra que me deixou curioso e quero conhecer, numa livraria perto de mim.

quinta-feira, julho 09, 2015

A Fonte dos Namorados


Durante a passagem pelas Caldas, houve uma manhã dedicada ao "ciclismo", num passeio a três, com o meu irrmão e o meu filho.

Fomos até à Foz do Arelho, sem pressas e com algumas paragens aqui e ali.

Na viagem de regresso parámos na famosa "Fonte dos Namorados", no centro da Vila da Foz, que era ponto de paragem obrigatória para nos refrescarmos, nas quase corridas de bicicleta da adolescência com alguns amigos inesquecíveis.

domingo, julho 05, 2015

Duas Praias Tão Diferentes


Apenas numa manhã visitámos duas praias, a Foz do Arelho e São Martinho do Porto.

Na primeira fomos recebidos pelo frio e pelas nuvens quase escuras.

Como a "Estrada Atlântica" estava ali à mão, lá fomos até à Baía de S, Martinho. Ainda parámos em Salir do Porto, com o rio resumido a um fio de água, mas só para ver as vistas.


Felizmente o Sol tinha aparecido (às vezes escondia-se atrás das nuvens mas nada de preocupante) e passámos ali o resto da manhã. 

Mas aquela areia e aquela água não têm nada a ver com as minhas boas memórias balneares. Talvez seja demasiado "rústico" para areias tão finas... 

Ou então é algo ainda mais simples, o mar que aprendi a amar desde a infância foi o da Foz do Arelho, que além da sua linguagem selvagem tem uma areia que não se cola aos pés...

sábado, julho 04, 2015

Cirandando pelo Oeste


Foram três dias de viagens, apesar do tempo incerto rente ao oceano (nem faltaram banhos no Atlântico gelado), de muitas conversas (mais em família que entre amigos...) O tempo nunca deu para tudo (e agora ainda é mais curto)...

O jardim dos tios Zé e Lurdes continua a ser o mais bonito de Salir de Matos.

segunda-feira, junho 29, 2015

Viagem pelo Oeste


Vou finalmente passar uns dias no Oeste.

Espero ter tempo para ter tempo.

Só assim será possível ir ao campo e ao mar... e passear pela cidade.

segunda-feira, junho 22, 2015

O Verão Mais Fresco do Oeste


Pode parecer estranho, mas das coisas que sinto mais saudades no Verão, é do microclima do Oeste, que faz com que as temperaturas nunca sejam tão elevadas como as a Sul do Tejo, por exemplo.

Sei que a maresia e o nevoeiro não são das coisas mais agradáveis para quem está de férias, mas que bom que é sentir a frescura do Verão a Oeste...

quinta-feira, junho 11, 2015

Caldas: a Cidade Real e a Cidade Imaginária


Hoje de manhã enquanto conversava com um amigo sobre Almada começar a estar "irrespirável", disse que gostava de voltar para as Caldas, mesmo que não fosse a tempo inteiro. Até porque talvez o meio tempo fosse o ideal.

Ele disse-me que a Cidade em que eu penso, pode não existir. Isso acontece muitas vezes...

Sorri, sem querer entrar em mais pormenores ou discutir as diferenças entre a tal cidade real e a imaginária.

A única coisa que sei é que preciso de mudar, preciso de ir para um lugar onde esteja menos envolvido física e emocionalmente, onde não sinta tanto na pele as injustiças diárias protagonizadas por quem se limita a usar apenas a carapaça dos "justos".

Talvez ainda seja possível regressar a uma certa Lisboa e usar Almada quase apenas para dormir...

quinta-feira, junho 04, 2015

Caldas SC: A Família Vala (13)


O outro "clã" futebolístico do meu bairro foi  a família Vala (já não vivem lá...).

Cresci a ver e a admirar o Vitor no pelado do Campo da Mata (muito mais que o José...). Ele jogava a extremo e além de ser rapidissimo, era daqueles jogadores que se costuma dizer "deixam tudo em campo". E  embora não fosse um goleador nato, marcava golos decisivos...

