Nas cidades a vida é mais pequena que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. (Alberto Caeiro)
quarta-feira, outubro 09, 2013
segunda-feira, setembro 30, 2013
sexta-feira, setembro 27, 2013
"As Minhas Derrotas Eleitorais"...
Embora tenha deixado as Caldas aos dezoito anos, a tal idade maior para tanta coisa, inclusive para votar, a morada dos meus pais continuou a ser a minha primeira morada durante alguns anos. Só em 1987, quando decidi viver em Almada, é que deixei de ser "derrotado" nas eleições.
Nesses tempos já longinquos votava com convicção, e alguma ingenuidade, na CDU. Há um facto curioso que me une à presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa: a sua primeira vitória eleitoral, coincidiu com a minha, enquanto eleitor.
E como me sentia bem nesta terra de operários, onde ainda não havia o hábito de se olhar os outros com sobranceria, o que acontecia nas Caldas (e em todas as Vilas e Cidades pequeno-burguesas...).
Tanta coisa que mudou nestes vinte seis anos...
O "cavaquismo" e os dinheiros da CEE foram a nossa perdição, embora muita a gente continue a gostar de dar "porrada" no Sócrates...
O óleo é de François-Emile Barraud.
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segunda-feira, setembro 23, 2013
A Chegada do Outono na Minha Infância
Quando era mais pequenote a chegada do Outono nunca me mereceu grandes cuidados, nem nunca a olhei como uma "estação maldita".
Provavelmente por ainda desconhecer o significado da palavra melancolia...
Uma das coisas que o Outono anunciava era o fim das férias e o começo das aulas. Recordo que isso nunca foi uma tragédia para mim, pelo menos na escola primária. Ficava mesmo com algumas saudades da professora e dos meus amigos.
Também gostava do "festival das folhas caídas", que quase ofereciam uma "alcatifa" ruidosa ao parque...
Nesses tempos, não só gostava de Setembro, como ainda não tinha nada contra Outubro...
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sábado, setembro 14, 2013
Tempo das Vindimas
Se há algo que me deixa bastante nostalgia, dos tempos que passava nos campos, é a época das vindimas.
Hoje, à distância de mais de uma década (a última vez que participei nas vindimas deve ter sido em 2000...), sinto saudades de toda aquela movimentação, das pessoas e das suas conversas (mesmo das brejeiras...), da paragem para a "bucha", que era quase um piquenique, das viagens até ao lagar por caminhos levados da breca e depois do exercício de força que travávamos para esmagar as uvas e ver o vinho a escorrer para a pia, que depois o motor levava para os depósitos.
Até consigo ver o rosto de felicidade do avô, a medir o grau do vinho...
E se recuar mais tempo, vejo-me ainda pequenote a ficar quase coberto até à cintura pelas uvas, descarregadas da tina, no momento em que ainda as posso pisar, antes de entrarem os homens para trabalharem e não brincar no lagar...
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sábado, setembro 07, 2013
Não Quero e Não Posso
A propósito do comentário da Rosa, ao último texto publicado, em que dava conta do "desaparecimento físico" da cada dos meus avós maternos, só posso dizer que não quero nem posso desistir de Salir de Matos.
Não são apenas as memórias que me prendem, felizmente ainda tenho por lá familiares (tios e primos). Acho que vou gostar sempre de passar por lá, mesmo que as visitas sejam cada vez mais espaçadas...
Mesmo não sendo uma certeza absoluta, penso que se a "casa da avó" (foi sempre a casa da avó e nunca do avô, vá lá saber-se porquê...) tivesse calhado em herança à minha mãe, ainda era da família e estaria habitável.
Isto não é uma crítica à opção dos meus tios, que venderam casa à paróquia (que na altura disse o contrário do que veio a acontecer, a casa era para recuperar e não para cair em ruínas). É mais uma constatação sentimental, de um lugar com tão boas memórias...
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terça-feira, setembro 03, 2013
quarta-feira, agosto 28, 2013
As Amoras Silvestres
Uma das maravilhas das férias grandes passadas nos campos, eram as "barrigadas" de amoras silvestres, que tanto eu como o meu irmão e alguns amigos, colhíamos nas silvas que cresciam rente aos caminhos.
