quinta-feira, abril 28, 2016

Luiz Pacheco e Vergílio Ferreira nas Caldas


Ferreira Fernandes escreveu esta delícia no "Diário de Notícias" a 26 de Abril:

«Um dia, Luiz Pacheco entrou num café escuro de Caldas da Rainha e viu Vergílio Ferreira numa mesa, às gargalhadas. Nesse tempo não havia telemóveis nem Twitter e não deu para filmar e postar aquela surpresa. Pacheco, porém, escreveu um texto sobre o intolerável que era o amargo, e afinal hipócrita, Vergílio Ferreira a rir. O intolerável seria termos perdido esse maravilhoso texto de má-fé.»

Embora não saiba da veracidade da frase, acredito nas palavras do cronista. E esta, Vergílio Ferreira a rir às gargalhadas num café caldense?

(Óleo de Darnier Rappel)

sábado, abril 16, 2016

O Conselho da Cidade


Embora continue sem saber muito bem qual o papel que o Conselho da Cidade tem no dia a dia das Caldas da Rainha, fico satisfeito por saber -  via "Gazeta" - que existem duas listas para os Corpos Gerentes deste órgão caldense.

Não conheço as pessoas das duas listas (alguns de nome, por serem "sumidades" da Cidade, outras nem isso...), mas penso que uma lista representa a continuidade (o que foi ou não foi feito...) e a outra a diferença.

Mesmo que possa existir alguma "cisão" ou mesmo "birra", para quem está a cem quilómetros de distância, isto é a democracia a funcionar.

Só espero que as Caldas fiquem a ganhar e que o Conselho da Cidade seja mais do que tem sido até agora.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 08, 2016

Caldas SC: Duas Más Notícias na "Gazeta" (32)


Hoje a ler a "Gazeta das Caldas" fui surpreendido com duas más notícias relativas ao principal clube da Cidade, o histórico Caldas Sport Clube, cada vez mais perto de festejar o centenário.

A primeira foi sobre a Assembleia Geral Eleitoral do Clube, que apesar de estar com boa saúde financeira (as últimas direcções conseguiram reduzir o passivo...) e de estar quase em festa, não apareceram candidatos. Não deixa de ser curioso, que num momento festivo, não apareça ninguém que queira ficar "na fotografia", como o Presidente do Centenário.

A segunda notícia é de uma extrema gravidade. Um jogador da equipa dos juniores agrediu o árbitro no último jogo com uma cabeçada, após a sua expulsão. O jogo acabaria aqui (aos 40 minutos de jogo), já que o árbitro não ficou em condições físicas para continuar a partida. 

Embora o jovem jogador se tenha mostrado arrependido nas redes sociais e pedido desculpa ao juiz da partida, espero que seja punido exemplarmente.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 02, 2016

E se For Verdade?


Ontem falei com o meu irmão e ele disse-me que tinha saído uma nota de leitura na "Gazeta" sobre o meu último livro. Com um sorriso, contei-lhe que já tinha desfolhado o semanário, mas que não tinha chegado aí, tinha ficado pela notícia de capa em que dizia que a oposição se queria unir à volta da candidatura de António José Seguro à presidência da Câmara das Caldas.

O meu irmão acreditou na notícia e eu disse-lhe que havia ali um cheirinho a 1 de Abril.

É daquelas notícias que nos parecem boas demais para serem verdade. Ambos concordámos que só uma candidatura deste género conseguiria "tirar o tapete" ao PSD que se delicia no poder há quase quatro décadas, com os resultados que todos conhecemos...

quarta-feira, março 23, 2016

"desMemória" - Resgatar a memória dos Pavilhões


Hoje fui às Caldas almoçar com a minha mãe e o meu irmão.

Antes do almoço dei um giro pela cidade e quis levar os meus filhos à exposição de fotografia, "desMemória" - Resgatar a memória dos Pavilhões, de João Martins Pereira.

É uma excelente mostra do interior dos Pavilhões do Parque, que têm mais de mil e uma história por contar, sobre tudo o que se passou por ali, ao longo de mais de 100 anos...