Os filhos dos dois irmãos seguiram-lhes as pisadas, com alguma naturalidade.

Sérgio, o filho de Vitor, mais como treinador das camadas jovens do Caldas. José Vala (herdou o nome do pai) foi um bom jogador da equipa principal durante várias épocas (um pilar na defesa). Depois foi treinador adjunto e após uma "chicotada psicológica" ascendeu a treinador da equipa principal. Não teve muito sucesso (o que é normal para quem foi apenas uma solução de recurso e ainda por cima "prata da casa").

José Vala (na fotografia) continuou a sua carreira de treinador como técnico da Associação de Espeleologia de Óbidos, que milita nos campeonatos regionais, mas pelo que tenho conhecimento trata-se de uma equipa com algumas ambições e com excelentes condições de trabalho.

O mais curioso é que pensava que o José era bastante mais novo que eu. E afinal só tem menos dez anos. Lembro-me de me cruzar com ele de mão dada com a mãe, mas podia eu ter dezasseis anos e ele apenas seis...

Não me posso esquecer que deixei as Caldas com  dezoito anos...

Adenda: O comentário de José Vala (que agradeço) explica o quanto é perigoso escrever apenas de memória, sem consultar as fontes (imprescindíveis para qualquer trabalho). Embora o meu erro (na árvore genealógica) não seja de palmatória, explica que uma boa conversa ou pesquisa é sempre importante, para retirar qualquer dúvida que surja, mesmo na blogosfera...

sábado, maio 23, 2015

Caldas SC: Grilo, Um dos Meus Vizinhos Futebolista do Caldas (12)


Nunca tinha pensado nisso, mas o Bairro para onde me mudei no começo da adolescência, apesar de pequeno (uns anos depois passou de Bairro de Santo António para Rua João de Deus...), tinha vários craques do jogo da bola.

O mais conhecido foi o Grilo, que era uns meses mais velho que o meu irmão e foi internacional júnior, penso que na primeira participação portuguesa num Mundial, no Japão em 1979 (Grilo jogou nos quatro jogos que a selecção fez no Japão) onde fazia dupla no ataque português com Diamantino Miranda, que fez uma belíssima carreira no Benfica e hoje é treinador.

Grilo nessa altura jogava nos juniores do Sporting, onde também jogou com o meu primo (meu homónimo...) e outros jovens como o Justino, o Tomás, o Oliveira, o Rosário, o Rosado, etc.

Era um avançado possante, que marcava golos com facilidade. Foi por isso que assinou contrato como profissional com o Sporting. Acabou por ser emprestado a vários clubes da primeira divisão (lembro-me do Rio Ave e do Académico de Viseu) até "desaparecer" quase do mapa. Ainda regressou ao Caldas, mas por pouco tempo. Acabou por "arrumar" as botas, cedo demais...

Nunca percebi muito bem porque razão não teve sucesso. Percebia-se que era um pouco molengão, talvez lhe faltasse "garra" para triunfar. Também teve algumas lesões, talvez ganhasse medo de "pôr o pé", algo que é essencial para um avançado.

Aliás, quando regressou aos seniores do Caldas, já jogava mais recuado...

Nunca fomos muito próximos para termos a tal conversa, quase de "psicanalista"... 

(Nesta fotografia encontrada na "net", vemos a selecção portuguesa que esteve presente no Mundial do Japão. Grilo encontra-se em baixo, segundo a contar da esquerda, ao lado de Diamantino, capitão da equipa.)

segunda-feira, maio 18, 2015

«Olá Museus da minha Terra!»


Se há algo de que a minha Cidade se pode orgulhar é da existência de muitos museus, alguns com categoria internacional, como são os casos do Museu da Cerâmica e o Museu José Malhoa, onde existem muitas obras da autoria dos dois artistas mais emblemáticos das Caldas da Rainha: Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Se estivesse por aí, de certeza que entrava pelo menos no "Malhoa", para festejar este Dia Internacional dos Museus...

quinta-feira, maio 14, 2015

As Barcas dos Sonhos


Tenho mais de uma dezena de fotografias com as barcas a remos do Parque das Caldas.