Eram uma delícia que nos deixava com uns bigodes da cor do vinho tinto.
De certeza que ainda existam muitas amoras silvestres por aí, eu é que tenho andado pelos caminhos errados...
segunda-feira, agosto 19, 2013
Festejar a Fotografia
Nos últimos anos passo invariavelmente pelas Caldas, no dia 15 de Agosto.
Há vários lugares de passagem obrigatória, com destaque para o Parque D. Carlos e para a Praça da Fruta.
Embora as fotografias nem tenham ficado nada de especial, deixo uma da "Praça", porque hoje a Fotografia está em Festa...
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domingo, agosto 18, 2013
Agosto: Mês de Cores
Agosto deverá ser o mês mais colorido do ano, para as pessoas, claro.
Naturalmente não tem qualquer hipótese de competir com a Natureza em Abril, Maio ou Junho...
Falo essencialmente das pessoas, da cor de pele que adoram "pintar" a vários tons de castanho e também do colorido dos vestidos leves das mulheres de todas as idades, dos fatos de banho e até das camisas dos homens, que não se limitam a vestir o branco fresco...
Até a sua alimentação se torna mais "colorida", pois há a tendência para se recorrer mais às frutas e aos legumes.
O óleo é de António Castello.
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sexta-feira, agosto 16, 2013
Agosto: Mês de Regressos
Agosto sempre foi o mês do regresso a casa dos emigrantes, mesmo que apenas por algumas semanas.
É a oportunidade de abraçarmos familiares e amigos e também de conhecermos novos elementos do nosso "clã", que nasceram noutras paragens.
Quem emigrou para a Europa, regressa invariavelmente todos os anos à Terra Natal. O mesmo já não acontece com que vive no outro lado do Atlântico, que raramente regressa todos os anos a este canto, que consegue ser maravilhoso, apesar dos "desnortes" governativos consecutivos...
Dos primos novos que conheci este ano, a Lara, o Tiago e a Neve, a pequenina que foi baptizada com este nome bonito e singular, merece um destaque especial, até por sermos um país com poucos nevões. Então no Oeste são raríssimos...
O óleo é de Steve Hanks.
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sábado, agosto 03, 2013
A Gaiola Dourada
O filme Luso-Francês de Ruben Alves está a dar que falar e de uma forma positiva.
Pelo menos as críticas que tenho lido são positivas e falam de uma comédia, que não precisa de recorrer à gargalhada fácil, alimentada pela brejeirice e pelo anedotário da família "malucos do riso".
Não acho piada ao chavão de que os portugueses só são bons fora de portas e que como emigrantes, são dos melhores do mundo (muito menos às "marias de bigode", ou aos "manéis das ceroulas"...).
Um bom exemplo é o senhor Barroso, que como presidente da Comissão Europeia, deixa tanto a desejar...
E temos mais como ele para "exportar": Relvas, Passos, Portas, Sócrates, Seguros, etc...
Penso que somos bons onde nos oferecerem ordenados compatíveis com o trabalho que desempenhamos, assim como regras bem transparentes, onde todos sabemos o "terreno que pisamos".
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segunda-feira, julho 15, 2013
Uma Cidade "Pintalgada"
Uma Cidade que começa a ser conhecida pelos seus "graffites", não é de certeza um lugar dos mais agradáveis para o nosso olhar, porque uma percentagem significativa destas "pinturas", não passam de "insultos" para a própria Arte.
Mas talvez a "corte" do doutor Costa ache mais piada a esta vertente artística, que à Termal...
Acho que o facto de termos uma Escola Superior de Arte, não significa que se deva espalhar "arte" (de gosto duvidoso) em todos os quarteirões...
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quarta-feira, julho 10, 2013
«Então, vais para a Terra?»
Ao saber que para a semana vou de férias, o João perguntou-me: «então vais para a Terra?»
Abanei a cabeça e disse que não.
Acabámos por falar com alguma nostalgia da Foz do Arelho, não só da praia mas também da "Green Hill". Fiquei com a sensação que conhecia melhor a discoteca que a praia...