A primeira memória que tenho daquele lugar é da Biblioteca Calouste Gulbenkian (a única pública da Cidade...), onde fui leitor desde a primária. Também andei por lá no liceu...


Depois da exposição passámos pelos Pavilhões e demos uma volta ao sempre bonito Parque, com conversas disto e daquilo e com a minha filhota a ficar encantada com os cisnes escuros...

terça-feira, março 08, 2016

Caldas SC: Notícia do "Belenenses Ilustrado" (31)


Transcrevo com a devida vénia a notícia e a imagem publicada no blogue, "Belenenses Ilustrado", de 4 de Março de 2016, com o título: "Caldas SC Infligiu a Primeira Derrota ao Belenenses no Estádio do Restelo".

«Jogo no Estádio do Restelo, com reduzida assistência (Estádio, com muitas clareiras), 24 de Novembro de 1956. 12ª jornada do campeonato nacional. A constituição das equipas:
«Os Belenenses»: José Pereira; Pires e Moreira; Edison, Paz e Vicente; Dimas, Matateu, Suarez, Di Pace e Tito.
Caldas S.C.: Vítor; Amaro e Fragateiro; António Pedro, Saraiva e Orlando; Anacleto, Garnacho, Janita, Romeu e Rogério.
Árbitro: Álvaro Rodrigues, de Coimbra.
Golo de Garnacho aos 30' de penalty devido a obstrução cometida por Raúl Moreira e Mário Paz.»

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Caldas SC: A Falta de Imagens (30)

Há muito tempo que não publico uma "posta" sem imagens.

Vou fazê-lo hoje porque uma das grandes dificuldades que tenho tido nesta aventura do "Centenário do Caldas" é a falta de "bonecos".

Lembro-me de jogadores, treinadores, mas depois falta-me o encosto de uma imagem...

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Caldas SC: Bons e Maus Profissionais (29)


Quase todos nós perdoamos os excessos aos fora de série. É por isso que eles são únicos.

Claro que isto que escrevo não é regra. Por exemplo, o José Mourinho e o Cristiano Ronaldo, embora sejam dos melhores do mundo na sua profissão, estão longe de ser idolatrados por todos. E dão cartas a todos, graças ao seu profissionalismo.

Basta visitar de longe a longe uma caixa de comentários de jornal, com uma notícia sobre eles, para sentirmos o quanto a inveja pode ser uma coisa mesmo feia, mentirosa, e até preconceituosa.

Tudo isto para recordar um jogador chamado Forneri (que talvez fosse alcunha...), que tinha vindo do Torriense para o Caldas, no ano em que o Mourinho pai treinou o seniores e o clube subiu da III para a II divisão.

Era extraordinário dentro de campo, corria e fazia jogar toda a equipa, mesmo jogando a defesa lateral.

Ao contrário dos outros jogadores, depois dos treinos descia a Mata da Rainha a pé, connosco (os nossos treinos nessa época coincidiam com os seniores). Era um fartote de riso, até chegarmos quase ao Chafariz das Cinco Bicas, onde estava sempre um carro à sua espera, invariavelmente com uma mulher bonita, daquelas que gostam de jogadores da bola, com a noite à sua espera.

Não acabou a época no clube, porque o futebol não se compadece com esta vida de vagabundagem, mesmo em clubes da segunda e terceira divisão...

O Forneri foi apenas mais um que podia ter ido muito mais longe se levasse o futebol a sério...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

«É preciso ter lata. Largas a sarda nas tuas "Viagens" e piras-te.»


A meio do telefonema saiu-se com esta: «É preciso ter lata. Largas a sarda nas tuas "Viagens" e piras-te.» Seguida de uma gargalhada sonora.

Depois de o acompanhar na gargalhada disse que não acontecera nada disso. Ele é que era um distraído. Se passasse mais vezes por aqui sabia que era normal estar mais de uma semana sem escrever nada nas "Viagens", com ou sem sardas.

