
Acho que já escrevi sobre isto, provavelmente aqui, nas "Viagens", sobre os "nomes de guerra", pescados pela miudagem no universo futebolístico.
Enquanto lia o jornal, sentado nas bancadas do polidesportivo, fingia estar distante do jogo entre alguns miúdos, mas era impossível ficar indiferente quando o "Messi" não passava a bola ao "Xavi" ou ao "Drogba" e estes chamavam-lhe nomes mais feios. Também o seu guarda-redes, "Casillas", ouvia das boas, quando facilitava a tarefa ao "Cristiano Ronaldo", da equipa adversária, ou ao "Di Maria" (curiosamente também era o rapazola mais fininho da trupe...).
Não ouvi um único nome do campeonato português por ali, eram quase todos craques importados do campeonato espanhol, do "Barça" e do "Real".
Nos meus tempos de jogador de futebol de rua, a maior parte dos nomes que "roubávamos" eram do nosso campeonato. a excepção seria um "Cruyff" ou um "Neskens", da Holanda, ou então alguns alemães do Bayer de Munique como o Mayer, o "Breitner" o "Muller", e outros tantos, com nomes mais estranhos.
Estávamos no começo da década de setenta e o Ajax e o Bayer eram das melhores equipas da Europa e do Mundo...
Lembro-me mesmo de existir um "Mini-Ajax" que costumava ganhar os torneios populares (a par do Mini-Benfica, onde também joguei...).
Qualquer espaço pode ser lugar de memórias, até uma bancada simples de cimento...