Expliquei-lhe que ia para o Sul, porque a Foz do Arelho e S. Martinho do Porto tinham-me "traído" uns anos antes, quando tentei fazer praia no Oeste com a família. Durante oito dias apenas apanhei um bom dia de praia. Quase que choveu, para dar cabo de qualquer argumento meu...
O nevoeiro e o frio tomaram conta da Foz. E no dia que fomos a S. Martinho (que nunca foi a minha praia...), estava um vendaval digno do "deserto". Era impossível estar na praia sem levar "banho" de areia...
Ou seja, as praias do Sul venceram as do Oeste.
Resta-me a nostalgia da infância e juventude...
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domingo, julho 07, 2013
quinta-feira, julho 04, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
O Hotel Lisbonense
Embora agora tenha outro nome, para mim continua a ser o Hotel Lisbonense.
Não sei se será um sucesso comercial - mas com estes tempos, duvido... -, mas pelo menos é um hotel bonito e agradável.
É pena que a cidade já não seja das "termas", como noutros tempos, era bom para todo o comércio e para a própria Cidade, que nasceu graças às "caldas" que tão bem fizeram à Rainha...
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segunda-feira, junho 24, 2013
A Feira de S. João
Uma Cidade governada por políticos incapazes de aproveitar as suas potencialidades, mais tarde ou mais cedo, acabará reduzida ao quase vazio.
A única possibilidade que terá de resistir a esse marasmo, é possuir uma população activa e inovadora, capaz de fazer muito com pouco, contrariando e contornando os obstáculos oficiais.
Mas, infelizmente os movimentos colectivos nunca foram o forte das Caldas da Rainha, que nunca foi aquilo se poderá chamar uma Cidade Associativista.
Na minha infância passada nas Caldas, num tempo sem grandes diversões, havia dois momentos altos durante o ano, as Feiras de S. João e a de 15 de Agosto, que enchiam a cidade de forasteiros.
Penso mesmo que o 15 de Agosto sempre foi o dia grande da Cidade, pelo menos em movimento de gentes e em riqueza económica local.
Com a constante mudança de lugares e a sua banalização como acontecimento social e cultural, a Feira de S. João acabou por ser "apagada" do calendário das festas. E a Feira de 15 de Agosto, lá vai resistindo, mas sem fulgor e sem a modernidade desejada, que a ajudasse a acompanhar os tempos...
Hoje, dia de S. João, olhei para a minha Cidade, cada vez mais triste, que precisa tanto de uma mudança...
Mudança que já deveria ter acontecido há pelo menos uma década.
Claro que a responsabilidade não pode ser exclusiva do quem está no poder. Quem tem estado na oposição, tem andado claramente a "dormir", pelo menos nos últimos vinte anos.
E quem tem sofrido é a nossa Cidade, que já foi das mais importantes do país...
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sábado, junho 15, 2013
A Padeira de Pano Branco na Cabeça
Quando vi a mulher com o pano branco na cabeça, junto ao forno e à massa do pão, lembrei-me da minha avó materna.
Não senti tristeza, apenas nostalgia e da boa...
Sem ter de fechar os olhos vi a avó com a pá enorme, que devia ser parecida com a senhora da lenda de Aljubarrota, com o pano branco na cabeça, a trazer e a levar o pão para dentro do forno a lenha.
Só faltou ela dar-me a "brandeira" pequena, que depois de tirar do forno, colocava açúcar amarelo, que derretia imediatamente e era uma delícia...
O óleo é de Jean-François Millet.
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quarta-feira, junho 05, 2013
Linha do Oeste
Desde bastante cedo que senti que a Linha do Oeste cortava a minha Cidade ao meio.
Antes de andar na escola, andei numa espécie de "pré-primária" e tinha de atravessar a linha, juntamente com o meu irmão, todos os dias, sob o olhar atento da senhora que abria e fechava as cancelas e erguia uma bandeira, quando as carruagens passavam, que recebia recomendações da mãe.
O comboio de mercadorias era um desespero para os condutores e uma alegria para nós, que tínhamos ali um bocado do "comboio eterno" do Pina.
Um dos nossos entretimentos era contar o número "quase infinito" de carruagens...