E esta conversa fez com que me lembrasse que houve tempos que as únicas sardas que conhecia eram aqueles pontinhos que algumas miúdas tinham no nariz e no rosto, que se notavam mais no Verão, que torna tudo mais visível e claro, como acontece com a cor dos nossos olhos.

Anos mais tarde percebi que também chamavam sardas às sardinhas maiores.

Mas a língua portuguesa é useira e vezeira nestes usos avulsos das palavras. Não há nada a fazer, além de sorrir.

(Óleo de Brian Scott)

sábado, fevereiro 06, 2016

A Propósito do "Concurso de Sardas"...


A propósito do "Concurso de Sardas", organizado por alunos da ESAD, das Caldas, que está a decorrer e pretende premiar a melhor ilustração de um "falo", transcrevo a seguinte alusão à louça caldense:

"Risonho e bonacheirão, aos garotos que de caminho o saudavam respondia muito candidamente: «Anda cá, meu maroto, que quero mostrar-te uma coisa...» E ao fundo, na sombra fuliginosa daquela furna, onde Vulcano e Baco andavam sempre às turras, logo revelava num arcaz a mais completa, a mais delirante e audiciosa colecção de barros fálicos que as Caldas da Rainha já alguma vez fabricaram. Arregalados e vermelhos saiam dali os rapazitos a caminho do Latim e da Álgebra. Incapazes, como é óbvio, de darem atenção ao que quer que fosse.
Um depravado, este David Viana? Não, sinceramente, não o creio. Um coleccionador maníaco é que sim."

(in "As Torrentes da Memória, histórias e inconfidências do arco da velha", de Luís Cajão)

terça-feira, janeiro 26, 2016

Lembrança dos Caminhos do Vale da Moira


O meu avô materno era um exemplo de trabalho. Tudo o que deixou aos filhos (várias fazendas e vinhas...), foi conquistado com muito suor (e o da sua companheira, a avó Henriqueta e claro de todos os filhos, cinco, numa altura que fazer filhos também representava ajuda no lar..), rigor e uma seriedade que já não há...

Ontem, sem uma explicação plausível, lembrei-me dos difíceis acessos (muito difíceis mesmo...) até ao Vale da Moira, uma das suas vinhas, que  ficava quase lá bem para trás do sol posto.

Depois de chegarmos a uma aldeia vizinha de Salir de Matos (Trabalhias), ainda tínhamos de subir "uma montanha" (entretanto deve ter ficado mais pequena, estou a ver estas coisas com o meu olhar de criança...), pois ela ficava praticamente na cota mais alta daquele lugar.

Ainda me lembro da luta que o avô travava com as vacas que puxavam o "carro de bois", que ficavam com o lombo em sangue, com as picadelas que ele lhes dava com a vara.

E o regresso não era menos espectacular, com o carro completamente travado nas zonas mais vertiginosas, para chegar inteiro ao vale, que, ironia das ironias, costumava ficar transformado em pantanal com as primeiras chuvas.

Não foi por acaso que esta vinha logo que foram feitas as partilhas ficou condenada ao abandono...

(Óleo de Balthus)

domingo, janeiro 24, 2016

Caldas SC: Alguma Dor sem Doença (28)


Era bonito que o Caldas SC no ano do seu Centenário conseguisse subir à Segunda Liga.  Mas era apenas isso, bonito.

Mas ontem o Benfica de Castelo Branco acabou com as ilusões.

Quando se utilizam aves nas conversas, é comum dizer-se que o Caldas teve "o pássaro na mão" na semana passada e deixou-o fugir, no Campo da Mata.

Não sei, não vi o jogo. Apenas li a crónica de Joel Ribeiro na "Gazeta". Ao ler fiquei com a sensação que o Caldas podia ter ganho. Mas é sempre assim, só que as únicas bolas que contam são as que entram dentro da baliza. Os tais golos que são a felicidade dos radialistas e dos espectadores.

E depois é sempre mau quando ficamos a depender de terceiros (como "reza" o título da crónica)...