Gosto da sua plasticidade, do bom gosto das suas cores.

Claro que eu sou suspeito quando falo do Parque, porque a única coisa que não gosto deste lugar idílico é o desleixo e o abandono que por vezes (que agora são muitas...) parece estar remetido, mesmo sendo o melhor cartão de visita da Cidade.

Era bom que os políticos locais se lembrassem disso amanhã (embora a reflexão não seja um dos seus atributos...).

segunda-feira, maio 04, 2015

Olá Cidade Bela


Ontem fui às Caldas, almoçar com a minha mãe.

Como de costume fiz o passeio habitual pelo Parque e pela Praça da Fruta, para sentir os seus cheiros e olhar as suas cores. 

Desta vez também passei pelo bairro onde cresci, a procura de rastos, de lugares e pessoas...

sexta-feira, abril 24, 2015

Outro Belo Cartaz


Por estarmos quase no dia 25 de Abril, publico aqui mais um belo cartaz, este da Associação 25 de Abril,  para comemorar esse dia memorável da Revolução dos Cravos de 1974.

É um Cartaz simples e bonito, feito por um artista plástico com ligações às Caldas da Rainha, João Santa Bárbara.

sábado, abril 18, 2015

Mais que um Belo Cartaz


O cartaz do "Open Internacional de Ténis Caldas da Rainha" é muito mais que um belo trabalho gráfico.

É a homenagem a um jovem que já é o melhor jogador de ténis do nosso Concelho, de todos os tempos. Ainda bem que ninguém se defendeu com aquelas "tretas" de que o Frederico Silva é muito novo para  ser já a "figura do cartaz".

sexta-feira, abril 10, 2015

Caldas SC: «Estás arrumado como o Caldas.» (11)


Desde a minha meninice que oiço a expressão (quase popular...) quando algo corre menos bem, «estás arrumado como o Caldas».

Embora nunca tenha investigado a sério a origem desta expressão, penso que ganhou "alma" na época futebolística de 1958/59, quando o Caldas Sport Clube se classificou no penúltimo lugar (13.º ), apenas com o Torreense atrás, na sua despedida da Primeira Divisão, após quatro épocas no convívio com os grandes.

A questão que me parece mais premente,  é o porquê do Caldas ser metido nesta expressão popular e não o Torrense?

Talvez tenha acontecido por uma questão de graça e por o Caldas ficar melhor na expressão que o Torriense.

Se dizermos: «estás arrumado como o Torriense», não soa tão bem...

segunda-feira, março 30, 2015

Caldas SC: O " Jota-Jota" no Caldas (10)


Na época de 1980/81, o Caldas teve no seu plantel um dos grandes esquerdinos do nosso futebol, Jacinto João, a "Pérola Negra" do Sado, popularmente conhecido como o "Jota-Jota". Embora estivesse já no  final de carreira, com trinta e seis anos, ainda deu mostras do seu talento, a espaços.

Esta passagem pelas Caldas foi fugaz, mas em Setúbal o "Jota-Jota" continua a ser recordado como um dos melhores jogadores de sempre do Vitória Futebol Clube. É uma das explicações para a existência de uma estátua junto do Estádio do Bonfim, onde deu tantas alegrias aos setubalenses, graças à arte que espalhou nos relvados portugueses, com a camisola listrada do Vitória. Além de fazer magia com a bola, tinha um jeito especial de fintar os adversários, ao ponto de os deixar sentados no relvado...

Morreu relativamente novo, com apenas 60 anos, devido a complicações cardíacas. E claro, como tantos ídolos, viveu o presente sem se preocupar com o futuro, que era já ali, passando por algumas dificuldades nos últimos anos de vida.  Que só não foram piores porque o Vitória e alguns amigos não o esqueceram...