Um dos nossos entretimentos era contar o número "quase infinito" de carruagens...
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terça-feira, maio 28, 2013
domingo, maio 26, 2013
sexta-feira, maio 24, 2013
Jardim com Artes
Amanhã será inaugurada uma exposição de retratos da minha autoria, sobre o Parque das Caldas, no "Espaço Doces da Mimi", rua da Liberdade, nº 20 A, Almada.
Chamei-lhe, "Jardim com Artes", porque o Parque D. Carlos é isso e muito mais...
A exposição será composta por doze fotografias que fui tirando durante as minhas visitas a este lugar luminoso.
Algumas delas serão expostas aqui durante a próxima semana.
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sábado, maio 18, 2013
Os Excelentes Museus das Caldas
Se há algo em que as Caldas da Rainha são pródigas, é na oferta cultural através de espaços museológicos.
Ao "consagrado" e belo Museu José Malhoa, junta-se o Museu da Cerâmica, outra excelente imagem da marca da Cidade e depois os museus-ateliers Barata-Feyo, António Duarte, João Fragoso e ainda os museus do Ciclismo e do Hospital.
Para o fim fica o Museu Bernardo, que é o exemplo de uma forma diferente de fazer e mostrar arte.
O mais curioso, é saber que uma boa parte dos caldenses não conhece a maioria destes espaços artísticos.
Hoje é um bom dia para os visitar, e porque não, voltar...
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quarta-feira, maio 15, 2013
O Dia da Minha Cidade
Este 15 de Maio devia ser sobretudo um dia de esperança, um dia em que todos os caldenses sentissem que está na hora de mudar. Mas mudar a sério, não mudar para ficar tudo igual, apenas com o uso de "tinta" para disfarçar...
Não vivo nas Caldas, desde os dezoito anos, mas se vivesse, não tenho dúvidas que seria um "desalinhado", alguém farto da demagogia do senhor Costa, que com duas conversas, um aperto de mão e uma palmadinha nas costas, acredita que resolve os problemas (pelo menos os eleitorais...).
Imagino que a Rainha Dona Leonor, apesar do bronze e da sua quietude, deve corar de vergonha por dentro, com todas as patifarias que esta gente que usa e abusa do poder tem feito, ao ponto de arruinar o seu melhor cartão de visita: a bonita Cidade Termal das peças de cerâmica - com e sem Bordalo - e das cavacas doces.
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domingo, maio 12, 2013
Ver a Rainha por uma Manilha
As Caldas da Rainha estão em obras, aliás, a rotunda da Rainha está em obras.
Não sei qual será a mudança visual, sei apenas que há coisas muito mais urgentes a fazer e a resolver na Cidade, mas talvez esta seja mais visível, agora que a "batalha" dos votos se avizinha e é preciso coisas para inaugurar e "cortar fitas"...
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terça-feira, maio 07, 2013
Passagem pelo Bombarral...
No domingo fui almoçar às Caldas com a minha mãe e o meu irmão.
Quando estava a chegar ao Bombarral deu-me vontade de sair da auto-estrada e visitar esta localidade, com o pensamento preso na velha estação de comboios.
Parei em vários lugares, até chegar à estação.
Tirei várias fotografias a casas com boa traça mas abandonadas (tal como acontece de Norte a Sul...).
Curiosamente a velha estação estava com muito bom aspecto. Limpa e florida...
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domingo, maio 05, 2013
Tenho Saudades do Calor ó Mãe
Tenho Saudades do Calor ó MãeTenho saudades do calor ó mãe que me penteias
Ó mãe que me cortas o cabelo — o meu cabelo
Adorna-te muito mais do que os anéis
Dá-me um pouco do teu corpo como herança
Uma porção do teu corpo glorioso — não o que já tenho —
O que em ti já contempla o que os santos vêem nos céus
Dá-me o pão do céu porque morro
Faminto, morro à míngua do alto
Tenho saudades dos caminhos quando me deixas
Em casa. Padeço tanto
Penso tanto
Canto tão alto quando calculo os corpos celestes
Ó infinita ó infinita mãe
Daniel Faria, in "Dos Líquidos"O óleo é de Kuzma Petrov.
terça-feira, abril 30, 2013
A Dança, a Música e as Palavras
Ontem foi Dia da Dança.