Mas se colocar os pés no chão, sei que mesmo que o Caldas fosse disputar a fase de apuramento da subida, não teria muitas possibilidades de alcançar a segunda divisão profissional, porque há várias equipas teoricamente superiores. Tal como aconteceu na época passada.

sábado, janeiro 09, 2016

Caldas SC: Os Cromos da Bola de 1957/58 (27)


Mais uma das equipas das cadernetas de "cromos da bola", esta da época de 1957/58.

Os jogadores são: Vitor, Amaro, Saraiva, António Pedro, Anacleto, Orlando, Dantas, Mateus, João, Rogério e Romeu.

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Caldas SC: Os Cromos da Bola de 1956/57 (26)


Apesar de raras, ainda é possível encontrar por aí cadernetas com os jogadores do Caldas que fizeram parte do período de ouro da equipa alvinegra.

Esta página está ilustrada com os seguintes jogadores: Rita, Amaro, Fragateiro, Abel, Romero, Lenine, Romeu, António Pedro, Orlando, Garofalo e Sarrazola, e é da época de 1956/57.

domingo, dezembro 20, 2015

Caldas SC: Uma Reportagem da Imprensa Desportiva na Primeira Divisão (25)


Já não sei como é que este recorte do desaparecido "Mundo Desportivo" de 9 de Janeiro de 1956 me veio parar às mãos.

A reportagem revela o "derby" que já tinha merecido a minha atenção e que acabou empatado, no Campo da Mata: Caldas - Torriense.

Vou transcrever o seu começo: «As primeiras palavras têm de ser de elogio aos jogadores do Caldas. Quando o ambiente se tornou escaldante, eles foram, a bem dizer, os únicos que se conservaram calmos, procurando jogar, e não se deixando influenciar pelos incentivos contraproducentes que de todos os lados choviam sobre o terreno de jogo.»

As palavras do jornalista Manuel Mota referem-se ao facto de o Caldas se ver a perder por dois a zero e conseguir alcançar o empate, embora merecesse bem mais que isso...

O Caldas alinhou com: Rita; Piteira, Leandro e Fragateiro; Amaro e Romero; Romeu, Orlando, Bispo, António Pedro e Lenine.

domingo, dezembro 13, 2015

Caldas SC: Quintela o Jogador da Minha Rua do Meio (24)


O primeiro jogador do Caldas que me habituei a ver diariamente, morava quase no fim da Rua do Meio do bairro da minha meninice (Bairro dos Arneiros). Umas vezes olhava-o da minha janela, outras no largo que ficava quase em frente à minha porta.

Era um homem grande e careca (precocemente...), que se vestia bem e passava pela nossa rua sem nos dar grande atenção.

Mais tarde soube que se chamava Quintela e que normalmente era suplente do Caldas. Mas também me disseram que era polivalente, tanto jogava no meio campo como no sector defensivo.

Mas nunca esqueci a sua pose altiva. 

Havia ainda outra parte cómica, comentada pela miudagem. Ele tinha um Mini mas era tão grande que quase que ocupava o carro todo. Achávamos que devia ter um Mercedes...

Nesta fotografia de uma equipa dos anos 1960, é facilmente reconhecido, o terceiro em cima, a contar da esquerda.

domingo, dezembro 06, 2015

Caldas SC: Vasco Oliveira, o Atleta, o Treinador e o Dirigente (23)


Vasco Oliveira é uma das figuras que ficará para sempre ligado à história do Caldas Sport Clube,  pelo seu honroso passado desportivo, como atleta - jogou até aos 38 anos e foi o capitão de equipa durante anos -, treinador e dirigente do Clube.

Ele deixou-nos no passado dia 25 de Novembro e merece ser recordado (não como político local, pelo menos aqui, onde permaneceu tempo demais como autarca, 28 anos, mas o poder como sabemos tem dessas coisas...), porque deve ser um dos raros caldenses que foi jogador e treinador da equipa principal e também seu presidente de Direcção (nos últimos sessenta anos será caso único...). Actualmente era o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Caldas.

Não me lembro dele como jogador, apesar da sua longevidade, apenas como comerciante de electrodomésticos e figura prestigiada e simpática nos meios desportivos caldenses. Deverá ter sido pela sua popularidade que foi desafiado a tornar-se autarca...