Foi um dos raros internacionais A (por dez vezes) que vestiram a camisola alvinegra do Caldas.

segunda-feira, março 16, 2015

Caldas SC: O "Samba" no Futebol do Caldas (9)


Penso que ainda antes da Revolução de Abril a equipa do Caldas foi reforçada por dois jogadores brasileiros que fizeram história no futebol caldense, pela sua qualidade e simpatia.

Refiro-me a Paulo Veloso e a Lima. O primeiro era mais tecnicista, tanto podia jogar como segundo avançado ou como o principal armador de jogo; o segundo era um verdadeiro ponta de lança, possante e sempre com os sentidos na área adversária, em busca do golo.

Sei que anteriormente já tinham jogado jogadores canarinhos, mas penso que esta dupla foi a que permanceu mais tempo no Caldas (esquecendo o Valdir, que veio alguns anos mais tarde e que se tornou "caldense"...) e que se inseriu melhor na Cidade.

Talvez tenha esta opinião por ter sido nesta altura (em que devia ter onze, doze anos) que me comecei a interessar mais por futebol e a olhar para o jogo com outro entusiasmo.

O Paulo Veloso era mesmo bom jogador. Penso mesmo que poderia ter jogado num clube de maior dimensão, da primeira divisão (acho que jogou no Nacional da Madeira, mas também na II divisão).

(Gostaria muito de colocar a fotografia de uma equipa onde esta dupla tivesse jogado, mas não consegui descobrir qualquer imagem...)

segunda-feira, março 09, 2015

Caldas SC: O "Velho" Campo da Mata (8)


Podia chamar-lhe estádio, mas nós chamávamos-lhe o "Campo da Mata", às vezes até dizíamos com alguma ternura, o "velho" Campo da Mata...

Foi lá que vi os primeiros jogos a sério, levado pela mão do meu querido pai. Devia ter seis, sete anos.

Sei que ficávamos quase sempre na bancada central, por ficarmos perto da cabine de som, onde havia uns senhores que faziam publicidade antes do jogo e nos intervalos e também acho que gritavam "goooolloo!", quando o Caldas fazia miséria na baliza adversária.

Foi também a primeira vez que vi homens a dizerem todo o tipo de palavrões (as bancadas dos estádios também têm este atractivo...), a ameaçarem invadir o campo para se travarem de razões com o árbitro, etc.

O meu pai era um espectador sereno, além de não se exaltar como os outros homens, também não chamava nomes aos jogadores e ao homem de preto (nessa altura não existiam as variedades de cores de equipamento dos nossos dias, além do preto, acho que só havia o cinzento). Deve ser por isso que sempre fui um espectador calmo, de qualquer desporto.

Alguns anos mais tarde também pisei aquele pelado (já sou antigo, não sou do tempo do relvado...), vestido com aquela camisola alvinegra. Era um bom pelado, não tinha "areia-lixa" como outros onde joguei, em que cada queda dava direito a uma esfoladela.

Andei à procura da minha memória mais antiga de um jogo e descobri um Caldas-Benfica, em que as águias venceram por 7 a 1 (deve ter sido uma homenagem a alguém, no final da década de sessenta. Só me recordo de dois jogadores do Benfica, o Benje, que foi o guarda-redes (pela cor de pele) e o José Torres (pela altura e pelos golos que marcou...).

Como de costume não consultei "papeis", quis ser apenas fiel à minha memória.

segunda-feira, março 02, 2015

Caldas SC: Rita, o Grande Guarda Redes do Caldas (7)


Provavelmente vou ser injusto. Mas não estou muito preocupado com isso, nem tão pouco vou "investigar" o historial de guardiões das redes das balizas do Caldas Sport Clube. Continuo a ter para mim, que o Rita foi o grande guarda redes da história do Caldas.