Hoje é Dia do Jazz, essa música quase escura, que gosta tanto do improviso.
Embora ambas gostem de comunicar sem palavras, apenas com a magia dos corpos e dos sons que se soltam dos instrumentos, com quase muita liberdade, não resisto a escrever palavras.
Palavras sem vento, mas mexidas como se dançassem, num improviso avesso a regras, quase com pavor a gramáticas, porque sabe tão bem a liberdade...
Ao contrário do que muita gente diz, ainda é possível cheirar cravos, neste Abril que quer ser rendido por um Maio, mais maduro.
O óleo é de Massimo Maramo.
segunda-feira, abril 29, 2013
terça-feira, abril 23, 2013
Livros e Leitores sem Idade
Apesar das mudanças na sociedade, o livro continua a ser o livro.
Continua a ser um companheiro de muitas horas e de gente de todas as idades.
Digo isto porque a minha filha com apenas oito anos, já é uma "devoradora" de livros de papel.
E não se contenta apenas com os cá de casa, gosta de requisitar livros da biblioteca da escola.
Claro que sei que esta paixão continua a ser coisa de minorias, uma boa parte das pessoas que compram livros, fazem-no com o intuito de decorar as estantes. É a vida...
A propósito tenho uma pequena surpresa no blogue "A Minha Carroça de Livros". Se vos apetecer, apareçam...
O óleo é de Robert Duncan.
domingo, abril 14, 2013
O Sol Apareceu...
Esta semana, quando me preparava para entrar na A8, não resisti e fui ver o "meu Mar" à Foz do Arelho.
Ele estava em forma, aliás está sempre, de Janeiro a Dezembro.
Alguns pescadores, algumas "turistas" e o cheiro a abandono, mais visível num dos quiosques coloridos, que já tiveram melhores dias numa das muitas praias do nosso país, que raramente foi acarinhada como merecia e devia...
E nem vou falar da Costa de Caparica...
Felizmente o Sol apareceu este fim de semana, marcando encontro com as pessoas, que estão de regresso aos areais quase brancos, para dar um «olá mar», mais alegre que de costume.
Felizmente o Sol apareceu este fim de semana, marcando encontro com as pessoas, que estão de regresso aos areais quase brancos, para dar um «olá mar», mais alegre que de costume.
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quarta-feira, abril 10, 2013
«Bom dia Cidade!»
Foi quase isto que fui fazer às Caldas, na terça-feira.
À cidade, praticamente só lhe fui desejar bom dia, embora já se caminhasse para a tarde. Mas não foi um bom dia qualquer, levava um sorriso aberto.
Ainda passei pelo Parque. Embora não esteja tão primaveril como noutros tempos, pensei que o iria encontrar pior, por ser mais uma "vitima", completamente inocente, das guerras de "poder" que se multiplicam por este país, quase sempre sem sentido.
O resto do tempo foi para colocar a conversa em dia com a minha mãe.
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sábado, abril 06, 2013
Voltar (ou não) aos Lugares onde Fomos Felizes
Os livros e os filmes falam sobre as nossas vidas, mesmo quando são escritos ou filmados por um japonês ou canadiano. As nossas generalidades dão quase sempre cabo das singularidades...
São eles que nos dizem, e é quase verdade (quase...), que não devemos voltar uma segunda vez aos lugares onde fomos muito felizes.
Acenam-nos de que a desilusão é certa...
Só se esquecem de um pormenor, da nossa capacidade de "ver coisas", mesmo onde elas já não existem...
(Onde me consigo abstrair com mais facilidade é nas praias que conheci na infância, algumas quase desertas e hoje têm avenidas que quase querem entrar no mar. Consigo quase sempre, ao fechar os olhos, ver os caminhos de areia que percorríamos até ao mar do nosso encantamento...)
O óleo é de Damian Elwes.
terça-feira, abril 02, 2013
Bom Dia Abril
Apetece-me dizer, «Bom dia Abril»!
Mas digo-o hoje, dia dois, para que não seja mentira.
