Desde bastante cedo que senti que a Linha do Oeste cortava a minha Cidade ao meio.
Antes de andar na escola, andei numa espécie de "pré-primária" e tinha de atravessar a linha, juntamente com o meu irmão, todos os dias, sob o olhar atento da senhora que abria e fechava as cancelas e erguia uma bandeira, quando as carruagens passavam, que recebia recomendações da mãe.
O comboio de mercadorias era um desespero para os condutores e uma alegria para nós, que tínhamos ali um bocado do "comboio eterno" do Pina.
Um dos nossos entretimentos era contar o número "quase infinito" de carruagens...
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