Tenho pena que a "Gazeta" no último número apenas tenha focado o seu papel como político, esquecendo o desportista de excelência que foi.

Outra faceta não menos importante do seu passado desportivo foi a de columbófilo (daí a escolha desta fotografia, do "Jornal das Caldas"). Além de grande entusiasta da modalidade foi dirigente da Sociedade Columbófila Caldense e também da Associação Regional e Federação Nacional.

Vasco Oliveira explicou muito bem este "hobbie" no "Jornal de Leiria", que transcrevemos: «Quando tinha 12 anos fui visitar os meus tios a Porto de Mós. Deram-me um casal de borrachos, que trouxe para as Caldas dentro de uma caixa de sapatos. A paixão ficou. É o meu hobbie e um dos meus amores.»

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Caldas SC: Os Grandes "Derbys" do Oeste (22)


Penso que o primeiro grande rival do Caldas no Oeste, foi o Torriense, até por o Clube de Torres Vedras ter sido contemporâneo da equipa caldense na Primeira Divisão.

Durante anos e anos, este "derby" enchia o Campo da Mata, sempre com o resultado incerto, tal como acontecia num Benfica-Sporting, na Capital.

Na minha adolescência esta rivalidade mantinha-se, mas não era a mais forte. Estou comvicto que nos anos setenta e oitenta o grande rival do Caldas foi o Peniche. Grandes "batalhas" foram travadas entre estas duas bandeiras de uma região, muitas vezes de forma exagerada.

Houve outras rivalidades (G. Alcobaça, Nazarenos, Bombarralense), mas nenhuma tão intensa como estas duas.

Foi por isso que gostei de ver o Peniche a intrometer-se nos primeiros lugares juntamente com o Caldas, na série F do Campeonato Nacional de Seniores.

Desde que estas rivalidades não sejam exacerbadas até ao exagero, podem contribuir para o crescimento dos clubes, que vivem sobretudo da paixão dos seus associados e simpatizantes.

sexta-feira, novembro 27, 2015

«As "Caldas" da Rainha estão encerradas.»


No final do Verão um amigo aqui de Almada pensou em passar uma quinzena nas termas das Caldas (até já tinha escolhido alojamento e tudo, graças às maravilhas da "internet"...).

Felizmente ele falou comigo antes de fazer a reserva e ficou a saber que o Hospital Termal estava encerrado e a viver mais um dos muitos impasses que tem vivido nos últimos anos e que deitaram por terra um dos maiores - senão o maior - trunfo turístico da Cidade.

Se contar o que se têm passado nos últimos vinte anos com as Termas, as pessoas ficam de boca aberta. Nunca os governantes que exerceram o poder (central e local) nestas duas décadas se mostraram interessadas em resolver o problema. Foram fingindo que resolviam as questões mais prementes (é uma história quase igual à da Lagoa de Óbidos, só que esta também tem o dedo da natureza presente...), para no final ficar tudo na mesma.

E agora parece que continuam a fingir que resolvem o problema. Pelo menos o tempo vai passando e nada de "fumo", branco ou preto...

Será que querem "matar" a história da Cidade, secar as "Caldas da Rainha"?

terça-feira, novembro 24, 2015

Caldas SC: Sena, um Grande Centro-Campista Caldense (21)


Um dos jogadores com melhor visão de jogo e capacidade técnica, que vi jogar no Caldas, foi o Sena. Embora fosse um jogador franzino (e um pouco avesso ao treino como costuma acontece com os grandes talentos...), enchia o pelado do velho Campo da Mata com o seu virtuosismo. 

No final dos anos 1970 (principio anos 1980?) deixou as Caldas e partiu para a Madeira, onde viveu uma experiência diferente, já a caminho do profissionalismo com as cores do Nacional. Não sei se fez parte da primeira equipa do clube madeirense que subiu à Primeira Divisão, sei apenas que deixou a sua marca na bela Ilha Atlântica.

Sei que a fotografia é de péssima qualidade. Foi a possível...