Porque Abril é sempre sinal de esperança e muitas vezes de mudança.
Que seja, mas para melhor.
Esta janela que escolhi é tão "Oeste"... lembra-me outras janelas do meu contentamento, lá para os lados de Salir de Matos e arredores, onde fui feliz...
O óleo é de Damian Elwes.
quinta-feira, março 21, 2013
O Nosso Rafael no Google
Tal como a Isabel Castanheira, protectora da obra do grande Rafael Bordalo Pinheiro, também fiquei surpreendido pela "memória" do google, que lembrou para o país (e será que também para o mundo?), que hoje se comemorava o 167º aniversário do pai do Zé Povinho e de tantas outras figuras inesquecíveis.
E as Caldas a dormir na forma, como salientou a Isabel nos seus "Cavacos"...
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quarta-feira, março 20, 2013
A Primavera
Durante anos a Primavera começava no dia 21 de Março, no mesmo dia que se comemorava o Dia da Árvore e o Dia Mundial da Poesia.
Recentemente houve alguém que decidiu que afinal a Primavera começa a 20 de Março, ou seja hoje.
Provavelmente existe alguma explicação científica para o facto (existe sempre...), mas continuo a pensar que a Primavera só começa amanhã...
E também espero que o nosso Parque continue com flores, como estas...
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quinta-feira, fevereiro 28, 2013
A Ilha dos Amores
O Parque das Caldas é um manancial de poesia, até tem a sua "ilha dos amores", que bem poderia estar aberta às pessoas...
Quando era mais pequenote, lembro-me que não possuía o gradeamento de hoje e de chegar a passear por lá.
Deve ter sido nos anos setenta, mas após a Revolução de Abril, um tempo sem os guardas de boné e apito em riste, sempre que colocávamos o pé na relva...
Sei que nem toda a gente sabe viver em liberdade, mas não tenho dúvidas que a vida era muito mais agradável sem grades.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Os 75 Anos dos Pimpões
Os "Pimpões" festejaram ontem a bonita idade de 75 anos.
É o grande clube do Bairro da Ponte, que tal como todos os outros bairros da cidade perdeu fronteiras e hoje é quase só Cidade.
Na infância e adolescência sentia alguma inveja por o meu bairro (bairro dos Arneiros, que hoje está praticamente colado...) não ter nenhum clube recreativo como os "Pimpões".
Alguns dos meus amigos da escola primária tinham ligações familiares a esta colectividade, que sempre primou pela diferença, privilegiando a cultura, através da música e do teatro.
Até a escolha do seu nome tem uma bonita história, já que se inspirou num dos vários jornais humorísticos de Rafael Bordalo Pinheiro, o "Pimpão".
Parabéns a todos aqueles que dão vida a esta Colectividade, que fica numa rua que me é cada vez mais familiar.
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terça-feira, fevereiro 12, 2013
O Carnaval das Caldas
O Carnaval nas Caldas, ao contrário do de Almada, sempre foi uma quadra de alegria, desde o corso aos bailes.
Esta era mesmo a única altura que a maior parte do meu grupo de amigos frequentava bailes, principalmente os do Hotel Lisbonense e da Columbófilia, em que a festa durava até de manhã.
O corso também era sempre uma animação.
Não sei como é hoje. Falo do que me divertia há já mais de trinta anos...
O óleo é de Goyo Dominguez.
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domingo, fevereiro 03, 2013
Quase uma Selecção do Oeste
O meu irmão enviou-me duas fotografias, uma delas era esta, a de uma estafeta de 4x400 metros, da qual ambos fizemos parte e em que batemos o recorde regional de Leiria (3.33,1), durante os campeonatos nacionais de estafetas disputados no Estádio Nacional, no final de Abril de 1985 (há quase trinta anos...), com as "cores" da Associação Penichense. Recorde que já era nosso, mas com as cores do Arneirense...
As aspas nas cores no parágrafo anterior não aparecem ali por acaso, pois ao longo de toda a época nunca recebemos qualquer equipamento do clube de Peniche. E como se pode ver pela fotografia, cada um de nós correu com o equipamento próprio que lhe apeteceu, como se fossemos de quatro equipas diferentes...