Defendeu a baliza da equipa caldense durante as quatro épocas na primeira divisão, com um brilho e uma coragem, bem vincados na imprensa desportiva de então ("A Bola", "Record" e "O Mundo Desportivo"). Pelo que li e ouvi, tinha uma presença única na baliza, não só impunha respeito aos adversários como dava confiança aos seus companheiros da defesa, mesmo que agisse muitas vezes como um "comandante feroz", capaz de lhes chamar nomes feios.

Mas ele não era só enorme entre os postes, também tinha uma boa estatura e compelição atlética, pelo menos para a época.

Só nos encontrámos uma vez, penso que em 1975, 1976, num jogo de veteranos da velha guarda do Caldas, numa homenagem qualquer, penso que a um atleta.

Equipado a rigor, com a brilhantina da ordem no cabelo, mantinha a bela figura de "gigante" quase intransponível (talvez apenas aos meus olhos por ser um pequenote...).

Ainda me lembro quando passou por mim e me fez uma festa na cabeça, talvez por sentir que eu o observava atentamente, deixando atrás de si o perfume a bálsamo, a pomada analgésica mais usada pelos massagistas desses tempos... 

sábado, fevereiro 21, 2015

Caldas SC: O "Garrincha" do Caldas (6)



Durante anos o Caldas teve no seu plantel um jogador, que recebeu (erradamente) como nome de guerra, "Garrincha".

Olhando para os jogadores de hoje, penso que ele seria mais um "Maxi Pereira", pela sua entrega ao jogo e amor à camisola. É uma coisa normal (comigo acontecia o mesmo...), quando temos limitações técnicas, suamos muito mais a camisola que os "artistas da companhia"...

Ainda me lembro que quando se chutava uma bola para as nuvens nos treinos, aparecia logo alguém a aplaudir o "remate à garrincha".

Só mais tarde é que conheci o "Anjo das Pernas Tortas", o verdadeiro Garrincha, que adorava sentar os adversários na relva e dançar "samba" com bola, o craque que tanto brilhou nas selecção do Brasil nos anos 1950 e 1960, campeãs do mundo. 

Este como tantos ídolos, fez quase tudo bem dentro dos relvados e tudo mal fora deles. Ficou o mito e a lenda, de quem provavelmente continua a fintar tudo e todos, lá pelos céus (de certeza que há por lá campos de futebol...).

Ou seja, não havia comparação possível entre os dois jogadores.

Mas que tenho curiosidade em saber o porquê deste baptismo de fogo ao atleta do Caldas, tenho...

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Caldas SC: O "Pelé" do Meu Bairro (5)


Um dos meus primeiros ídolos foi o "Pelé" branco do meu bairro, que era um dos bons jogadores dos juniores do Caldas, contemporâneo do Vital (que entretanto fora contratado pelo Benfica e foi uma das maiores "máquinas de golos" das camadas jovens do clube da Luz, continuando a marcar golos no Riopele, na II Divisão, até ser contratado pelo FC Porto de Pedroto, bi-campeão nacional, onde chegou a internacional A...) e de Dino (que jogou nos seniores do Caldas).

Estou a falar de Luís Rosa, mais um daqueles jovens que passou ao lado de uma bela carreira como futebolista e que morava no Bairro dos Arneiros, da minha meninice.

Nunca esqueci um jogo especial disputado no campo do FC Caldas (ao fundo do Bairro...), em que devia ter uns doze anos e como faltava um jogador no onze contra onze, o "Pelé" acabou por me escolher para a sua equipa.

Mesmo pequenote aceitei o desafio e fiz "miséria", sobretudo nas canelas dos adversários. Destemido, atirava-me de tal maneira aos rapazes maiores (provavelmente com a sua condescendência...), que o "Pelé" acabou por me baptizar ali mesmo do "Esgravulha Batata".

Embora não saiba a razão do seu "nome de guerra", acredito que tenha sido pelos seus pormenores técnicos, acima da média, pelo menos quando comparados com o resto da malta do Bairro...

(Esta fotografia dos verdadeiros, Pelé e Garrincha, não aparece aqui por acaso...)