Ainda há outro aspecto curioso, esta equipa era quase uma selecção do Oeste, eu e o meu irmão em representação das Caldas, o João de Alcobaça e o Zabumba da Nazaré.
Foi uma época muito peculiar, em que só nos inscrevemos pela Associação Penichense pela amizade que nos ligava a António Vasconcelos, que deixara o Arneirense e fora treinar este clube de Peniche.
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terça-feira, janeiro 29, 2013
Nazaré na Onda Mundial
Graças ao americano Garret McNamara as ondas gigantes da Nazaré estão mesmo no mapa dos surfistas de ondas largas e longas.
Agradeço ao Garret esta promoção do Oeste e espero que o "mundo" apareça e goste desta Terra bonita e acolhedora, conhecida anteriormente fora das nossas fronteiras pelos seus corajosos pescadores e pelas mulheres de negro, memorizadas em fotografias que correram mundo. Agora é outro tempo, o dos surfistas mais destemidos, capazes de enfrentar ondas de muitos metros, como a da imagem tirada na segunda feira por Sérgio Mendes, de São Martinho do Porto.
Adenda: em alguns jornais a autoria da foto é atribuída ao Tó Mané. Se for o caso, as minhas desculpas ao autor pelo lapso.
Adenda: em alguns jornais a autoria da foto é atribuída ao Tó Mané. Se for o caso, as minhas desculpas ao autor pelo lapso.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Um Mal Nunca Vem Só...
Depois do jogo do empurra em relação à limpeza do Parque das Caldas, em foram alguns voluntários e amigos deste lugar tão belo e majestoso, que se organizaram para o deixar maia apresentável, o mau tempo resolveu ferir ainda mais o Parque...
Ver algumas imagens do que aconteceu com o temporal, como a da capa da "Gazeta das Caldas", fazem doer...
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quinta-feira, janeiro 17, 2013
Os Nossos Espelhos
Algumas das reacções do meu filho fazem-me lembrar a minha rebeldia enquanto adolescente, em que mesmo sem saber quase nada da vida, já pensava saber tanto.
Mas grave é vermos alguns adultos a confundirem as palavras como se fossem adolescentes.
Às vezes apetece-me dizer-lhes que convicção não é a mesma coisa que teimosia, tal como coerência não é sinónimo de burrice.
Mas para quê?
O desenho é do genial Rafael Bordalo Pinheiro.
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quarta-feira, janeiro 09, 2013
A Cidade Clandestina
Com toda esta publicidade ao "bairro vermelho" de Viseu, lembrei-me que nunca conheci nenhum bordel nas Caldas da Rainha. Pode ter sido por distracção, mas penso que não.
Isso aconteceu sobretudo por ter crescido já em liberdade, a alguma distância da geração (aliás, gerações...) de homens que cultivavam a visita a bordeis, como símbolo de virilidade (e até iniciação sexual...) e das mulheres que preservavam a "virtude" quase até ao casamento.
Já tinha vinte e alguns anos quando alguém me apontou um prédio antigo na Praça da Fruta e me disse que durante bastante tempo existiu ali uma "casa de tolerãncia".
Nunca soube da existência de outra, ou outras, que com toda a certeza funcionaram na "Cidade Clandestina"...
O óleo é de Dimitry Lisichenko.
quarta-feira, janeiro 02, 2013
Recordações da Minha Escola Primária
Estava ali por mero acaso, a ouvir coisas que não devia nem queria... de um pirralho que com os seus nove, dez anos, contava orgulhosamente as suas aventuras na escola primária, para quem o queria ou não ouvir. Desvendava pormenorizadamente a forma como fazia "gato sapato" da professora, que devia ser um anjo sem asas...
O que me fez mais impressão foi o riso de satisfação dos pais, provavelmente por terem um filho tão espertalhaço.
Paguei o café e continuei a marcha.
Para me esquecer do que ouvira, recordei com carinho a minha professora da escola primária. Passados tantos anos, ainda a consegui ver a ensinar-nos, numa das salas do rés de chão da escola do Bairro da Ponte...
O óleo é de Jim Daly.
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