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Caldas SC: O Bairro da Ponte era o Bairro do Caldas (4)


Tanta gente do Bairro da Ponte que jogou no Caldas!

Até mesmo da equipa mais famosa, a dos anos 1950, da passagem quase breve pela Primeira Divisão...

Sim, tenho quase a certeza que o Janita e o Anacleto moravam no Bairro. Não sei se o António Pedro sempre morou no bairro, sei apenas que acabou os seus dias quase em frente da sede dos "Pimpões"...

Devem ter sido, seguramente, a inspiração de muitos jovens que acabaram por vestir a camisa alvinegra, desses anos já longínquos até à actualidade. Conheci dezenas deles, que não vou enumerar, para não ser injusto.

Vou falar apenas de um, por ter sido um dos meus melhores amigos da infância, o Paulo Gaspar, companheiro de escola, desde a primária até à secundária e que passou a infância no Bairro que rivalizava com o meu (Bairro dos Arneiros...). Rivalidade de tal forma acesa que muitas vezes depois dos jogos inter-bairros se faziam autênticas batalhas de pedrada, quando o esgoto a céu aberto (o famoso "rio do mijo") era a principal fronteira entre os dois bairros.

Para mim o Paulo Alexandre era um "craque", um dos poucos que eu achava que poderiam ir longe no futebol. Talvez o problema fosse dos meus olhos que até conseguiam fintar a realidade. 

Lembro-me de um episódio engraçado (hoje...), de estarmos os dois no banco de suplentes da equipa de juvenis e de eu lhe dizer (quase em surdina...) que não percebia porque razão ele não jogava e estava ali a meu lado. Ele abanou os ombros, sem me responder. Continuo a pensar que nesta altura eu tinha mais razão que o treinador, porque ele era bem melhor que alguns dos titulares, mas o "mister" é que fazia a equipa...

Pouco tempo depois de eu trocar o futebol pelo atletismo, o treinador deu-me razão e ele nunca mais saiu da equipa. No final dessa época encontrámos-nos casualmente no Estádio de Leiria, eu a competir pelo Arneirense, na pista de atletismo e ele a preparar-se para jogar a final da Taça de Leiria de Juvenis, no relvado.

Não mais deixou de jogar nas equipas do Caldas. Acabou por ser promovido a senior, mas não foi o fora de série que eu pensava que seria...  

A única coisa que sei é que nunca deixou de ser o melhor dos nossos jogos de rua. Para mim até era superior ao "caga-manias"...

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Caldas SC: Foste O Melhor de Todos (3)


Não sei muito sobre ti e, sinceramente, não me apeteceu investigar ou ler o que os outros escreverem sobre o teu talento de atleta, fora de série, ou fazer o teu resumo desportivo. Também nunca te vi jogar, quanto muito lembro-me de teres sido treinador do nosso velho Caldas, uma ou outra vez.

Havia duas marcas pessoais que tinhas, uma ligeira corcunda (não sei se te chamavam "marreco"...) e a brilhantina que colocavas no cabelo (também não sei se a substituíste por gel nos últimos anos...).

Foste sempre o ídolo número um das gentes das Caldas. Penso que continua a existir uma unanimidade à tua volta, como existia com Eusébio a nível nacional, graças ao talento que tinhas, de sobra para levares o Caldas "às costas" - podia ser uma explicação para a tua curvatura na coluna, em mais uma daquelas ironias da vida - e conseguires, de mão dada com os teus companheiros, o milagre de manter o Clube durante quatro épocas consecutivas na Primeira Divisão. 

Nesses já longínquos anos 1950 as tácticas eram diferentes, assim como o posicionamento dos jogadores, mas tu eras o "maestro" de uma "orquestra" nem sempre afinada e também marcavas uns golitos, quando te deixavam à solta. O teu talento fazia com que fosses o alvo a abater dos muito adversários caceteiros (nesses tempos parece que havia quem gostasse mais de chutar a canela que a bola)...

Os fulanos agarrados ao passado dizem que se jogasses hoje podias ganhar o dinheiro que querias. E que provavelmente estavas a jogar no estrangeiro. Não sei, mas pelo menos brilhavas na Primeira Liga e não no Campeonato de Seniores.

Sei apenas que envelheceste bem, sem tiques de vedeta e sem perderes o sorriso. Soubeste ser um campeão também fora das quatro linhas.

Já falei de ti aqui, António Pedro. E hoje tenho a certeza que eras mesmo tu, o velho simpático que estava à janela e cumprimentou a minha mãe (que continua a morar naquela que também era a tua rua...) e a mim por acréscimo.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Caldas SC: A Grandeza do Caldas (2)


Pelo menos até aos anos 1980, o Caldas era o grande clube de futebol do Oeste (do Sul...).

Os craques dos clubes da imediações (Peniche, Nazarenos, Alcobaça, U. Leiria, Bombarralense, etc) tinham o desejo secreto de um dia virem a vestir a camisola alvinegra, porque antes do U. Leiria chegar a primeira divisão, o Caldas era o único clube do Oeste que por lá tinha andado, durante quatro épocas (entre 1955 e 1959), jogando um bom futebol e batendo o pé às grandes equipas de então.

Pelo menos nos últimos vinte anos não fomos capazes de capitalizar a importância histórica do velho Caldas, que no próximo ano comemora o seu centenário. E como aconteceu com a maior parte dos clubes, foi palco de muitos interesses, de gente que se aproveitou da sua grandeza para retirar proveitos próprios, em vez de servir o Caldas.

Felizmente, de há meia dúzia de anos para cá, inverteu-se essa tendência, através de uma gestão rigorosa e do aproveitamento das suas escolas de jogadores. Embora more noutra cidade, penso que hoje se caminha na direcção certa. 

E fico feliz por isso.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Caldas SC: A Caminho do Centenário do Caldas SC (1)


Tinha pensado criar um blogue para homenagear o Caldas Sport Clube, o clube grande da minha Cidade Natal e onde joguei nas camadas jovens (iniciados e juvenis), com a publicação de 100 crónicas, sobre o que me apetecesse escrever.

Como as "Viagens" estão a atravessar quase um período de "hibernação", acho que esta é uma boa maneira de voltar a escrever por aqui, sobre a presença do Caldas no meu imaginário, desde os muitos craques que tive o prazer de ver, aos amigos, e claro, às figuras históricas do grande Clube do Oeste.

Começo por publicitar a minha alegria por saber que o Caldas foi o primeiros classificado da série F do Campeonato Nacional Senior (que é uma terceira divisão quase segunda...).

Apesar do passar dos anos, não perdi o prazer nem a curiosidade de ver os resultados em qualquer jornal desportivo (preferencialmente na "A Bola", mesmo tendo trabalhado do "Record"...) às segundas. Ou ainda nos sites destes dois jornais, no domingo à noite. 

Agora, além do Caldas (em todos os campeonatos...) há também a equipa de futebol feminino de "A dos Francos", que embora esteja uns furos abaixo da época passada, em que foi quase quase campeã nacional, continua a honrar o nosso Oeste.

É através de pequenos nadas, como  esta minha ligação ao único clube desportivo de que tenho um cachecol, que vou mantendo os laços à Terra, onde me fiz homem e da qual tenho muito boas memórias... 

quarta-feira, janeiro 14, 2015

A Oeste Nada de Novo


Este blogue nasceu naturalmente e acabou por ser um bom pretexto para escrever sobre algumas memórias da minha infância. Das pessoas e dos lugares mais marcantes de uma infância feliz...

E também da actualidade, claro.

Nos últimos tempos as palavras foram escasseando...  e até as imagens. Acho que me tornei repetitivo.

Por outro lado, embora não esteja a pensar acabar as "Viagens", sinto que estou mais distante da minha Cidade e do Oeste. Isso até podia ser motivo para escrever, mas não...

Espero que as coisas mudem (ou seja, que eu mude...), para quebrar esta ausência.